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Australia v Switzerland - International FriendlyGetty Images Sport
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Suíça, a matadora de gigantes: de Akanji e Ndoye até Jashari, eis o “azarão” da Copa do Mundo

Fora do radar, longe dos holofotes, sem nunca figurar nas previsões de quem pode chegar mais longe. A Suíça se candidata a ser a zebra da Copa do Mundo, a azarão que poucos esperam, mas que pode chegar longe, surpreendendo a todos. Vinda de ótimos resultados nas últimas participações em grandes torneios internacionais, a equipe de Murat Yakin é a favorita para vencer o grupo com Catar, Bósnia e Canadá. A partir da segunda fase, então, os suíços podem incomodar todos e se confirmar como o matador de gigantes por excelência.

  • Experiência e juventude, estrelas e coadjuvantes: a Suíça chega à Copa do Mundo de 2026 com boas expectativas e muito potencial para surpreender. Sem Sommer, que se aposentou da seleção, a vaga no gol fica com Kobel, em sua primeira Copa do Mundo como titular. O líder da defesa é o recém-campeão Akanji, alguém que sabe como se ganha, com Elvedi ao seu lado. Nas laterais, os ex-“italianos” Widmer e Ricardo Rodriguez, com à sua frente dois atacantes como Ndoye e Okafor, também com passagem pela Série A.


    No meio-campo, a liderança experiente de Xhaka, recordista de partidas pela seleção, com ao seu lado muitos coadjuvantes prontos a tudo para levar a Suíça ao topo. Do ex-jogador da Juve Zakaria a Freuler, de Aebischer ao jogador do Milan Jashari, qualidade e quantidade. O grande promissor é Manzambi, de 20 anos, que impressionou com o Friburgo e já está na lista dos grandes clubes europeus. No ataque, os suíços são “leves”, mas podem contar com a experiência internacional de Embolo, uma certeza nos grandes jogos.

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  • Uma seleção completa, pronta para dar o grande salto. E o momento é propício: os suíços se classificaram com facilidade no grupo com Kosovo, Eslovênia e Suécia, sem perder nenhuma partida, com 4 vitórias e 2 empates. O objetivo é chegar mais longe do que as quartas de final da Copa do Mundo alcançadas em 1934, 1938 e 1954, meta alcançada também nos Euro 2020 e 2024.


    Após anos difíceis, para a Suíça, o torneio decisivo foi a Copa do Mundo de 2006. Lá, os suíços conseguiram chegar às oitavas de final, sendo eliminados pela Ucrânia nos pênaltis e saindo sem sofrer nenhum gol. Quatro anos depois, a primeira vítima foi a Espanha, que viria a ser campeã, derrotada na estreia, embora aqueles três pontos não tenham levado à classificação. Em 2014, a Suíça chega às oitavas, mas é eliminada pela Argentina, chegando perto de uma grande façanha contra a equipe que mais tarde chegou à final. Quatro anos depois, empata com o Brasil, mas é eliminada novamente nas oitavas pela Suécia. Em 2022, mais uma vez é eliminada nas oitavas pelas mãos de Portugal, que lhe inflige uma goleada de 6 a 1.


    Enquanto isso, em outras competições, consegue chegar às semifinais da Liga das Nações. Depois, no Euro, vem se destacando cada vez mais. No Euro 2020, elimina a França nos pênaltis, mas perde nas quartas-de-final, novamente nos pênaltis, para a Espanha. Na Euro 2024, dá uma surra na Azzurri, eliminada nas oitavas por 2 a 0, antes de ser eliminada pela Inglaterra nos pênaltis. Poucos meses antes, havia ficado à frente da Itália nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, forçando a Azzurri a disputar a repescagem, que acabou mal.

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