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What's happened to Haaland GFXGetty/GOAL

Oito jogos sem gols com bola rolando: o que está acontecendo com Erling Haaland?!

A oportunidade, no entanto, passou em branco. Atuando no Estádio Aspmyra, o City foi surpreendido e acabou derrotado por 3 a 1, enquanto seu principal atacante saiu de campo sem balançar as redes.

Mesmo que Bodø esteja a cerca de 24 horas de carro da cidade natal de Haaland, Bryn, e localizada bem no Círculo Polar Ártico, o duelo tinha ares de volta para casa para o jogador mais famoso do país. O retorno, porém, esteve longe de ser triunfal. O City enfrentou temperaturas pouco acima de zero no extremo norte da Noruega e viu Haaland ampliar sua fase negativa. O camisa 9 chegou a oito partidas consecutivas sem marcar, sequência que começou após o pênalti convertido contra o Brighton, e voltou a ter dificuldades para impactar o jogo, assim como já havia ocorrido na derrota surpreendente para o Manchester United no fim de semana.

O City atuou em um campo de grama sintética, o que levou o clube a alterar sua rotina habitual em jogos europeus, viajando mais cedo para treinar no Estádio Aspmyra e se adaptar à superfície — algo que não acontecia desde a visita ao Young Boys, em 2023, quando Haaland marcou duas vezes. Desta vez, porém, o contexto foi bem diferente.

Apesar do estádio compacto, com capacidade para apenas 8 mil torcedores, e da expectativa de que atuar em solo norueguês pudesse ajudar Haaland a reencontrar seu melhor futebol, o atacante passou despercebido ofensivamente. A noite que poderia ser histórica terminou como mais um capítulo frustrante de sua atual má fase — e de uma derrota marcante do Manchester City na Champions.

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  • Real Madrid C.F. v Manchester City - UEFA Champions League 2025/26 League Phase MD6Getty Images Sport

    Sem tempo para descansar

    Pep Guardiola talvez esperasse dar um descanso a Haaland na penúltima partida do City na fase de grupos da Champions. O atacante já disputou 31 dos 33 jogos possíveis na temporada, somando 2.570 minutos em campo, 329 a mais do que qualquer outro companheiro de elenco. A derrota por 3 a 1 para o Bodø/Glimt, porém, mostrou que o treinador simplesmente não tem esse luxo — nem mesmo com seu principal jogador atravessando uma fase ruim e passando em branco mais uma vez.

    Guardiola ainda carrega o peso da campanha europeia da temporada passada, quando o City quase foi eliminado ainda na fase inicial, avançou com dificuldades e acabou massacrado pelo Real Madrid, sendo eliminado antes das oitavas de final pela primeira vez desde 2012 — e também a primeira vez na carreira do próprio técnico catalão. O tropeço na Noruega reacende esse alerta.

    Apesar de o City ocupar atualmente a quinta colocação na tabela da Champions, a margem é mínima. A equipe está separada por apenas um ponto do Liverpool, 11º colocado, o que mantém vivo o risco de ter que disputar uma repescagem. O resultado fora de casa, aliado à nova atuação apagada de Haaland — agora com oito jogos sem marcar — complica o cenário e aumenta a pressão sobre Guardiola e seus comandados na reta final da fase de grupos.

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  • TOPSHOT-FBL-AFR-2025-MATCH 03-EGY-ZWEAFP

    Única opção no ataque

    Por mais que Guardiola quisesse poupar Haaland contra o Bodø/Glimt, o treinador não pôde se dar ao luxo de deixar fora o atacante que havia marcado seis gols em cinco partidas como titular na Champions nesta temporada. A aposta, no entanto, não surtiu efeito: o City acabou derrotado por 3 a 1 na Noruega, e o camisa 9 passou novamente em branco.

    Durante o último mês, Guardiola praticamente não teve alternativa senão escalar o norueguês. Isso porque Omar Marmoush chegou às semifinais da Copa Africana de Nações com o Egito, deixando Haaland como o único centroavante de ofício do elenco. Essa ausência forçou o atacante a começar jogando contra o Brentford, nas quartas de final da Copa da Liga Inglesa, sua primeira aparição na competição desde que chegou ao City, em 2022.

    Haaland também foi escalado por Guardiola no confronto diante do Exeter City, pela Copa da Inglaterra, marcando a primeira vez que disputou uma partida da terceira rodada do torneio, embora tenha sido substituído no intervalo. A sequência intensa de jogos ajuda a explicar o desgaste do norueguês, que agora soma oito partidas consecutivas sem marcar, em meio a um momento delicado do Manchester City na temporada.

  • Manchester United v Manchester City - Premier LeagueGetty Images Sport

    "Esgotado"

    Antes do dérbi de Manchester, Guardiola admitiu que Haaland estava “exausto”, mas reconheceu que ele próprio contribuiu para o desgaste do artilheiro da Premier League. O treinador utilizou Omar Marmoush muito pouco enquanto o egípcio esteve disponível, dando-lhe apenas quatro partidas como titular em todas as competições. Nesse período, as únicas partidas em que Haaland ficou fora foram os jogos da Copa da Liga Inglesa contra Huddersfield Town e Swansea City, além do confronto da Champions contra o Bayer Leverkusen, no qual começou no banco de reservas.

    Considerando o quão mal aquele jogo europeu transcorreu — com o City derrotado por 2 a 0, mesmo após Guardiola recorrer aos seus principais jogadores no segundo tempo —, é compreensível que o treinador tenha optado por utilizar Haaland ao máximo desde então. A derrota por 3 a 1 para o Bodø/Glimt, porém, reforçou o outro lado da equação.

