Didier Deschamps, técnico da seleção francesa, deu a entender que algumas declarações durante a partida contra o Paraguai, nas oitavas de final da Copa do Mundo, ultrapassaram todos os limites, dando a entender que sua mãe havia sido insultada vindo do banco de reservas do time adversário.
A França chegou às quartas de final da Copa do Mundo após uma vitória difícil sobre o Paraguai, por 1 a 0, com gol de Kylian Mbappé, marcado de pênalti.
A rede RMC Sport informou que Deschamps disse durante a coletiva de imprensa: “Eu gostaria de não ter ouvido os insultos vindos do banco de reservas, especialmente alguns deles”.
A rede destacou que a declaração de Deschamps sugeriu que ele foi alvo de insultos da parte da delegação paraguaia durante a partida, e que algumas dessas palavras podem ter se referido, mesmo que de forma indireta ou não intencional, à sua mãe, que faleceu recentemente.
A pergunta foi feita diretamente ao técnico do Paraguai, Gustavo Álvaro, poucos minutos depois, e ele respondeu: “A primeira coisa que fiz após o apito final foi ir até Deschamps. Desejei que ele chegasse à final e conquistasse a Copa do Mundo. E eu já havia dito a ele antes da partida que ele tem uma seleção maravilhosa”.
Álvaro continuou: “É uma batalha em que cada lado usa suas armas”, mas, mesmo assim, o técnico do Paraguai defendeu o estilo adotado por seus jogadores.
Ele destacou: “O futebol é um esporte baseado no confronto e nos duelos individuais. Mas tudo começa e termina dentro de campo. É natural que haja atritos, entradas e tensões, pois isso faz parte do jogo. Mas não demonstramos nenhuma hostilidade”.
Ele acrescentou: “Talvez tenham ocorrido alguns incidentes com Mbappé ou com outros jogadores. E talvez ele também tenha dito algumas coisas durante a partida. Para mim, o campo é um campo de batalha onde cada lado usa suas próprias armas. Tudo nasce dentro do campo, tudo morre nele, e, quando acaba, tudo termina”.



