O Botafogo anunciou a contratação de Tite até dezembro de 2028. Aos 64 anos, o treinador retorna ao trabalho após seis meses como agente livre, período que sucedeu sua passagem pelo Cruzeiro, encerrada em março, e chega para comandar a equipe justamente na reta final da temporada. Ele inicia os trabalhos com o elenco nesta quinta-feira (17) e deve estar à beira do gramado já no sábado (19), contra o Mirassol, pela 28ª rodada do Brasileirão, um teste imediato para uma equipe que vive longe de seus melhores dias.
Na atual temporada, a situação do Glorioso é delicada. Eliminado ainda em março na fase preliminar da Libertadores, pelo Barcelona de Guayaquil, o time carioca também caiu na Copa Sul-Americana, goleado pelo Cienciano por 6 a 2 nas oitavas, e não foi longe na Copa do Brasil, eliminado pela Chapecoense, também nas oitavas. No Brasileirão, o cenário não é de rebaixamento, mas assusta: o Botafogo ocupa a 14ª posição, com apenas quatro pontos de vantagem sobre o Z4, e vem de seis jogos sem vencer, sequência que ligou o alerta na diretoria antes mesmo de o campeonato entrar na reta decisiva.
A chegada de Tite nasce justamente para conter esse cenário. Mas, por mais respeitado e decorado que seja seu currículo, como um ex-comandante da seleção brasileira em duas Copas do Mundo e dono de 16 títulos ao longo da carreira, já faz alguns anos que ele não apresenta um trabalho realmente vitorioso. Por isso, essa passagem pelo Rio de Janeiro tende a funcionar como uma prova dupla: tanto para o próprio treinador quanto para o clube, de o quanto ele ainda é capaz de comandar uma equipe grande no futebol brasileiro.







