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Ofensa à mãe de Deschamps... O técnico do Paraguai responde à acusação infame

Didier Deschamps, técnico da seleção francesa, deu a entender que algumas declarações durante a partida contra o Paraguai, nas oitavas de final da Copa do Mundo, ultrapassaram todos os limites, dando a entender que sua mãe havia sido insultada vindo do banco de reservas do time adversário.

A França chegou às quartas de final da Copa do Mundo após uma vitória difícil sobre o Paraguai, por 1 a 0, com gol de Kylian Mbappé, marcado de pênalti.

A rede RMC Sport informou que Deschamps disse durante a coletiva de imprensa: “Eu gostaria de não ter ouvido os insultos vindos do banco de reservas, especialmente alguns deles”.

A rede destacou que a declaração de Deschamps sugeriu que ele foi alvo de insultos da parte da delegação paraguaia durante a partida, e que algumas dessas palavras podem ter se referido, mesmo que de forma indireta ou não intencional, à sua mãe, que faleceu recentemente.

A pergunta foi feita diretamente ao técnico do Paraguai, Gustavo Álvaro, poucos minutos depois, e ele respondeu: “A primeira coisa que fiz após o apito final foi ir até Deschamps. Desejei que ele chegasse à final e conquistasse a Copa do Mundo. E eu já havia dito a ele antes da partida que ele tem uma seleção maravilhosa”.

Álvaro continuou: “É uma batalha em que cada lado usa suas armas”, mas, mesmo assim, o técnico do Paraguai defendeu o estilo adotado por seus jogadores.

Ele destacou: “O futebol é um esporte baseado no confronto e nos duelos individuais. Mas tudo começa e termina dentro de campo. É natural que haja atritos, entradas e tensões, pois isso faz parte do jogo. Mas não demonstramos nenhuma hostilidade”.

Ele acrescentou: “Talvez tenham ocorrido alguns incidentes com Mbappé ou com outros jogadores. E talvez ele também tenha dito algumas coisas durante a partida. Para mim, o campo é um campo de batalha onde cada lado usa suas próprias armas. Tudo nasce dentro do campo, tudo morre nele, e, quando acaba, tudo termina”.

  • Paraguay v France: Round Of 16 - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    Não vou pedir desculpas por algo que nem sequer aconteceu

    E quando questionado mais especificamente sobre a possibilidade de terem sido proferidos insultos à mãe de Deschamps, Álvaro afirmou que jamais aceitaria isso e disse: “Não, de jeito nenhum. Não podemos nos rebaixar a esse nível no futebol. Jamais. Achei que vocês estivessem se referindo à troca de palavras entre os jogadores durante a partida”.

    E enfatizou: “Respeito muito o Deschamps e tenho grande admiração por ele. Sim, houve protestos, especialmente em relação ao VAR; alguns pediram pênalti e outros não. Mas, sinceramente, nunca ouvi insultos desse tipo. E, conhecendo a comissão técnica com a qual trabalho, tenho certeza de que nenhum deles agiria dessa maneira”.

    O técnico do Paraguai se recusou a pedir desculpas por um incidente cuja ocorrência ele nega categoricamente, ao mesmo tempo em que reafirmou sua total rejeição a quaisquer ofensas pessoais.

    E concluiu: “O futebol não é uma guerra. Não vou pedir desculpas por algo que, pelo que sei, nem sequer aconteceu. Mas me oponho totalmente a esse tipo de comportamento. Se eu tivesse ouvido tais frases, teria sido o primeiro a intervir imediatamente. Isso é totalmente inaceitável, e eu o rejeito completamente”.

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