O Corinthians entra em setembro diante do período mais importante da temporada sob o comando de Fernando Diniz. Mesmo com a classificação recente às quartas de final da Libertadores, o time chega ao mês decisivo pressionado pelo desempenho no Campeonato Brasileiro, onde acumula três derrotas consecutivas e ocupa a décima colocação da competição.
AFPSem vencer há três jogos no Brasileirão, Diniz encara mês decisivo no Corinthians
Getty Images SportDerrapando no Brasileirão
A derrota por 1 a 0 para o Santos, no último domingo, na Neo Química Arena, ampliou a sequência negativa no Brasileirão. Antes do clássico, o Corinthians também havia sido superado por Coritiba e Cruzeiro, resultados que interromperam a reação da equipe na tabela nacional.
O cenário, porém, é diferente quando o recorte envolve a Libertadores. Entre as derrotas para Cruzeiro e Coritiba, o Timão venceu o Rosario Central por 1 a 0 e garantiu presença nas quartas de final do torneio continental, mantendo vivo o principal objetivo esportivo da temporada.
Avaliando o desempenho
Na coletiva após o revés diante do Santos, Diniz reconheceu que a equipe apresentou dificuldades ofensivas, embora tenha defendido que o resultado não refletiu completamente o desempenho do Corinthians.
“Eu acho que a gente fez uma partida que merecia um resultado melhor. O time defensivamente foi bem. Faltou criar chances efetivas de gol. Tentamos tabela por dentro, parede e chute de fora da área. E o Santos tinha proposta de esperar. Tivemos mais dificuldades para encerrar jogadas.”
O treinador também apontou a falta de agressividade como um dos principais problemas da atuação, especialmente durante os primeiros 45 minutos.
“O que faltou para mim foi mais agressividade, principalmente no primeiro tempo. Ter uma posse mais agressiva para trazer o torcedor junto. No segundo tempo essa questão melhorou, o Santos não saiu de trás e faltou um pouco de inspiração.”
Setembro começa com decisões
A agenda do Corinthians transforma setembro em um verdadeiro teste para o trabalho de Fernando Diniz. A primeira missão será diante da Chapecoense, novamente em casa, no dia 6 de setembro, em um confronto importante para encerrar a sequência de derrotas no Brasileirão. Três dias depois, o Corinthians viaja para a Argentina para enfrentar o Estudiantes no jogo de ida das quartas de final da Libertadores.
Na sequência, o elenco terá um dos compromissos mais difíceis da competição nacional contra o Flamengo, no Maracanã, no dia 13, antes de decidir a classificação continental diante do Estudiantes, na Neo Química Arena, em 16 do mesmo mês.
Embora a Libertadores represente a grande oportunidade de conquista na temporada, o desempenho no Brasileirão também preocupa. O Corinthians permanece com 32 pontos e perdeu terreno após a sequência de três resultados negativos consecutivos na competição.
A expectativa interna é utilizar a semana cheia entre os compromissos para recuperar o rendimento ofensivo, principal crítica feita por Diniz após o clássico. Contra o Santos, o treinador destacou que a equipe teve controle em diversos momentos, mas não conseguiu transformar a posse de bola em oportunidades claras de gol.
Além da questão técnica, o Corinthians ainda lida com desfalques no setor de meio-campo e ataque. Contra o Santos, Breno Bidon cumpriu suspensão, André Carrillo foi preservado por desconforto muscular e Jesse Lingard ficou fora devido a um quadro viral, reduzindo as opções disponíveis para a montagem da equipe.
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