Você tem 24 anos ou mais?

Ajude-nos a verificar sua idade respondendo com sinceridade. Este site contém publicidade relacionada a jogos de azar destinada a maiores de 24 anos.

Conteúdo com restrição de idade

Você não tem idade suficiente para visualizar conteúdo relacionado a apostas. Você será redirecionado para a página inicial.

alt
+18 | Conteúdo Comercial | Aplicam-se termos e condições | Jogue com responsabilidade | Princípios editoriais | Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento
Lamine Yamal - لامين يامال - Kooora OnlyKooora.com
Traduzido por

Raphinha, o exemplo mais recente: a torcida caminha na direção oposta a Yamal?

Lamine Yamal abriu uma porta polêmica pouco antes do anúncio do vencedor da Bola de Ouro, ao falar sobreos critérios que regem a escolha do vencedor do prêmio, considerando que o foco excessivo em gols e títulos pode afastá-lo de sua essência fundamental: escolher o melhor jogador do mundo.

O craque do Barcelona disse, em entrevista à "Movistar Plus", que vencer a Liga dos Campeões da Europa faz do time o melhor e, consequentemente, o clube recebe o seu próprio prêmio, enquanto a Bola de Ouro deveria ser do melhor jogador individualmente, e não necessariamente de quem marcou 80 gols, pois o artilheiro da temporada já recebe o prêmio de artilheiro.


Mas as declarações de Yamal não estão sozinhas nesse debate, já que se cruzam parcialmente com o ponto de vista de Kylian Mbappé, com o craque francês dando um peso maior aos gols e aos números.
Leia: Mbappé: sou o melhor do mundo e marco mais que Raphinha e Dembélé


  • Direção contrária

    Do outro lado do ponto de vista de Yamal, Mbappé enxerga a Bola de Ouro como um prêmio individual, mas ao mesmo tempo destacou que marcar gols e conquistar títulos não são duas opções contraditórias, afirmando que quer fazer as duas coisas juntas. Ele também apontou que seus números goleadores lhe dão o direito de entrar com força na disputa.

    Na Copa do Mundo de 2026, Mbappé marcou 10 gols e foi coroado artilheiro do torneio, enquanto encerrou a temporada como artilheiro do Campeonato Espanhol e da Liga dos Campeões da Europa.

    Assim, surgem diante da Bola de Ouro duas visões diferentes: um jogador que entende que a influência dentro de campo não deve ser reduzida ao número de gols, e outro que acredita que a produção goleadora e a decisão são números difíceis de ignorar quando se fala do melhor jogador do mundo.

  • Publicidade
  • A tripla atuação de Raphinha revela o paradoxo

    A última partida entre Barcelona e Sevilla ofereceu um exemplo prático desse debate.

    O Barcelona conquistou uma vitória difícil por 3 a 1 sobre o Sevilla, e Raphinha foi o nome que estampou as manchetes depois de marcar os três gols, sendo dois deles em jogadas construídas por Lamine Yamal.

    Após a partida, Raphinha recebeu 35.756 votos de um total de 38.646 na votação do público para o melhor em campo, ou seja, cerca de 92,5% do total de votos.

    Por outro lado, Yamal fez uma partida impressionante do ponto de vista técnico, com duas assistências, 6 passes decisivos, 3 grandes chances, 5 finalizações, além de acertar a trave, e o mais importante disso foi que teve o papel principal em desmontar as fortalezas andaluzas com dribles mágicos e uma ligação genial entre os elementos do sistema, sendo o verdadeiro maestro ofensivo do Barça.


    O paradoxo aqui não é que Raphinha não tenha merecido os elogios, mas exatamente o contrário: ele marcou um hat-trick que levou o Barcelona à vitória e fez uma partida mais do que brilhante, pela qual merece elogios e reconhecimento em todos os graus.

    Mas Yamal também, no plano numérico e não apenas na influência, esteve presente de forma direta em dois dos três gols e criou a maior parte do perigo ofensivo que produziu a definição do resultado.

    Para o espectador que acompanhou a partida, é possível ver Raphinha como o dono do toque final, enquanto Yamal pode ser visto como a causa dessa definição.

    E é aqui que começa a verdadeira pergunta.

  • O público foca inconscientemente na última cena?

    A votação do público em uma única partida talvez não possa ser considerada um veredito final sobre a forma de avaliar os jogadores, mas oferece um exemplo claro da natureza da impressão que o público forma.

    Quando um jogador marca, seu impacto se torna evidente e direto, enquanto a avaliação do jogador que cria as chances, impõe o domínio e dá o último passe pode exigir uma leitura mais profunda dos detalhes do jogo.

    E esse não é um problema que diz respeito apenas a Yamal ou Raphinha.

    Trata-se de uma questão mais ampla, relacionada à forma de definir o "melhor jogador".

    O melhor é o jogador mais decisivo diante do gol? Ou o jogador que gera o maior impacto, mesmo que não seja ele quem coloca a bola nas redes?