    O atacante voltou a atuar sem impacto decisivo, passou em branco e ampliou para oito jogos sua sequência sem marcar. O acúmulo de minutos e a ausência de rotação no setor ofensivo começam a cobrar um preço físico e técnico, levantando dúvidas sobre até que ponto Guardiola pode seguir exigindo tanto de Haaland sem enfrentar consequências ainda mais evidentes no rendimento do City.

  • FBL-ENG-PR-MAN CITY-SUNDERLANDAFP

    Amenizando a pressão

    Marmoush viajou com o City para a Noruega, mas ficou claro que seria um erro tratá-lo como uma espécie de salvador capaz de mudar sozinho o rumo da equipe, seja na Liga dos Campeões ou na disputa pelo título contra o Arsenal. Após a derrota por 3 a 1 para o Bodø/Glimt, Guardiola fez questão de afastar essa leitura. “Omar é um jogador excepcional, seus lances de efeito são extraordinários, mas seria muito injusto da minha parte dizer que o motivo de não termos conseguido um bom resultado aqui ou nos jogos anteriores é a ausência de Omar. Não é justo para ele, nem para o time e para todos os jogadores que estão aqui. Precisamos fazer isso”, afirmou o treinador.

    O que Marmoush pode oferecer, no entanto, é uma redução da carga sobre Haaland, tanto em termos de minutos quanto de responsabilidade ofensiva. Sua presença também tende a tornar o City mais imprevisível, dificultando que os adversários concentrem todos os esforços em neutralizar o norueguês — algo que voltou a acontecer com sucesso em Bodø e já havia sido visto no dérbi de Manchester.

    Em Old Trafford, Lisandro Martínez e Harry Maguire foram extremamente eficazes ao limitar Haaland a apenas dois chutes, ambos bloqueados, antes de o atacante ser substituído aos 80 minutos.

    A atuação da dupla defensiva acabou ridicularizando Paul Scholes e Nicky Butt, que antes do jogo haviam zombado de Martínez ao prever que Haaland iria “pegá-lo no colo e sair correndo com ele”. A sequência recente, agora com oito jogos sem gols, reforça a necessidade de alternativas ofensivas no City — e de um elenco menos dependente de um único finalizador.

  • Manchester United v Manchester City - Premier LeagueGetty Images Sport

    Lutando para sustentar um início implacável

    Ainda assim, Guardiola segue relutante em falar sobre poupar Haaland tão cedo. Mesmo após a derrota para o Bodø/Glimt, o treinador reforçou a importância do camisa 9 e a necessidade de mantê-lo em campo. Depois do clássico de Manchester, ele havia sido claro: “Precisamos do Erling e de todos eles. O Erling é muito importante para nós. Temos sorte de tê-lo nesta temporada pelo que ele tem feito. É importante, quando se tem jogos a cada três dias, manter esse ritmo por muito tempo.”

    Haaland, porém, tem encontrado dificuldades para sustentar a forma avassaladora do início da temporada. A confiança do City no norueguês foi plenamente justificada nas primeiras semanas, quando ele marcou 24 gols em seus primeiros 23 jogos. Desde então, o cenário mudou. A atuação apagada contra o Manchester United — seu sexto jogo em apenas 17 dias de 2026 — já havia acendido o alerta, e a noite sem gols na derrota por 3 a 1 para o Bodø/Glimt reforçou a sensação de desgaste.

    A sequência intensa de compromissos, aliada à falta de rotação no setor ofensivo, começa a cobrar um preço evidente. Com oito partidas consecutivas sem marcar, Haaland atravessa seu momento mais difícil desde que chegou ao City, enquanto Guardiola precisa equilibrar a necessidade de resultados imediatos com a preservação física de seu principal atacante.

  • Manchester United v Manchester City - Premier LeagueGetty Images Sport

    Administre-o melhor

    Esta não é a primeira vez que Haaland atravessa um período de baixa produtividade desde que chegou ao City, e tampouco será a última. Ainda assim, a atual sequência chama atenção pelo contexto. O atacante voltou a passar em branco na derrota por 3 a 1 para o Bodø/Glimt, equipe que, vale lembrar, não disputava uma partida oficial desde 10 de dezembro, quando enfrentou o Borussia Dortmund pela Champions. O calendário da liga norueguesa está em recesso antes do início da temporada de 2026, em março, o que torna o tropeço ainda mais incômodo para o City.

    Após retornar da Noruega, o City enfrenta o Wolves em casa — ainda o time mais fraco da Premier League, apesar de estar invicto há cinco jogos — antes de receber o Galatasaray na última rodada da fase de grupos da Champions. Em um cenário ideal, esse seria um momento apropriado para dar descanso a Haaland, caso a classificação esteja assegurada, algo que ficou menos confortável após o revés fora de casa.

    Na sequência, o calendário se torna significativamente mais pesado, com visitas a Tottenham e Liverpool em jogos decisivos na corrida pelo título, além do confronto de volta da Copa da Liga Inglesa contra o Newcastle. Com o City em vantagem de 2 a 0 no placar agregado e atuando em casa, essa partida surge como uma das raras oportunidades claras para poupar o norueguês.

    Haaland pode parecer sobre-humano, mas precisa ser gerenciado como qualquer outro jogador de elite. A insistência em utilizá-lo em praticamente todas as partidas começa a cobrar um preço evidente. Mesmo que Guardiola sinta que precisa de seu principal atacante em campo o tempo todo, deixá-lo fora de alguns jogos pode ser essencial para que Haaland recupere frescor físico — e, consequentemente, a forma devastadora que o tornou o jogador mais decisivo do futebol europeu.

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