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United top four favourites Getty/GOAL

Seis motivos para acreditar que o Manchester United possa terminar no Top 4 da Premier League na temporada 2025/26

O verdadeiro desafio para Michael Carrick e o United é repetir a atuação dominante contra o segundo melhor time da Premier League quando enfrentarem o melhor de todos, o Arsenal, no Emirates Stadium, no domingo. E é ainda mais importante que se mantenham motivados para o próximo jogo em casa contra o Fulham e, em seguida, para a partida no meio da semana contra o West Ham.

Carrick pode ter tido um início dos sonhos, mas a jornada rumo ao importantíssimo objetivo de se classificar para a Liga dos Campeões está apenas começando, e será árdua. O arquirrival Liverpool está um ponto e uma posição acima do United, na importantíssima quarta colocação que garante vaga na principal competição europeia. 

Terminar em quinto lugar também pode ser suficiente para garantir uma vaga na Liga dos Campeões, dada a dominância dos times ingleses em competições continentais, mas o United não pode se dar ao luxo de correr riscos e depender de resultados em outros jogos. Eles estão longe da Liga dos Campeões há muito tempo e precisam estar no controle do próprio destino.

A incapacidade do United de aproveitar as falhas dos adversários e entrar no G4 levou Roy Keane e Jamie Carragher a descartarem as chances de classificação para a Liga dos Campeões até o mês passado. Mas isso foi quando Ruben Amorim era o técnico, e Carrick agora vive um momento de otimismo. Keane chegou a pedir aos seus colegas da Sky Sports que "mantivessem a calma" após a vitória no clássico, mas as estrelas estão se alinhando para que o United ganhe impulso e conquiste a vaga entre os quatro primeiros. 

A GOAL apresenta seis razões pelas quais o United deveria, e vai, terminar entre os quatro primeiros...

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  • Manchester United v Manchester City - Premier LeagueGetty Images Sport

    Nada a perder

    Embora Carrick seja definitivamente menos carismático que seu antecessor Amorim, ele se mostrou muito mais ousado taticamente. E se o United continuar a abraçar seu lado ofensivo, poderá acelerar o caminho rumo ao seu objetivo, conquistando mais vitórias.

    Alguns defensores de Amorim apontaram para o fato de que o United havia perdido apenas um dos seus oito jogos anteriores à sua demissão, mas a equipe estava perdendo muitos pontos ao empatar partidas que deveria ter vencido. O treinador tendia a jogar pelo seguro, raramente fazendo ajustes táticos durante os jogos, mesmo quando era evidente a necessidade, como contra o Everton, que jogava com um homem a menos, e também nos empates com o Wolves e o West Ham em Old Trafford.

    O que tanto animou os torcedores do United no sábado foi a forma como o time não queria apenas vencer o City, mas sim destruí-lo. Atacar com tudo é fundamental para o United atropelar os times mais fracos, e mesmo que percam uma ou outra partida que poderiam ter empatado com a abordagem de Amorim, isso deve resultar em uma conquista de pontos consideravelmente maior do que jogando com o freio de mão puxado. 

    Enquanto Amorim pensava que estava jogando a longo prazo e que teria paciência, Carrick sabe que seu tempo está se esgotando, já que o clube está em busca de um técnico permanente. Sua única esperança de conseguir o cargo em definitivo é levar o United de volta à Liga dos Campeões, e mesmo assim pode não ser suficiente. Isso significa que ele não tem nada a perder, o que deve tornar seu time mais emocionante e ameaçador.

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  • Amad Diallo Bruno Fernandes Manchester United 2025-26Getty Images

    Jogadores em suas melhores posições

    Carrick não apresentou uma aula de tática contra o City, sendo que as mudanças mais simples e óbvias foram suficientes para levar o United à vitória. A decisão mais eficaz foi escalar Bruno Fernandes como meia-atacante, em vez da posição mais recuada que ocupava sob o comando de Amorim. 

    Darren Fletcher também deu liberdade ao seu capitão para avançar nos seus dois jogos como treinador interino, e no sábado – pelo terceiro jogo – Bruno Fernandes, em plena atuação, deu uma assistência. Ele esteve no seu melhor contra o City, criando quatro grandes oportunidades no jogo, e embora tenha conseguido o mesmo feito sob o comando de Amorim, foi contra o modesto Wolves, e não contra uma das melhores equipes da Europa. Nenhum jogador havia criado tantas chances contra o time de Guardiola em uma década. 

    Bruno não foi o único jogador a se destacar em sua posição natural. Amad Diallo voltou a jogar na ponta direita, em vez de ser forçado a atuar como ala, o que significava que ele não precisava mais marcar Jeremy Doku no mano a mano, como acontecia antes. Harry Maguire e Lisandro Martinez também se beneficiaram ao retornar a uma linha de quatro defensores, onde formaram uma parceria formidável que garantiu que Erling Haaland não tivesse chances de finalizar.

  • Kobbie Mainoo Man UtdGetty

    O ponto a ser provado por Mainoo

    Kobbie Mainoo foi outro que se destacou numa posição mais familiar do que sob o comando de Amorim, jogando no esquema 4-2-3-1 em que havia brilhado quando surgiu na equipe principal sob o comando de Erik ten Hag. Aliás, só de ver Mainoo em campo, quanto mais como titular, já era uma visão incomum, mas extremamente bem-vinda, considerando o aparente desprezo de Amorim pelo jogador da seleção inglesa.

