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Qual é a relação com Espanha e Argentina? Ancelotti lidera uma revolução completa no Brasil

Após o encerramento da Copa do Mundo de 2026 e a superação do choque da eliminação precoce, o Brasil voltou ao trabalho.

O jornal As relatou, em uma reportagem, que a Confederação Brasileira se prepara, em parceria com o treinador italiano Carlo Ancelotti, para dar início a uma revolução completa no começo do novo ciclo. 

A velha guarda abrirá espaço, gradualmente, para uma nova geração, enquanto se espera que os novos líderes da seleção do samba assumam suas responsabilidades a partir do próximo mês de setembro, durante a próxima Data Fifa.

A missão não será fácil, já que a seleção brasileira atingiu seu nível mais baixo e precisa de uma reestruturação profunda que quase começa das bases. Mas Ancelotti está pronto para essa tarefa.

O plano do Brasil prevê a permanência de Ancelotti no comando técnico da seleção principal, e por isso a confiança nele foi renovada, antes e depois da Copa do Mundo, com um contrato que se estende até 2030.

Isso se deve ao fato de que a Confederação Brasileira, que afirma ter aprendido com os erros do passado, considera que a estabilidade é a chave, e quer dar continuidade ao projeto do treinador italiano, ou melhor, colocá-lo em prática de forma completa e definitiva.

  • Brazil v Norway: Round of 16 - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    A nova guarda da seleção brasileira

    Dos 26 jogadores que disputaram a Copa do Mundo de 2026, apenas cerca de 20 seguirão suas trajetórias com a seleção, de acordo com os desdobramentos da próxima fase, depois de confirmadas as aposentadorias internacionais de Neymar, Casemiro, Danilo, Weverton, Alex Sandro e Fabinho.

    Ainda paira uma nuvem de incerteza sobre o futuro de Alisson e Ederson, diante da ausência de um herdeiro claro para o ídolo do Liverpool, além de Marquinhos na linha de defesa.

    No momento atual, o alicerce do projeto de Carlo Ancelotti parece definido, formado pelo quinteto Éder Militão, Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães, Raphinha e Vinícius Júnior.

    O plano, após a saída de Marquinhos, é entregar a braçadeira de capitão a Bruno Guimarães a médio prazo, com o aval do próprio Ancelotti, enquanto Raphinha e Vinícius serão o segundo e o terceiro capitães, respectivamente.

    A nova seleção brasileira será construída a partir desse quinteto, e a comissão técnica também busca jogadores com experiência no mais alto nível para reforçar o projeto de Ancelotti. A lista preliminar incluiu os seguintes nomes: Bremer, Matheus Cunha, Igor Thiago, João Pedro, Ederson, Luiz Henrique, Gabriel Martinelli e Wesley, além da expectativa de recuperação de Savinho e Yan Couto para o seu melhor nível.

    Com uma média de idade de 26 anos, a Confederação Brasileira de Futebol espera que esses jogadores deem um passo à frente e ajudem os novos capitães a comandar a próxima geração.

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    Novas caras para o Brasil

    O Brasil deposita grandes esperanças na nova geração comandada por Estêvão, Ryan, André Santos, Vitor Reis e Endrick.

    A Confederação Brasileira de Futebol deseja integrar esses jogadores gradualmente aos planos de Ancelotti num futuro próximo, e até mesmo dar a eles papéis de destaque mais cedo do que se esperava, sobretudo aos dois talentos da base do Palmeiras, Estêvão e Endrick.

    Apesar de algumas dúvidas persistirem, a Confederação não quer expô-los a pressões precoces como aconteceu com Endrick após a derrota para a Noruega, mas, ao mesmo tempo, entende que o futuro da Seleção Canarinho estará nos pés deles.

    E a coisa não se limitará apenas a eles: ao longo da última temporada, a Confederação Brasileira acompanhou de perto a evolução de vários jogadores cotados para se juntar ao projeto, entre eles Kauã Prates, transferido neste verão para o Borussia Dortmund, Souza (Tottenham), Arthur (Bayer Leverkusen), Kevin (Fulham) e Alisson Santos (Napoli). E Marlon Gomes (Shakhtar Donetsk).

    Sem esquecer os jogadores que ainda atuam no Campeonato Brasileiro, como Gabriel Mec, Eduardo Conceição, Del, Zé Lucas, Ruan Pablo, Vitinho, André e Breno Bidon.

  • ancelotti(C)Getty Images

    Reestruturação completa e metas definidas

    Atendendo a um pedido de Ancelotti, a Confederação Brasileira deu início a uma completa reestruturação do setor de categorias de base.

    O objetivo é adotar um estilo de jogo e um sistema tático unificado em todas as seleções de base, para facilitar a transição dos jogadores até a seleção principal, além de monitorar os talentos que possam pular etapas etárias e ser convocados diretamente para a seleção principal sob o comando do treinador italiano.

    A Confederação Brasileira quer ser realista, pois disputar títulos da noite para o dia parece pura fantasia, especialmente depois de quase 7 anos sem conquistar qualquer campeonato, desde a vitória na Copa América de 2019.

    A Copa América de 2028 será o primeiro teste real dessa nova geração, com vozes dentro da confederação pedindo a retomada do título de campeão sul-americano. Mas, voltando à mesma abordagem realista, os dirigentes não querem elevar as expectativas de forma exagerada.

    A seleção brasileira toma as experiências da Espanha e da Argentina como modelos a serem seguidos para o retorno ao topo, pois essas duas seleções também passaram por grandes períodos de queda e foram obrigadas a se reconstruir por meio de um projeto de longo prazo que durou anos, antes de voltarem aos pódios.

    O Brasil deseja repetir esse caminho, primeiro para construir um grupo forte que vá além da dependência de estrelas individuais e, segundo, porque a natureza do futebol no país não ajuda, já que a imprensa e a torcida não têm paciência, e a confederação busca mudar essa cultura.

    Desde que assumiu a presidência da Confederação Brasileira, Samir Xaud teve como um de seus principais objetivos modernizar a estrutura da confederação e do futebol brasileiro, por meio da profissionalização da arbitragem, da criação da academia de treinadores da Confederação Brasileira e de outros projetos, inspirando-se no modelo de sucesso aplicado pela Federação Espanhola de Futebol no início deste século.

    E, se o Brasil quer recuperar o título de Copa do Mundo, o caminho começa por reinventar-se. Já o sexto título mundial não virá rapidamente, mas exige um trabalho longo e paciência, sendo a disputa real pelo título da Copa do Mundo de 2030 o maior objetivo de todo o projeto.

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