O Barcelona encerrou o primeiro tempo empatando por 1 a 1, depois de se ver diante de um teste mais difícil do que o esperado no estádio de seu adversário, que impôs uma pressão alta e organizada e obrigou a equipe catalã a abrir mão de seu estilo habitual de construção e a recorrer às bolas longas.
E o Sevilla não se limitou a pressionar no primeiro terço do campo, mas também soube fechar bem os espaços quando recuava para suas zonas, o que fez com que o Barcelona encontrasse dificuldade para sair jogando com a bola e chegar às zonas de perigo com regularidade.
Os donos da casa abriram o placar por meio de Fofana (aos 19 minutos), após aproveitar os espaços atrás da defesa do Barcelona, antes de Raphinha alcançar o empate (aos 21 minutos), em um lance que retratou uma das soluções de que o Barça precisava diante desse tipo de pressão, por meio de um jogo mais direto atrás da defesa do adversário.
O Barcelona também sofreu com a falta de tranquilidade na execução de seus ataques, pois às vezes se lançava à realização das transições ofensivas antes de um número suficiente de jogadores chegar à linha de frente, o que por vezes afetava a estabilidade da defesa em caso de perda da bola.
Em contrapartida, o Sevilla se apresentou bem na pressão e, em seguida, no fechamento dos espaços dentro de seu terço defensivo, e conseguiu limitar a capacidade do Barcelona de criar chances.
Contribuiu para o sofrimento do Barça neste tempo o fato de Pedri não ter mostrado o seu melhor, somado à ausência de influência de Gordon na medida necessária, enquanto Lamine Yamal seguiu como a principal fonte de perigo pelo lado do Barcelona, e esteve perto de marcar com uma finalização que quase mudou completamente o cenário.