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Soccer Fans Gather To Watch USA v Belgium In The World Cup's Round Of 16 GameGetty Images News

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Os números não mentem... Quem tem as chaves para conquistar a Copa do Mundo?

Apenas duas partidas separam agora as seleções da Argentina, Inglaterra, França e Espanha da glória, depois que elas conseguiram superar todos os obstáculos e se impuseram entre as quatro melhores da Copa do Mundo.

Com o apito final do torneio se aproximando, os olhos dos fãs de futebol estão voltados para dois confrontos de grande importância que definirão quem serão os finalistas, antes de se saber qual seleção subirá ao pódio e erguerá a taça mais cobiçada do mundo do futebol.

Embora as quatro seleções tenham disputado seis partidas até o momento, a comparação direta entre elas exige certa precisão, especialmente porque a Argentina disputou uma hora a mais de prorrogação do que a França e a Espanha, enquanto a Inglaterra jogou trinta minutos a mais.

Portanto, basear-se nos índices de desempenho a cada 90 minutos oferece um panorama mais justo do nível real de cada seleção, seja no aspecto ofensivo, defensivo, físico ou tático, conforme informou a emissora britânica “BBC”.

  • France v Morocco: Quarter Final - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    A França lidera no ataque, apesar da vantagem da Argentina no número de gols

    A Argentina pode parecer ter o melhor desempenho ofensivo, considerando o número de gols marcados — 17 no total —, mas não é a mais perigosa quando se analisa os números mais a fundo.

    A seleção francesa se impôs como a melhor força ofensiva do torneio em termos de médias, tendo registrado a maior média de gols a cada 90 minutos, além de ter empatado com a Espanha no número de chutes a gol e alcançado a maior média de gols esperados (Expected Goals), o que reflete a qualidade das oportunidades que cria e sua capacidade constante de ameaçar o gol dos adversários.

    Por outro lado, a Argentina demonstrou uma eficácia excepcional na frente do gol, conseguindo converter 18% de suas tentativas em gols — uma taxa elevada que reflete a qualidade do toque final e a grande capacidade de aproveitar as oportunidades, um dos principais pontos fortes da atual campeã.

    Já a Espanha apresentou um modelo totalmente diferente, já que criou um grande número de oportunidades e chutou 110 vezes, o mesmo número de chutes da França, mas se contentou em marcar apenas 11 gols, contra 16 dos Gauleses — uma diferença significativa que revela que a seleção espanhola sofre, relativamente, de falta de eficiência diante do gol em comparação com a quantidade de oportunidades que cria.

    Já no caso da Inglaterra, os números indicam que ela é a que menos cria oportunidades entre as quatro seleções, tanto em termos de número de chutes quanto de qualidade das oportunidades, mas compensou isso com uma eficiência ofensiva notável, marcando mais de dois gols por partida, aproveitando a qualidade individual de seus astros, com destaque para Jude Bellingham e Harry Kane, que apresentaram um desempenho excepcional na finalização das jogadas.

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  • Spain v Belgium: Quarter Final - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    A defesa espanhola... a fortaleza mais sólida do torneio

    Se o ataque francês impõe respeito, a defesa espanhola merece elogios por ser a melhor até o momento. A seleção espanhola não sofreu nenhum gol durante todo o torneio até a partida das quartas de final contra a Bélgica, que terminou com sua vitória, confirmando que possui um sistema defensivo extremamente organizado e disciplinado.

    Embora a França tenha sofrido apenas dois gols em seis partidas, a solidez defensiva da Espanha parece ainda mais evidente, o que torna o confronto esperado entre as duas seleções um dos jogos mais emocionantes do torneio do ponto de vista tático.

    E a principal questão antes do confronto será: a força ofensiva francesa conseguirá romper a defesa espanhola, ou os jogadores de Luis de la Fuente continuarão a impor seu domínio defensivo?

    Já a segunda partida, que opõe a Argentina à Inglaterra, parece mais aberta no aspecto ofensivo, especialmente porque as defesas das duas seleções não apresentaram o mesmo nível de desempenho que a Espanha ou mesmo a França.

    Ambas sofreram seis gols até agora; além disso, os números mostram que a Inglaterra permitiu que seus adversários criassem o maior número de chances, enquanto a Argentina foi a menos eficaz em impedir que essas chances se transformassem em gols, o que pode tornar a partida repleta de emoção e oportunidades de gol.

  • FBL-WC-2026-MATCH98-ESP-BELAFP

    Superioridade física... Espanha lidera e a Argentina fica em último lugar

    Os números gerais podem sugerir que a Argentina é a seleção que mais se movimentou, tendo percorrido uma distância de 706,5 quilômetros, mas esse número está diretamente relacionado ao fato de ela ter disputado mais tempo de prorrogação do que seus adversários.

