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Flamengo v Internacional - Brasileirao 2026Getty Images Sport

Sem impacto em dois jogos - Lucas Paquetá descobre qual será seu primeiro desafio no retorno ao Flamengo

Ser a contratação mais cara da história de um negócio como o futebol brasileiro, e em um clube como o Flamengo, não é para qualquer um. Apenas jogadores comprovadamente habilidosos cumprem com os requisitos necessários para tal. E Lucas Paquetá chegou para ser, se não “o cara” do jogo disputado por aqui, ao menos um dos três maiores protagonistas.

É um peso comum. E que também ilustra como a velocidade da ansiedade é desproporcional aos processos: Paquetá conhece o Flamengo, foi criado na base do clube e acompanhava os jogos enquanto esteve na Europa. Mas é diferente chegar e começar a jogar.

Tamanho foi o impacto representado pelo investimento de 42 milhões de euros feito pelo Flamengo, para tirar o meia-atacante do West Ham, que todos esperavam ver Paquetá desequilibrando jogos assim que pisasse em campo. Mas as coisas não funcionam bem assim.

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    Ainda sem resolver

    Paquetá disputou dois jogos e não completou 90 minutos em nenhum. Contra o Corinthians, na Supercopa do Brasil, entrou no segundo tempo e foi personagem de um gol perdido daqueles que te fazem questionar as maiores noções de realidade.

    Em sua reestreia no Maracanã, contra o Internacional, pelo Brasileirão, também não teve impacto e foi substituído no segundo tempo, por Carrascal, quando os gaúchos ainda venciam por 1 a 0.

    O Flamengo melhorou sem Paquetá em campo e chegou ao empate que selou o placar final de 1 a 1 em pênalti convertido por Arrascaeta – que ainda segue como protagonista óbvio e absoluto do time. O que isso diz sobre o futebol de Paquetá? Praticamente nada.

    O camisa 20 tentou criar boas chances de gol nas duas vezes em que esteve em campo, mas o passe final acabou não dando certo. Quando os adversários não bloquearam a boa tentativa, o companheiro não conseguiu alcançar a bola ou ler a jogada.

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    Ansiedade generalizada

    Ou seja, é preciso tempo. Adaptar-se ao time. Não deve demorar muito, mas também não há problema em não ser decisivo em seus dois primeiros jogos. Até porque o Flamengo ainda parece estar numa espécie de ressaca após o espetacular 2025: não ganhou nenhum jogo com seu time principal ainda.

    Em 2025, Vitor Roque roubou os holofotes como contratação mais cara do futebol brasileiro até então e demorou muito para causar impacto ral. Seu primeiro gol demorou mais de dez jogos para acontecer e, quando enfim veio, não anunciou logo de cara uma revolução. O camisa 9 demorou para engrenar, mas quando engrenou provou ser um dos melhores em ação por aqui.

    A tendência com Paquetá é não demorar para decidir. É um jogador de elite no melhor time do país. O grande problema é a ansiedade de achar que a maior contratação da história do futebol brasileiro seja obrigada, como se estivéssemos falando de um jogo de certezas, a decidir tudo logo de cara. Poderia até acontecer, mas não tem problema não ter acontecido ainda.

    "Longe de ser o início que eu imaginava com essa camisa. Queria agradecer a todos pelo apoio e carinho a minha volta ao Maracanã! É sempre único vestir essa camisa! Trocaria qualquer coisa pela vitória! Precisamos melhorar e vamos trabalhar muito pra voltar a vencer! Contamos com vocês, Nação! Grato a Deus, sempre", escreveu em seu Instagram o próprio Paquetá, após o empate contra o Internacional. A ansiedade também o atinge, não teria como ser diferente.

    Foram apenas dois jogos, nenhum deles atuando os 90 minutos. Fevereiro acabou de começar. Enquanto isso, no entanto, Lucas Paquetá já sabe qual é seu primeiro grande desafio neste Flamengo: vencer a ansiedade generalizada.

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