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Ousmane Dembele France 2:1Getty/GOAL

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O rei perdido no império de Mbappé... Será que a Bola de Ouro se tornará a maldição francesa de Dembélé?

Entre o alvoroço da conquista da Bola de Ouro e a ascensão ao trono dos melhores jogadores do mundo com o Paris Saint-Germain, e o silêncio absoluto e o desempenho medíocre com a camisa da seleção francesa, Ousmane Dembélé vive uma estranha contradição futebolística que o transformou no “maior enigma” da França com o início da Copa do Mundo de 2026.

A partida de estreia da França na Copa do Mundo contra o Senegal foi um começo sem brilho para o detentor da Bola de Ouro; além disso, foi muito além disso, chegando a parecer um choque brutal de Dembélé com uma realidade tática complexa que está reestruturando a hierarquia administrativa e técnica dentro do elenco do técnico Didier Deschamps.

  • France Senegal Mbappe OliseGetty Images

    O complexo do segundo homem... Quando a Bola de Ouro se desvanece à sombra de Mbappé

    Em Paris, Dembélé é o rei sem coroa... Todo o time se mobiliza para atendê-lo, e espaços são criados para que ele toque sua sinfonia na posição de atacante falso, na qual goza de liberdade absoluta. Já na seleção francesa, a história é totalmente diferente: aqui, o império gira inteiramente em torno de um único homem, Kylian Mbappé.

    A mídia francesa, com destaque para a RMC, afirma que a crise de Dembélé reside em um “conflito de identidade técnica” e, nesse contexto, as declarações do famoso analista De Mico vieram para colocar o dedo na ferida.

    De Mico afirmou: “Há um problema real com Dembélé na seleção; seu desempenho é mediano e ele não fez nenhuma partida histórica. Dembélé nunca terá uma equipe construída em torno dele na França, pois a equipe já está totalmente construída em torno de Mbappé, e Dembélé precisa lutar para conquistar seu espaço”.

    Essa realidade faz com que Dembélé, apesar de seus sucessos estrondosos fora da seleção, se veja em segundo lugar, e talvez em terceiro, atrás do artilheiro histórico dos Bleus na Copa do Mundo.

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  • France v Senegal: Group I - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    Furacão Oliés... A ameaça que vem de Munique

    A crise de Dembélé não se limitou ao brilho de Mbappé, mas se complicou ainda mais com a explosão tática da joia do Bayern de Munique, Michael Olise.

    Na partida contra o Senegal, quando Deschamps tentou escalar Dembélé mais recuado como meia-armador ao lado de Oliessi, o “Mosquito” parecia perdido, sem rumo, incapaz de dar os passes avançados ou fazer as arrancadas que costuma fazer pelo Paris, o que lhe rendeu uma “sentença de condenação” do jornal “L’Équipe”, que lhe atribuiu nota 4 como o primeiro jogador a ser substituído na partida.

    Por outro lado, Oulissi atuou com total liberdade no meio-campo, apresentando seu melhor desempenho e provando a Deschamps que o futuro passa por seus pés.

    Esse brilho de Oliisi colocou Dembélé em uma situação tática embaraçosa, já que ele passou a ter que se adaptar a um esquema que o coloca atrás de Mbappé e Oliisi, em vez de ser o verdadeiro líder do grupo.

  • France v Senegal: Group I - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    A fórmula mágica para salvar Dembélé

    Se Deschamps quiser acabar com essa dor de cabeça tática antes do próximo confronto contra o Iraque e tirar o máximo proveito de suas armas letais, a solução não está em inventar funções complexas para Dembélé no fundo do campo, mas sim em voltar aos princípios básicos da utilização tática.

    Colocar Ousmane Dembélé na posição de meia-armador no fundo do campo é um desperdício evidente de suas qualidades, pois ele não possui a mentalidade de um meia-armador clássico sob pressão em espaços apertados, como faz em Paris atuando como atacante falso.

    A solução ideal e mais adequada aqui é devolver Dembélé à ala direita como um jogador de linha clássico, onde ele pode explorar sua velocidade extraordinária e sua capacidade de isolar os zagueiros em confrontos “um contra um” e fazer a diferença pelas laterais.

    Por outro lado, Michael Oliisi pode ser deslocado para o meio-campo para atuar como um meia-armador clássico, o “número 10”, atrás de Kylian Mbappé.

    Oulisi possui visão de jogo, serenidade e capacidade de ligar as linhas; dar-lhe essa liberdade no meio-campo permitirá que ele abasteça Mbappé com passes decisivos, por um lado, e conceda espaço a Dembélé para ameaçar os adversários, por outro, sem que os três líderes interfiram nas funções uns dos outros.

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