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Seis gols, dois cartões vermelhos e uma lesão terrível: Canadá comemora goleada contra o Catar

Com a convincente vitória por 6 a 0 (3 a 0) na segunda partida da fase de grupos contra o Catar, o co-anfitrião abriu caminho para a fase eliminatória; no entanto, uma lesão terrível sofrida por Ismael Kone abalou consideravelmente o clima de festa que reinava no BC Place, em Vancouver.

  • “Queríamos jogar futebol de forma a deixar o público empolgado. Hoje, 40 milhões de canadenses poderão dizer que estavam no estádio. Que partida da nossa equipe!”, disse o animado técnico do Canadá, Jesse Marsch. No entanto, houve também um grande contratempo: a lesão de Kone.

    Com o placar em 3 a 0, o meio-campista de 24 anos sofreu uma lesão aparentemente grave na perna esquerda após uma falta de Assim Madibo (51º minuto), que apresentava uma deformação claramente visível. Jogadores e torcedores ficaram visivelmente chocados; Jonathan David, autor de dois gols, precisou ser consolado pelos companheiros com lágrimas nos olhos.

    “É uma grande perda, mas ele vai ficar bem. Vamos providenciar os melhores médicos para ele”, disse Marsch. Madibo, que também demonstrava estar em choque, recebeu o cartão vermelho após análise do árbitro de vídeo. Provavelmente por causa disso, houve uma confusão após o jogo.

    Antes disso, Cyle Larin (16’) e David, que acabou marcando três gols (29’, 45’+3), já haviam causado enorme euforia nas arquibancadas com seus gols. Nathan Saliba (63º), que entrou no lugar de Kone, um gol contra de Mohamed Manai (75º) e, mais uma vez, David (90’+2) ampliaram ainda mais o placar para o Canadá, que jogava com dois a mais – Homam Ahmed (34º), do Catar, já havia recebido o cartão vermelho no primeiro tempo após uma falta de último recurso.

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  • O Canadá pode garantir a liderança do grupo contra a Suíça

    Na partida final da fase de grupos contra a Suíça, que está empatada em pontos, no dia 24 de junho, o Canadá pode agora garantir até mesmo o primeiro lugar no Grupo B. Isso não seria insignificante: o vencedor do grupo disputará tanto a partida das oitavas de final quanto uma possível partida das quartas de final em Vancouver.

    Mesmo sem o jogador do Bayern de Munique Davies, que voltou à seleção canadense pela primeira vez desde março de 2025 após se recuperar de uma lesão na coxa, os anfitriões assumiram rapidamente o controle da partida. O fato de terem agido, por vezes, um pouco excessivamente motivados, incentivados por quase 50 mil torcedores? Não importa. No máximo após o gol de Larin, que aproveitou com frieza a rebatida de um chute defendido por Richie Laryea — substituto de Davies —, “Les Rouges” entraram de vez no jogo.

    Na estreia contra a Bósnia e Herzegovina (1 a 1), o jogador de 31 anos ainda havia salvado um ponto para sua equipe como curinga. Em seguida, houve críticas principalmente ao azarado David, que na verdade é claramente o atacante titular. Marsch então enfatizou que era preciso “se preparar”, pois o jogador da Juventus acabaria marcando. Dito e feito: primeiro, o jogador de 26 anos marcou um belo gol de voleio após giro, depois com um rebote.

    Do Catar já não restava mais nenhum sinal, e os torcedores canadenses deram vazão à sua alegria. Após a lesão de Kone, porém, instalou-se inicialmente um silêncio opressivo; entre gritos de torcida e aplausos, o meio-campista foi finalmente carregado para fora de campo, acenando para a torcida. Saliba ergueu a camisa do companheiro de equipe após seu gol.

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