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Sony Radio Academy Awards 2012Getty Images Entertainment

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Richard Keys quebra o silêncio enquanto ele e Andy Gray se preparam para deixar a beIN Sports após 13 anos

  • Grande mudança na área técnica da beIN

    A rede beIN Sports, sediada em Doha, está se preparando para uma transição significativa, já que seus dois principais âncoras da Premier League, Keys e Gray, se preparam para deixar seus cargos no final da temporada 2025-26. A dupla, que é sinônimo da cobertura do futebol inglês pela rede desde 2013, deixará formalmente a emissora em maio, após o término da atual temporada nacional. Isso marca o fim de um capítulo de 13 anos em que a dupla de veteranos transformou a beIN em uma potência global de transmissão.

    De acordo com o The Daily Mail, a decisão de Keys, de 68 anos, e Gray, de 70, de seguir em frente foi tomada por mútuo acordo com a emissora. Espera-se que eles saiam em excelentes termos, tendo servido como os rostos da cobertura emblemática da rede por meio de várias extensões de contrato e vários torneios internacionais importantes. A mudança sinaliza uma grande mudança na guarda de uma rede que contou com a experiência da dupla para apresentar seus programas de futebol mais assistidos.

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  • “Não vou me aposentar” – Keys esclarece seu futuro

    Apesar das inevitáveis especulações que acompanham um locutor da sua idade, Keys foi rápido em descartar qualquer conversa sobre uma vida tranquila longe das câmeras. “Não houve nenhum desentendimento entre mim e a beINSPORTS”, escreveu ele em seu blog. “Adorei cada minuto que passei no Catar, um país que significa muito para mim. Tenho um profundo carinho por ele, mas é hora de seguir em frente. Não estou me aposentando — apenas mudando de rumo. Ainda há muito mais por vir.”

  • Reconstruindo um legado após o escândalo da Sky Sports

    Para compreender o significado desta mudança, é necessário recuar aos acontecimentos marcantes de 2011. Keys e Gray eram os reis indiscutíveis da cobertura da Premier League pela Sky Sports antes de um escândalo de sexismo de grande repercussão levar à sua saída amarga da emissora britânica. Após um breve período no ostracismo, eles receberam uma chance de renascimento profissional da beIN Sports em 2013, transferindo suas operações para o Catar para liderar a ambiciosa programação esportiva da rede.

    Nos 13 anos desde então, eles reconstruíram com sucesso sua marca e se tornaram a principal fonte de análise para milhões de telespectadores no Oriente Médio e Norte da África. Sua química, aprimorada ao longo dos anos no estúdio da Sky, continuou sendo a base de seu apelo para o público internacional. Eles não apenas sobreviveram à transição para um novo território, como prosperaram, apresentando a cobertura do futebol de nível mundial e mantendo seu status como algumas das vozes mais reconhecidas, embora controversas, do futebol global.

  • A mudança na transmissão do futebol

    Curiosamente, o momento da saída deles significa que a dupla perderá a cobertura da beIN da Copa do Mundo de 2026 neste verão. À medida que a rede busca se voltar para “novas tendências”, incluindo um foco maior na integração com as redes sociais e no conteúdo liderado pelos fãs, a saída de dois âncoras tradicionais e da velha guarda sugere uma mudança na estratégia da emissora. O panorama da mídia futebolística está mudando rapidamente, e mesmo nomes consagrados como Gray e Keys não estão imunes à evolução da forma como os fãs consomem o esporte.

    Para Keys, o retorno ao Reino Unido apresenta uma questão interessante: onde um homem de 68 anos com sua história se encaixa no cenário da mídia britânica moderna? Com o surgimento de plataformas digitais e podcasts independentes, há mais caminhos do que nunca para vozes veteranas encontrarem um público fora da televisão tradicional. Resta saber se ele retornará à transmissão convencional ou abraçará a rota digital. O que é certo é que, após 13 anos no deserto, uma das parcerias mais duradouras do futebol está finalmente voltando para casa.

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