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Pipo Bertolucci Filippo Bertolucci FerroviáriaDivulgação

Acionista majoritário da Ferroviária explica modelo de gestão e celebra acesso

Em menos de um ano à frente da Ferroviária, Filippo Bertolucci, conhecido como Pipo, conseguiu um feito importante: conduziu o time à Série C do Campeonato Brasileiro. O empate diante do Sousa-PB, na tarde deste domingo (3), pela partida de volta das quartas de final da Série D, levou a equipe de Araraquara, no interior de São Paulo, à terceira divisão.

Em entrevista à GOAL, o acionista majoritário da Ferroviária detalha a gestão de futebol do clube e reforça que o pai, Giuliano Bertolucci, não está envolvido na administração da equipe.

"É importante que fique claro, até porque as pessoas têm um pouco de dúvida e dizem que é o time do Giuliano Bertolucci. O time é do filho do Giuliano Bertolucci, que sou eu, Filippo [Bertolucci]. Ele não toma decisões, quem decide sou eu", explicou Pipo, que ainda celebrou o acesso:

"Primeiro que é uma conquista imensa. Você subir da Série D para a Série C coloca o clube uma situação melhor. Agora, temos que trabalhar bastante, temos um calendário nacional já garantido. Isso é importante para o planejamento do próximo ano".

Veja detalhes da entrevista concedida por Pipo à GOAL. O empresário atendeu à reportagem por cerca de dez minutos no fim da tarde deste domingo (3), logo após a conquista do acesso:

  • Objetivo e escolha da Ferroviária

    "O principal objetivo nosso é a formação e o desenvolvimento de seres humanos. A gente vai fazer uma base muito forte na Ferroviária. A Ferroviária é muito estratégica do ponto de vista de localização. A gente tem um estudo que mostra que 60%, 70% dos jogadores que estão na seleção brasileira saíram do interior de São Paulo. É o grande motivo para eu ter entrado na Ferroviária, ela está numa localização boa. E o segundo é que, com o surgimento das SAFs, você tem a valorização dos clubes. Seu clube pode ter um valor. Se você conquistar objetivos, o clube vai valorizar do período que a gente entrou para cinco, dez anos depois. Até porque os direitos televisivos aumentam cada vez mais, então, tendem a valer mais".

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  • Chegada à Série C

    "Primeiro que é uma conquista imensa. Você subir da Série D para a Série C coloca o clube uma situação melhor. Agora, temos que trabalhar bastante, temos um calendário nacional já garantido. Isso é importante para o planejamento do próximo ano".

  • Quem é dono da Ferroviária?

    "É importante que fique claro, até porque as pessoas têm um pouco de dúvida e dizem que é o time do Giuliano Bertolucci. O time é do filho do Giuliano Bertolucci, que sou eu, Filippo [Bertolucci]. Ele não toma decisões, quem decide sou eu. Meu pai é um cara que aconselha, mas não tem ascensão sobre a Ferroviária, até porque ele é agente. Quando você é agente, não pode ser sócio de clube. Então, é uma coisa que se criou, mas é um projeto meu com outras pessoas".

  • Relação entre Ferroviária e Giuliano Bertolucci

    "Meu pai é um cara que pode nos ajudar, mas sempre de forma comercial, como ele faz com outros clubes do futebol brasileiro, vendendo e trazendo jogador, mas ele não tem ascensão sobre a Ferroviária".

  • Relação com o futebol

    "Futebol está em mim antes de eu nascer. Futebol na minha família começou com o pai da minha mãe, que é conhecido como "Seu Duarte". Ele, por desejo de fazer o filho dele, Dudu, jogar começou a fazer projetos no futebol. Ele chegou a tocar o Juventus-SP por um tempo, o Corinthians por um ano. O futebol começou assim, meu pai trabalhava na empresa da nossa família, e o sogro dele, pai da minha mãe, o convidou para trabalhar com ele. As coisas começaram a andar, começaram a dar certo. Desde então, a gente está no futebol, meu pai como agente e eu como dono do clube. É uma coisa que a gente gosta, a gente tem amor e, graças a Deus, a gente tem uma história de muito sucesso no futebol".

  • Campanha no Paulistão

    "Eu posso falar pelo que vivenciei. Eu comprei as ações do clube no final de dezembro. Quando cheguei, a gente não teve muito espaço para mexer no time, já tinham 12 jogadores contratados, a comissão técnica. Tenho que ser bem sincero, não tinha noção do quão forte é o Campeonato Paulista. Eu tenho que parabenizar o trabalho do Reinaldo Carneiro Bastos, da Federação Paulista de Futebol. É um campeonato extremamente organizado. Depois das principais competições nacionais, é o campeonato mais difícil do Brasil".

  • Organização da Série D

    "Na Série D, pegamos um grupo com adversários muito difíceis e tivemos uma superação muito importante a ponto de conseguir o acesso. Pegamos um grupo organizado. Sobre a Série D, não posso falar sobre falta de estrutura e organização, porque a CBF e a Federação Paulista fizeram tudo o que era necessário".

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