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Sobre as ruínas de Gordon: Barcelona derruba as muralhas do Levante com o truque mágico de Guardiola

O Barcelona não sofreu muito para conquistar sua quinta vitória consecutiva na atual temporada do Campeonato Espanhol e disparar na liderança da tabela de classificação.

O Barcelona venceu o Levante por 4 a 2, na partida entre as duas equipes, neste domingo, no estádio Ciudad de Valencia, pela quinta rodada do Campeonato Espanhol.

A vitória foi a quinta seguida do Barcelona em "La Liga", fazendo o clube ocupar a liderança da tabela de classificação com 15 pontos (aproveitamento perfeito), com três pontos de vantagem sobre o rival tradicional Real Madrid, que ocupa a segunda posição.

A equipe catalã conseguiu quebrar a resistência do Levante, já que os donos da casa não haviam sido derrotados em seu estádio nas últimas 8 partidas, antes que os comandados do técnico alemão Hansi Flick encerrassem essa sequência.

  • A jogada mágica de Guardiola

    O início veio do lateral espanhol em ascensão Xavi Espart, que marcou seu primeiro gol pelo Barcelona aos cinco minutos de jogo, após uma finalização de fora da área.

    O gol não foi senão uma amostra da qualidade de Espart, e também do bom aproveitamento que Flick faz de suas habilidades, ao empregá-lo na posição de lateral-esquerdo invertido ou infiltrado, forma como ele vem jogando desde o início da temporada.

    Essa forma de jogar foi mais notoriamente utilizada pelo técnico espanhol Pep Guardiola, especialmente no Manchester City, seja com o lateral inglês Kyle Walker, seu compatriota Nico O'Reilly, ou até mesmo com o português João Cancelo, atual jogador do Barcelona.

    Flick transformou o jogador de 19 anos em uma espécie de meio-campista, incumbido de invadir o meio de forma constante e de aproveitar o corredor existente entre o lateral-direito do Levante e o zagueiro que atua em seu lado.

    E Espart desempenhou bem esse papel, sendo um reforço constante no meio-campo do Barcelona, coroando tudo com o gol que deu à equipe catalã a chave para dominar a partida desde o começo.

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  • A vítima Gordon

    Mas todo método, por mais positivo que seja, precisa de uma vítima, e a vítima do truque mágico de Espart foi o ponta inglês Anthony Gordon, que foi o pior em campo pelo lado do Barcelona.

    Gordon foi obrigado a permanecer sempre na lateral do campo, perto da linha lateral, o que o manteve longe da área de perigo durante toda a partida, até que o alemão Karim Adeyemi entrou em seu lugar na metade do segundo tempo.

    Ao longo de 67 minutos, Gordon não finalizou nenhuma bola no gol ou para fora, não conseguiu completar nenhum drible e realizou apenas 16 passes, a maioria deles para trás.

    O curioso é que Adeyemi, que entrou em seu lugar, conseguiu marcar o quarto gol da equipe catalã, o que demonstra que Gordon não foi apenas vítima de Xavi Espart, mas também de si mesmo, após apresentar sua pior atuação.

  • A crise de García

    O estilo de jogo de Espart, que o mantém constantemente adiantado, obriga Flick a recorrer a um lateral-direito comprometido com a parte defensiva e capaz de atuar como zagueiro central quando é preciso recuar para cobrir o lateral espanhol.

    A escolha recaiu sobre Eric García como lateral, ao lado de Pau Cubarsí e Gerard Martín na zaga, com este último se transformando em lateral-esquerdo para cobrir Espart, enquanto García entrava como segundo zagueiro ao lado de Cubarsí.

    García teve sucesso nessa função, mas fracassou em conter o perigo do ponta espanhol Roger Brugué, que enviou alguns cruzamentos que representaram perigo para a meta do Barcelona, antes de marcar um gol por conta própria com um belo lance individual.

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  • A punição do Barcelona

    Após a Barcelona abrir o placar, o Levante e seu técnico Luis Castro tentaram responder à equipe catalã, pressionando-a em um bloco muito alto, em uma aposta arriscada que se mostrou uma faca de dois gumes.

    A aposta do Levante custou-lhe o segundo gol, depois que a marcação alta falhou em recuperar a bola dos pés dos jogadores da Barcelona, que conseguiram chegar ao gol dos mandantes com poucos passes.

    A Barcelona puniu o Levante duas vezes: uma ao marcar o segundo gol aos 19 minutos, encerrando efetivamente a partida, e depois o terceiro no início do segundo tempo, acabando de vez com suas esperanças de reação.

  • Erros inaceitáveis

    Mas, apesar da vitória por larga margem, Flick precisa alertar os jogadores do Barcelona para não cometerem os mesmos erros em que caíram nos minutos finais da partida, pois, se isso acontecer diante de um adversário mais forte, as consequências serão desastrosas.

    Nos minutos finais, os jogadores do Barcelona sentiram como se a partida já tivesse acabado e passaram a rivalizar na hora de cometer erros, seja na precisão dos passes, seja na má marcação ou na falta de intensidade nos desarmes.

    Os jogadores do Levante aproveitaram esses erros e marcaram dois gols, ficando perto de surpreender o Barcelona com um gol de empate fatal, não fosse o sucesso de Ademi em encerrar a partida com uma bela jogada individual, na qual marcou o quarto e decisivo gol.