    A história recente da Bola de Ouro não oferece uma única resposta.

  • GOSTOU DESTA HISTÓRIA?

    Adicione a GOAL.com como sua fonte favorita no Google para ver mais reportagens nossas.

    Siga a GOAL no Google
  • Modelos diferentes

    Ao longo dos anos em que o prêmio foi realizado, entre 2016 e 2025, surgiram perfis completamente diferentes de vencedores.

    Cristiano Ronaldo venceu em 2016 e 2017, em duas temporadas nas quais combinou uma grande produção de gols e títulos importantes.

    Depois veio Luka Modric em 2018, apresentando um perfil diferente; o croata não era um artilheiro de destaque, mas uniu sua temporada com o Real Madrid à chegada com a Croácia à final da Copa do Mundo, além de ter conquistado o prêmio de melhor jogador do Mundial.

    E em 2022, Karim Benzema foi outro exemplo da reunião de critérios; ele liderou o Real Madrid rumo à Liga dos Campeões da Europa e ao Campeonato Espanhol, e foi um dos maiores artilheiros da Europa.

    Já em 2024, a votação foi para Rodri, o meio-campista que não disputava o título de artilheiro, mas que uniu o título do Campeonato Inglês à conquista da Eurocopa com a Espanha, além de ter recebido o prêmio de melhor jogador da Euro 2024.

    Quanto a Lionel Messi, ele venceu o prêmio em 2019, depois em 2021 e em 2023, sendo a Copa do Mundo de 2022 o fator coletivo mais marcante em sua última edição, enquanto a Liga dos Campeões da Europa não esteve presente nessas conquistas.

    E na edição de 2025, Ousmane Dembélé se destacou após uma temporada em que somou 35 gols, 16 assistências e cinco títulos com o Paris Saint-Germain, entre eles a Liga dos Campeões da Europa, superando Yamal, que ficou em segundo lugar na votação.

    A história, portanto, não oferece uma regra que diga que o artilheiro sempre vence, nem uma regra contrária que diga que o jogador mais criativo necessariamente supera o dono dos números.

    Vocês podem discutir os temas e as notícias de forma mais aprofundada nos fóruns do "Kooora"

  • O que dizem os critérios oficiais do prêmio?

    O mais importante de tudo é que o próprio regulamento da Bola de Ouro não faz dos gols ou dos títulos um critério isolado.

    Segundo os critérios oficiais da edição de 2026, os desempenhos individuais, o caráter decisivo e o impacto vêm em primeiro lugar, seguidos pelo desempenho coletivo e os títulos, e depois pela conduta e o espírito esportivo.

    E esse ponto é extremamente importante.

    Os gols entram, naturalmente, na avaliação do desempenho individual e da capacidade decisiva, mas não são um item separado que concede ao jogador uma vantagem automática.

    O mesmo se aplica aos títulos; vencer a Liga dos Campeões da Europa ou a Copa do Mundo pode ser um fator importante na avaliação, mas não é suficiente por si só para definir o prêmio.

    Aliás, o próprio mecanismo de votação confirma que não se trata de uma votação popular.

    A Bola de Ouro é definida por 100 jornalistas especializados, cada um representando um país entre os 100 primeiros do ranking masculino da FIFA, e cada jornalista escolhe 10 jogadores de uma lista de 30 candidatos, com pontuações diferentes atribuídas a cada posição.

  • Quem vai vencer?

    No fim das contas, a batalha pela Bola de Ouro não parece ser apenas um embate entre os "gols" e o "desempenho", mas sim entre duas maneiras diferentes de definir o melhor jogador.

    A primeira enxerga que o jogador mais produtivo e decisivo nos números deve ter um peso maior na avaliação.

    A segunda observa o quadro completo: a criação de oportunidades, a influência no andamento do jogo, a capacidade de mudar a partida e a presença nos momentos importantes, mesmo quando o nome do jogador não aparece na lista dos marcadores de gols.

    Raphinha ofereceu um exemplo claro do valor do toque final.

    E Yamal, na mesma partida, deu um exemplo do valor da influência.

    Já a Bola de Ouro, seus critérios oficiais colocam o desempenho individual e a influência lado a lado em primeiro plano, e depois o desempenho coletivo e os títulos, sem transformar nenhum deles em uma regra automática.

    E é aí que reside o paradoxo que merece ser debatido: o melhor é o jogador que marca o gol ou o jogador que torna a vitória possível?

    A resposta não virá da votação da torcida de uma única partida, nem apenas do número de gols, mas sim da forma como 100 jornalistas escolherão interpretar o significado de "melhor jogador do mundo" quando depositarem seus votos diante dos nomes dos candidatos.

  • Leia também:

    Mourinho: Mbappé me faz rir, Rodri levantou minhas suspeitas e senti o cheiro do caso Negreira!
    Real Madrid arrasta o Barcelona para a crise das camisas de Ceuta e há uma resposta catalã de fogo