Ao falar após o apito final, o treinador lutou para esconder a emoção. A lenda do Arsenal e do Manchester United se viu na situação angustiante de comandar uma partida profissional enquanto presenciava seu filho sofrer uma lesão que poderia ter encerrado sua carreira a poucos metros de distância.
Enquanto Shaqueel era carregado para além da área técnica, Robin deu um passo à frente para abraçar o filho, colocando um braço protetor em volta de seu ombro num breve momento de conforto paterno, antes que a equipe médica continuasse pelo túnel.
"A situação não parece boa", admitiu Van Persie à imprensa, com o rosto marcado pela preocupação. "Os exames precisam mostrar como ele está, mas os primeiros sinais não são animadores. A gente fica com o coração na mão quando um jogador se machuca. Hoje foi o Shaqueel, e é assim que as coisas são. A gente torce para que tudo dê certo, mas quando se ouve os primeiros sinais de que não vai dar, é de partir o coração."
Van Persie reconheceu a dificuldade de separar seus deveres profissionais de seus instintos paternos durante um incidente tão traumático.
"Sou treinador, mas também sou pai dele e acho isso terrível", acrescentou. "É um pouco dos dois. É de partir o coração que ele esteja passando por isso. Quando Shaqueel foi levado para fora do campo, perguntei como ele estava. Coloquei meu braço em volta de seu ombro; é tudo o que você pode fazer naquele momento, como treinador e como pai neste caso. Eu só queria dar a ele aquele calor e a sensação de que estamos lá por ele."