Esse é o Real Madrid em microcosmo. Alonso, o treinador, prezava pelo espírito de equipe, pela união, por fazer o que é certo como um grupo esportivo. Ele é um homem de princípios, e aquele momento exemplificava um dos mais básicos: tratar o adversário com respeito. Mas, ao comandar um grupo de Galáticos, jogadores que se consideram maiores que o próprio escudo, quanto mais que o do adversário, esses princípios precisam ser deixados de lado.
Em 2026, os jogadores têm razão. Mbappé, assim como Vinicius Jr. e Jude Bellingham, são agora maiores do que qualquer clube, qualquer camisa e, certamente, qualquer treinador. Esses homens são marcas de sucesso que Alonso tentou, em um fracasso bastante valente, tratar como jogadores de futebol.
Alonso é um treinador verdadeiramente excelente que demonstrou, em sua passagem extremamente bem-sucedida pelo Bayer Leverkusen, ser um dos estrategistas mais eficazes do futebol. Dê a ele o elenco certo, repleto de jogadores mais ambiciosos e, francamente, mais fáceis de treinar, e ele poderá fazer maravilhas. É muito provável que ele encontre um lugar onde terá a chance de provar que sua passagem pela Alemanha não foi um acaso.Mas para este Real Madrid, ele foi o técnico errado desde o início. O Real Madrid é, na falta de um termo melhor, indecifrável. Eles não podem ser moldados em jogadores modernos, de alta pressão, ao estilo de Pep Guardiola, que se contentam com uma interpretação do jogo baseada no coletivo. Em vez disso, são uma coleção de indivíduos que precisam receber as ideias certas e uma figura de autoridade para mantê-los na linha.
Alonso não é isso, e acabou sendo superado pelo galaticismo que domina o Bernabéu.| 📱Veja a GOAL direto no WhatsApp, de graça! 🟢 |









