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imago-sport-1082026062.jpgBrazil Photo Press

Súmula de Vasco x Vitória relata tentativa de agressão e série de xingamentos contra arbitragem

A vitória do Vasco por 1 a 0 sobre o Vitória, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, teve um primeiro tempo marcado por muita tensão fora das quatro linhas. A súmula da partida, assinada pelo árbitro Matheus Candançan e enviada à CBF, detalhou uma série de episódios envolvendo integrantes do clube carioca e a equipe de arbitragem.

De acordo com o documento, a confusão começou após o apito final da primeira etapa, quando membros da comissão e da diretoria do Vasco questionaram a expulsão do volante Cauan Barros. O tumulto se intensificou no caminho para os vestiários e chegou a envolver a Polícia Militar, acionada para fazer a escolta dos árbitros.

O relato também aponta arremesso de copos, líquidos e pedras de gelo na direção da equipe de arbitragem, além de uma tentativa de agressão física que teria atingido o braço do quarto árbitro.

  • imago-sport-1081495142.jpgSebastian Frej

    Expulsão de Cauan Barros desencadeou reclamações

    Cauan Barros recebeu cartão vermelho aos 15 minutos do primeiro tempo. O volante colocou a mão na bola após ser pressionado por Renato Kayzer e, como era o último homem da defesa, foi inicialmente punido com a expulsão.

    Candançan foi chamado pelo VAR e revisou o lance no monitor antes de confirmar o cartão vermelho. A decisão provocou forte reação do Vasco, que passou a contestar a arbitragem ainda no campo.

    Segundo a súmula, a reclamação ganhou força assim que a equipe de arbitragem se dirigiu aos vestiários durante o intervalo.

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  • Daniel FélixDaniel Ramalho / Vasco da Gama

    Coordenador do Vasco teria abordado arbitragem de forma ofensiva

    O primeiro integrante do clube citado por Candançan foi Daniel Félix, coordenador de performance do Vasco. Segundo o árbitro, ele abordou a equipe de forma "grosseira e ofensiva", mantendo o dedo em riste e dificultando a passagem.

    Na súmula, Candançan relata que Daniel Félix questionou a decisão envolvendo a mão de Cauan Barros e alegou que a bola teria tocado na mão de Renato Kayzer.

    A situação teria se agravado quando a equipe de arbitragem conseguiu deixar o campo. Um funcionário do Vasco, identificado como segurança, teria partido em direção aos árbitros e proferido xingamentos.

    De acordo com o documento, foi necessário que policiais militares contivessem o funcionário, dando início ao tumulto próximo ao acesso aos vestiários.

  • Diretores tentaram ultrapassar bloqueio policial

    A confusão, segundo Candançan, não terminou com a intervenção policial. Na sequência, o treinador de goleiros Nelcirio Franchin, o diretor executivo de futebol Admar Lopes e o diretor técnico Felipe Jorge Loureiro teriam se dirigido à equipe de arbitragem.

    O árbitro afirma que os três tentavam passar pelo bloqueio policial para se aproximar dos integrantes da arbitragem.

    Felipe, conforme o relato, continuou reclamando do lance que provocou a expulsão de Cauan Barros. Já Nelcirio Franchin teria repetido ofensas contra a equipe de arbitragem.

    O cenário fez com que os policiais mantivessem a escolta enquanto os árbitros tentavam chegar ao túnel dos vestiários.

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  • imago-sport-1078123271.jpgDeFodi Images

    Súmula relata tentativa de soco

    O episódio mais grave descrito por Candançan aconteceu quando a equipe de arbitragem finalmente alcançou o túnel e começou a descer as escadas em direção aos vestiários.

    Segundo o árbitro, Nelcirio Franchin teria surgido pela lateral da escada e tentado desferir um soco contra ele. O golpe, ainda de acordo com a súmula, não teria atingido Candançan, mas acertado o braço do quarto árbitro.

    O treinador de goleiros teria sido novamente contido pelo policiamento.

    O documento não aponta que o árbitro tenha sido atingido diretamente, mas registra a tentativa de agressão e a necessidade de nova intervenção dos policiais.

  • imago-sport-1080852827.jpgSports Press Photo

    Objetos foram arremessados pela torcida

    Enquanto a arbitragem permanecia próxima ao acesso aos vestiários, Candançan também registrou o arremesso de objetos vindos do setor destinado à torcida do Vasco.

    Foram relatados copos contendo líquidos e pedras de gelo lançados em direção à equipe de arbitragem.

    O problema, segundo a súmula, voltou a acontecer no início do segundo tempo. Durante o retorno dos árbitros ao gramado, novas pedras de gelo teriam sido arremessadas pela torcida mandante.

  • Reclamações continuaram depois do jogo

    A tensão não ficou restrita ao intervalo. Após o apito final, enquanto a equipe de arbitragem novamente descia as escadas em direção aos vestiários, Felipe Jorge Loureiro teria feito novas críticas ao trabalho do VAR, acompanhadas de xingamentos.

    Na mesma ocasião, segundo Candançan, Admar Lopes também teria dirigido ofensas à arbitragem, classificando o trabalho dos profissionais como ruim.

    Os episódios agora fazem parte do documento oficial da partida e poderão ser analisados pelas autoridades competentes, inclusive no âmbito disciplinar.

  • imago-sport-1082025531.jpgFotoarena

    Vasco venceu mesmo com um jogador a menos

    Apesar da expulsão precoce de Cauan Barros e de toda a tensão envolvendo a arbitragem, o Vasco conseguiu sair de campo com a vantagem no confronto.

    O time carioca teve as melhores oportunidades durante o primeiro tempo mesmo com um jogador a menos. Na etapa final, conseguiu transformar a superioridade em gol.

    Aos 14 minutos, Andrés Gómez estufou as redes e marcou o gol que garantiu a vitória por 1 a 0 no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil.

    Com o resultado, o Vasco leva a vantagem mínima para a sequência do confronto, enquanto o Vitória precisará buscar a reação na partida de volta.