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GFX Pep Guardiola Filipe LuisGetty/GOAL

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“Tenho que aprender isso!” – Filipe Luís revela o momento em que se convenceu de que Pep Guardiola “trapaceou”, enquanto o ex-jogador do Chelsea fala abertamente sobre a “maior goleada” sofrida nas mãos do técnico do Manchester City

  • As mudanças táticas que definiram um estudioso do jogo

    Em uma entrevista reveladora ao Universo Valdano, o ex-lateral esquerdo mergulhou em seu passado para explicar como certos treinadores alteraram sua percepção do jogo. Embora tenha jogado sob o comando de alguns dos maiores nomes da história do futebol, foi um encontro específico da Liga dos Campeões com o Bayern de Munique, de Guardiola, que deixou a marca mais profunda nele como estudioso do esporte — uma trajetória profissional que recentemente o levou a deixar repentinamente o cargo de técnico do Flamengo, apesar de ter conquistado o título da Copa Libertadores e registrado uma vitória por 8 a 0 em sua reta final.

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  • Leeds United v Manchester City - Premier LeagueGetty Images Sport

    A noite em que Pep deixou Luis atordoado

    Luís relembrou o domínio absoluto demonstrado pela equipe de Guardiola durante uma partida europeia de alto risco, enquanto o brasileiro estava no Atlético de Madrid. A superioridade tática era tão esmagadora que o zagueiro admitiu, em tom de brincadeira, acreditar que algo de errado estava acontecendo em campo. Foi essa “goleada” específica que serviu como um momento decisivo para suas próprias aspirações como técnico.

    Sobre esse encontro, Luís afirmou: “A maior goleada que sofri na minha carreira foi contra o Bayern de Guardiola. Eu estava convencido de que ele havia trapaceado com o tamanho do campo, porque tudo parecia tão distante; nunca chegávamos ao gol e parecia que ele tinha mais jogadores em campo. Eu disse a mim mesmo: tenho que aprender isso.”

  • Simeone e a voz do comando

    Enquanto Guardiola forneceu a inspiração tática, foi Diego Simeone, do Atlético de Madrid, que definiu a disciplina defensiva e a resistência mental de Luís. O brasileiro creditou a “El Cholo” a revolução em sua compreensão da responsabilidade em campo, embora tenha admitido que o estilo intenso do argentino permaneceu com ele de maneiras inesperadas.

    Refletindo sobre seu tempo sob o comando de Simeone, Luís explicou: “Com o Cholo, foi a primeira vez que entrei em campo e sabia quando estava errado e quando não estava. Seu comando é tão imponente que até hoje tenho pesadelos com ele me repreendendo. Mas, ao mesmo tempo, ele é uma pessoa que conversa com você e sabe como chegar até você. Naquele momento, pensei: vou ser como o Cholo”.

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    Um futuro no banco de reservas

    Apesar de sua recente saída do Flamengo, Luís continua focado em alcançar o auge do treinamento europeu. Embora tenha sido associado a várias funções, incluindo cargos na seleção brasileira, ele confirmou sua preferência pelo trabalho diário no futebol de clubes em vez do cenário internacional.

    Luís esclareceu sua posição sobre o cargo na seleção brasileira e sua admiração por Carlo Ancelotti, ao mesmo tempo em que delineou seu objetivo final: “Ancelotti é o técnico ideal, no momento ideal. Estou interessado no trabalho do dia a dia e meu grande sonho é a Liga dos Campeões”.

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