    Mainoo voltou a se sentir importante depois de ter sido praticamente pressionado a abandonar o clube do seu coração pelo treinador português, e isso refletiu-se na sua exibição de alto nível, desempenhando um papel fundamental no plano de pressão agressiva do United, além de demonstrar talento com a posse de bola. Mainoo realizou 77 pressões altas no jogo, segundo a Opta, o quarto maior número entre todos os jogadores do United nesta temporada, e agora detém o segundo lugar em pressões por 90 minutos na Premier League, atrás apenas de Merlin Rohl, do Everton.

    A atuação de Mainoo contra o City mostrou o quão errado Amorim estava ao ignorá-lo por tanto tempo, mas uma grande atuação não faz de um grande meio-campista um jogador excepcional, e ele precisa continuar produzindo. Felizmente, ele tem algo a provar depois de tanto tempo afastado dos gramados e estará ansioso para demonstrar seu valor.

  • FBL-ENG-PR-MAN UTD-MAN CITYAFP

    Elenco completo

    Amorim poderia argumentar que faltou sorte em seus últimos jogos no comando, com Bruno Fernandes sofrendo uma ausência muito rara, enquanto Mainoo e Mason Mount também se lesionaram, juntando-se aos desfalques de longa data de Maguire e Matthijs de Ligt. Some-se a isso o fato de que tudo isso aconteceu enquanto Bryan Mbeumo, Amad Diallo e Noussair Mazraoui estavam na Copa Africana de Nações, e o elenco do United estava bastante desfalcado no início do ano.

    Por outro lado, Amorim teve quase o elenco completo durante os primeiros quatro meses da temporada e não conseguiu aproveitar ao máximo essa situação.

    Ainda assim, pode-se dizer que Carrick teve a sorte de poder contar com Mbeumo, Diallo, Maguire, Martinez, Mount e Mainoo em seu primeiro jogo, e a presença contínua deles só aumentará a crença de que ele pode levar o United ao top quatro e mantê-lo lá. 

    Mazraoui desfalcou o time no clássico por estar se preparando para a final da Copa Africana de Nações com Marrocos, mas estará de volta para enfrentar o Arsenal, deixando apenas De Ligt e Joshua Zirkzee no departamento médico. A dupla holandesa deve retornar em fevereiro e, caso nenhum jogador sofra novas lesões até lá, Carrick terá o elenco completo à disposição para os últimos quatro meses da temporada.

  • Manchester United v Manchester City - Premier LeagueGetty Images Sport

    Foco absoluto

    Embora as lesões possam acontecer a qualquer momento, Carrick tem uma chance melhor de manter seu elenco saudável do que os outros treinadores com quem disputa a tão desejada vaga entre os quatro primeiros, já que o United só precisa se concentrar nos jogos da Premier League. Ele deve isso a Amorim, pois o português não conseguiu levar o United às competições europeias – pela primeira vez em 11 anos – e viu o time ser eliminado da Copa da Liga Inglesa e da Copa da Inglaterra logo na primeira fase, algo que não acontecia desde a temporada 1981/82.

    O United disputará o menor número de partidas em uma temporada desde antes da Primeira Guerra Mundial (40), e essa agenda leve dá a Carrick uma enorme vantagem sobre todos os outros times que almejam a classificação para a Liga dos Campeões. Arsenal, City, Liverpool, Chelsea e Newcastle ainda estão na disputa da Copa da Inglaterra e da Liga dos Campeões, com os Gunners e os Cityzens também com pelo menos mais uma partida, e quase certamente duas, na Copa da Liga Inglesa.

    O Aston Villa, por sua vez, tem compromissos na Liga Europa e na Copa da Inglaterra, deixando o Everton como o único time ainda com uma chance realista de rivalizar com o United por uma vaga entre os quatro primeiros, e que só tem um objetivo a cumprir.

    Isso significa que o elenco do United deverá estar mais descansado do que os demais, além de ter mais tempo para elaborar as estratégias de jogo nos treinos.

  • Liverpool v Burnley - Premier LeagueGetty Images Sport

    Rivais desmoronando

    Esta temporada testemunhou a disputa mais acirrada por uma vaga na Liga dos Campeões na história da Premier League, com apenas seis pontos separando o Liverpool, em quarto lugar, do Brighton, na décima segunda posição. Isso significa que nenhuma equipe pode ser considerada garantida, como o United sabe muito bem, após não ter conseguido vencer nenhuma das equipes da zona de rebaixamento pelo menos uma vez. 

    Mas isso também significa que todos os times ao redor deles têm seus problemas. Enquanto Arsenal, City e Aston Villa devem ter a vaga entre os três primeiros garantida e a classificação para a Liga dos Campeões, o quarto e o quinto lugares estão totalmente em aberto.

    O Liverpool não venceu nenhum dos seus últimos quatro jogos do campeonato, o que significa que Arne Slot está perto de ser demitido, enquanto o Chelsea, que está um ponto e uma posição abaixo do United, tem um treinador quase inexperiente no comando, Liam Rosenior, e um elenco talentoso, mas desequilibrado e com uma grave falta de experiência.

    O Brentford, sétimo colocado, é a grande surpresa da temporada, e o simples fato de estar na disputa por vagas europeias já é uma conquista incrível para a equipe, considerando que esta é a primeira temporada de Keith Andrews como treinador e que ele perdeu muitos jogadores importantes durante a janela de transferências de verão, incluindo seus dois artilheiros e o capitão. No entanto, o Brentford perdeu 40% de seus jogos e tem pouca experiência em brigar por vagas em competições europeias.

    O Newcastle, empatado em pontos com o Brentford na oitava posição, está lutando por consistência e desgastado por conciliar a Liga dos Campeões, enquanto o Sunderland, também com 33 pontos, não tem a qualidade necessária para sustentar uma campanha rumo ao G4. Já Everton, Fulham e Brighton, abaixo deles, parecem ter muitas falhas para conseguir uma sequência de vitórias.

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