O caso ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (24), quando Rui Costa, ex-jogador e presidente do Benfica, comentou publicamente o episódio e saiu em defesa do meia argentino.
“Temos esse caso no meio do caminho e estamos impossibilitados de usar o Prestianni. Entendemos que nada está provado e não se justifica a ausência do jogador nesta partida”, afirmou, demonstrando insatisfação com a suspensão aplicada pela Uefa.
O dirigente reforçou confiança no caráter do atleta e afirmou acreditar na versão apresentada pelo jogador.
“Não estou em campo para saber o que foi dito ou não dito. Em uma situação daquelas, muita coisa é falada. O que acreditamos é na palavra do nosso jogador; mais do que isso, é conhecer os jogadores que temos em casa. O Prestianni está sendo rotulado como racista, mas ele é tudo, menos racista. Posso garantir. Defendemos o jogador quando tivemos que defender. Ainda não há uma decisão final; há uma suspensão. Aguardamos o desfecho do processo.”
Rui Costa também relembrou o jogo de ida, vencido pelo Real Madrid por 1 a 0, com gol de Vini Jr., e criticou a arbitragem da partida.
“Não queremos usar outros casos para minimizar a situação do Prestianni, mas não podemos esquecer o que aconteceu no jogo em casa. Houve uma agressão clara do Valverde, que deveria ficar fora deste jogo.”
No último fim de semana, Prestianni já havia ficado fora da lista de relacionados para o duelo contra o AVS, pelo Campeonato Português, por suspensão automática devido ao acúmulo de cartões amarelos.
Caso seja considerado culpado por comportamento discriminatório, o jogador poderá receber suspensão de até 10 partidas em competições organizadas pela Uefa.