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Quem será o treinador de Antonio Conte? Da Seleção Nacional ao exterior

“Palavras sobre a Itália? Já se falou demais. É hora de ações, não de conversa fiada e de política. Não podemos ficar de fora de três Copas do Mundo seguidas: foi uma façanha ao contrário”. Antonio Conte falou assim no início da semana ao jornal *La Gazzetta dello Sport*. Ele não quis abordar o assunto da Seleção, pois seu nome é um dos que Malagò, Maldini e Leonardo estão avaliando. Até o momento, o perfil do ex-técnico do Napoli, apoiado pelos clubes da Série A, é um dos três favoritos para se tornar o próximo técnico da Seleção Italiana, ao lado de Mancini e, sobretudo, Pirlo, que subiu na lista nos últimos dias graças à aprovação do novo diretor técnico e presidente do Club Italia. Dentro de uma semana será tomada uma decisão; Conte aguarda para saber qual será seu futuro. Alguém com o perfil dele é procurado e desejado, mas, nesta fase da carreira, a Seleção Italiana tem prioridade.

  • A AUTOINSCRIÇÃO

    “Se eu fosse o presidente da FIGC, me consideraria para o cargo”. Conte, que foi técnico da seleção italiana entre 2014 e 2016, havia se pronunciado assim no início de abril sobre a possibilidade de se tornar técnico: “Não é a primeira vez que não nos classificamos; eu digo que, depois de três Copas do Mundo, é preciso fazer algo concreto, mas, quando fui técnico, falou-se muito, mas encontrei pouca ajuda. Acho que, mesmo nos desastres, há coisas a serem salvas; caso contrário, agora escrevemos sobre isso por uma semana, demos o que falar para todo mundo e depois tudo é esquecido. Se tivéssemos nos classificado, haveria um tom triunfalista por parte de todos; vamos encontrar um meio-termo. Certamente algo precisa ser feito”. Em comparação com 2016, as coisas mudaram; muita água rolou; há dez anos, Conte precisava de estímulos diários; hoje, ele está pronto para reconstruir a Seleção a partir das ruínas, com um projeto de longo prazo, até a Copa do Mundo de 2030.

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  • AS ALTERNATIVAS

    Se Malagò e Maldini decidissem apostar em Mancini ou Pirlo (Guardiola continua na lista, mas sua chegada é muito improvável), Conte poderia decidir dar um tempo, descansar, recarregar as energias e esperar. As ofertas, sobretudo as muito generosas da Arábia Saudita e do Catar, não faltam, mas não há pressa em se comprometer com um novo projeto. Ele ainda é, sem sombra de dúvida, um técnico de grandes clubes do futebol europeu e pode decidir avaliar também as opções que surgirão no próximo outono: é verdade que prefere não aceitar cargos durante a temporada em andamento e que precisa de tempo para transmitir suas ideias, mas sabe que é preciso se adaptar aos tempos que mudam.

  • RAZONAR DE OUTRA FORMA

    O futebol está em constante evolução, é preciso acompanhar os tempos. Superar certos dogmas e convicções, sem perder a essência: “Tudo mudou”, disse Conte ao La Gazzetta dello Sport, “agora existem um sistema ofensivo e um sistema defensivo. O que importa são as referências: eu pedia ao Alisson para marcar o lateral adversário que avançava. No ataque, podemos jogar no 3-2-5 e decidir se, entre os três da zaga, há um lateral além dos dois zagueiros centrais ou talvez o meia-atacante que recua. Ou no 2-3-5 e até mesmo no 2-2-6. Mas, na defesa, basicamente jogamos no 4-4-2 e, muitas vezes, no 5-4-1. Os antigos esquemas remetem a um futebol que já não existe mais; é preciso pensar de maneira diferente”. Exatamente como ele está fazendo.

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