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Scaloni: Brilhamos contra Cabo Verde e o Egito... E esta é a minha opinião sobre o confronto contra a Inglaterra

Lionel Scaloni, técnico da seleção argentina, expressou sua enorme satisfação com a classificação de sua seleção para as semifinais da Copa do Mundo de 2026, após a difícil vitória sobre a Suíça, reconhecendo que a situação foi bastante complicada antes de chegar às semifinais.

De acordo com o jornal espanhol “Marca”, o técnico dos campeões mundiais compareceu a uma coletiva de imprensa após a partida para analisar os detalhes da classificação, afirmando que a seleção suíça fez a Argentina sofrer bastante, mas que os “Albirrojos” conseguiram, no fim, decidir a partida a seu favor na prorrogação.

  • O dilema do uso excessivo da força

    Scaloni falou sobre os detalhes do confronto, dizendo: “Encontramos um adversário que nos colocou em grande apuro e que entrou em campo com uma intensidade física extrema, mas conseguimos superá-lo. Esse jogo nos ajuda muito a saber o que podemos enfrentar no futuro, embora nem todas as seleções tenham esse nível. A verdade é que sofremos, mas é muito difícil não sofrer para chegar às semifinais da Copa do Mundo, e isso é motivo de satisfação”.

    E acrescentou: “Depois do mês e meio que passamos aqui, a situação parecia ruim, e hoje podemos dizer que estamos nas semifinais. Eu estava pensando em tomar outras decisões e trocar vários jogadores; além de estarmos juntos, isso mostra que o futebol não é uma ciência exata em que, se somarmos dois mais dois, o resultado será quatro”.

    O técnico da Argentina comentou sobre o confronto que se aproxima contra a Inglaterra, dizendo: “É apenas um jogo de futebol contra uma grande seleção e com um técnico excelente que eu admiro muito, mas continua sendo um jogo de futebol e nada mais do que isso”.

    Scaloni também falou sobre o trabalho realizado nas jogadas de bola parada, dizendo: “É preciso elogiar o Alexis porque ele dedica muito tempo ao trabalho em jogadas de bola parada, e é justo reconhecer isso, pois estamos indo bem nesse aspecto. Não é necessário ser alto, já que a altura não é seu ponto forte, mas ele lida muito bem com isso, e acredito que estamos em boa situação nesse sentido”.

    E continuou: “Hoje tivemos dificuldades porque o adversário joga e nos estuda muito bem, e, nesta fase, o aspecto físico tem enorme importância. Os duelos individuais que ocorreram em campo terminaram a favor deles, e tudo isso complicou ainda mais as coisas. É claro que não estávamos no nível que queríamos, mas o desempenho da seleção não foi ruim e criamos várias chances. Sabíamos que a partida seria assim e tentamos impor nosso estilo de jogo, mas isso não foi possível. É preciso parabenizar a seleção adversária, pois fez um trabalho incrível, e isso só reforça a necessidade de continuarmos trabalhando”.

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  • Sorteio da Argentina

    Sobre a ambição e a força de caráter da equipe, o técnico argentino explicou: “Conheço bem o grupo que temos e a comissão técnica, e sei que nenhuma circunstância adversa vai nos abalar; estávamos cientes de que teríamos que continuar enfrentando dificuldades. Os jogadores entenderam isso perfeitamente, e é isso que me dá tranquilidade. No Catar, éramos novatos, e essas situações já não nos colocam em dificuldade agora. Hoje mantivemos a calma, sabendo que não desistiremos e que temos jogadores no banco capazes de mudar o rumo da partida”.

    E acrescentou: “Estou feliz porque não é fácil estar na situação pela qual Lautaro está passando atualmente, e os dois jogos que ele disputou foram decisivos. Não é fácil para mim tomar a decisão de não escalar o artilheiro do Campeonato Italiano; não vejo isso como algo simples, e eles entendem isso. É claro que eles não ficam felizes, mas lutam e impulsionam a equipe para frente. Eles não dizem nada quando não os escalo, mas treinam com toda a força e, quando entram em campo, provam que estão em boa forma, e isso, para mim, é o melhor de tudo”.

    Scaloni respondeu àqueles que descrevem o caminho da Argentina no torneio como fácil, dizendo: “Meu objetivo é tentar melhorar o que não conseguimos fazer. É preciso analisar a partida e, depois disso, vou ver os motivos. O primeiro motivo está no adversário; supostamente, estamos no lado mais fácil do sorteio, mas a Suíça dificultou as coisas para nós.”

  • Um ponto de virada

    Quando questionado se esse confronto teria sido o pior jogo da seleção na Copa do Mundo, ele respondeu: “Tenho que analisar a partida, e vamos dar o devido crédito ao adversário. Se os jogadores jovens tiverem que entrar, eles entrarão; a questão não é a idade, e não é verdade que eles não jogam por serem jovens. Otamendi participou de todas as partidas porque achamos que precisávamos dele.”

    Sobre os aspectos positivos que tirou do jogo, Scaloni disse: “Vencemos graças à nossa ambição, pois não queríamos chegar aos pênaltis, já que as coisas poderiam ter ficado complicadas contra eles, que estavam jogando com 10 jogadores. Estávamos pensando em decidir a partida nos 90 minutos, mas não foi assim que aconteceu. Acho também que não conseguimos manter a posse de bola; tentamos, mas eles exerceram uma pressão enorme e não fomos capazes de acompanhá-la”.

    E Scaloni concluiu: “Até esta partida, me parece que a equipe estava em boa forma. Acho que a seleção fez uma excelente fase de grupos; jogamos bem contra Cabo Verde e o Egito, e a partida de hoje preciso analisar. Vamos pensar que estamos nas semifinais, e isso é motivo de satisfação. Este lugar é um privilégio no mundo do futebol, e nós o consideramos algo natural, mas não é tão fácil assim. Agora vamos seguir até o fim, com todas as nossas forças, e dar tudo de nós. Vamos tentar fazer isso, e que ninguém deixe a dúvida se instalar. A sorte pode estar do nosso lado, e vamos aproveitar isso.”

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