Fora dos campos, o árbitro esloveno se viu no centro de um caso que despertou o interesse da mídia europeia em 2020.
Durante sua estadia na cidade de Bijeljina, na Bósnia e Herzegovina, a polícia o prendeu durante uma operação que teve como alvo uma rede envolvida em prostituição e tráfico de drogas, conforme destacou a rede francesa RMC.
A operação resultou na prisão de 26 homens e 9 mulheres, entre elas Teana Maksimović, considerada pelas autoridades como a mentora da rede de prostituição, antes de confessar posteriormente as acusações contra ela.
Além disso, a polícia apreendeu durante a operação quatro pacotes de cocaína, dez revólveres, três coletes à prova de balas, além de mais de 10 mil euros em moedas diversas.
Relatos da época indicavam que Vinčić era suspeito de ter utilizado os serviços da rede, antes de ser interrogado e liberado sem que nenhuma acusação fosse formulada contra ele.
O juiz esloveno negou qualquer envolvimento no caso e declarou ao jornal esloveno *Vecer*: “Aceitei um convite para almoçar, e mais tarde percebi que esse foi o maior erro que cometi na vida”.
Ele acrescentou: “Não tenho nenhuma relação com o grupo que foi detido. Sim, a polícia nos levou para a delegacia e nos interrogou como testemunhas; depois que ficou claro que não conhecíamos nenhuma dessas pessoas, fomos liberados”.
Ele também recebeu apoio da Federação Eslovena de Futebol, que considerou que o ocorrido foi “apenas azar”, afirmando que o árbitro “se viu no lugar errado, na hora errada”, sem qualquer ligação com a atividade criminosa que a operação tinha como alvo.