    Ao calcular as distâncias percorridas com base na média a cada 90 minutos, o quadro muda completamente: a Argentina passa a ser a que menos corre entre as quatro seleções e também a que apresenta a menor média de arrancadas rápidas, o que significa que seus adversários a superam fisicamente durante o tempo regulamentar da partida.

    Isso também se reflete no estilo de pressão: a Argentina é a menos agressiva na recuperação da bola no terço ofensivo, enquanto depende mais da organização defensiva, da espera e, em seguida, das jogadas rápidas de ataque.

    Por outro lado, a Espanha se impôs como a mais ativa e dinâmica, liderando os índices de corrida, arrancadas rápidas e pressão alta, o que reflete a filosofia de Luis de la Fuente, baseada na posse de bola e na recuperação rápida após a perda da bola.

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  • Uruguay v Spain: Group H - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    Posse de bola e passes... uma marca distintamente espanhola

    A seleção espanhola continuou a apresentar um futebol baseado no domínio total do jogo, tendo atingido uma média de posse de bola de 66%, a mais alta não apenas entre as quatro seleções, mas entre todas as equipes participantes da Copa do Mundo.

    Além disso, a Espanha divide com a Argentina a melhor taxa de precisão nos passes, com 90,4%, um número que reflete a qualidade da construção do jogo a partir da defesa e a capacidade de manter a posse de bola por longos períodos. Apesar disso, cada seleção tem seu próprio estilo de aproveitar os passes.

    A Argentina depende fortemente dos passes em profundidade decisivos, nos quais Lionel Messi teve o papel principal: o capitão do Tango passou a bola para seus companheiros em situações propícias ao gol 15 vezes, o maior número entre todos os jogadores do torneio até o momento. Espera-se que neutralizar a periculosidade desses passes seja uma das principais chaves da defesa da Inglaterra, caso queira deter a atual campeã.

  • FBL-WC-2026-MATCH99-NOR-ENGAFP

    Os cruzamentos... a arma mais perigosa dos ingleses

    Por outro lado, a Inglaterra possui um ponto forte totalmente diferente dos seus adversários. A seleção de Thomas Tuchel é a melhor entre as quatro equipes no aproveitamento de cruzamentos durante o jogo aberto, já que seus jogadores conseguiram completar um cruzamento bem-sucedido para um companheiro a cada quatro tentativas — uma média notável que reflete a qualidade dos movimentos dentro da grande área.

    Não foi surpresa que a seleção inglesa liderasse a lista das seleções com mais gols de cabeça, com quatro gols, além de ter registrado o maior número de cabeçadas durante o torneio, com um total de 24 tentativas.

    A importância dessa arma aumenta quando se leva em conta que a Argentina possui a menor taxa de sucesso em disputas aéreas entre as quatro seleções restantes, o que dá aos ingleses uma oportunidade real de aproveitar as bolas altas e fazer a diferença dentro da área.

    Além disso, a seleção inglesa também lidera a taxa de sucesso nos duelos individuais, ainda que por uma pequena diferença em relação aos adversários, o que reforça suas chances de impor seu estilo físico durante o confronto que se aproxima.

  • Argentina v Switzerland: Quarter Final - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    Messi lidera a criatividade... e a França aposta nas habilidades individuais

    Embora Lionel Messi não tenha sido o jogador mais bem-sucedido do torneio em dribles — apenas dois jogadores o superaram —, ele continua sendo o principal motor do ataque argentino, seja criando jogadas, dando passes decisivos ou rompendo as linhas defensivas.

    Por outro lado, a seleção argentina não depende muito das dribles individuais dos demais jogadores, preferindo o jogo coletivo e as jogadas organizadas.

    Já a França depende mais das enormes habilidades individuais de suas estrelas no terço final do campo, já que o quarteto ofensivo representa a maior ameaça graças à velocidade, habilidade e capacidade de superar os defensores um a um.

    Por isso, a defesa espanhola terá de enfrentar desafios extremamente difíceis, diante da determinação francesa em avançar com a bola em direção ao gol por meio de arrancadas individuais e ataques diretos.

    No fim das contas, os números confirmam que as quatro seleções chegaram às semifinais por caminhos diferentes; a França possui o ataque mais forte, a Espanha se destaca pelo melhor sistema defensivo e pelo estilo de jogo mais voltado para a posse de bola, a Inglaterra se destaca nas jogadas aéreas e nos duelos físicos, enquanto a Argentina conta com a experiência, a eficácia e o toque decisivo nos momentos difíceis.

    Com os níveis tão equilibrados e os pontos fortes tão diversos, todas as possibilidades parecem em aberto antes das duas partidas das semifinais; a única certeza é que a Copa do Mundo terá um final excepcional, e que a seleção capaz de aproveitar seus pontos fortes e minimizar seus erros estará mais perto de inscrever seu nome no rol dos campeões mundiais.