Durante o depoimento, Leila afirmou que sua relação, antes do episódio, era positiva com Dudu, mas depois que o atacante é "covarde", preferindo agredir em ambientes privados ou protegidos, e que o vídeo enviado ao tribunal foi ensaiado.
"Sofreu violência, tem que denunciar: porque esses agressores são covardes. A maior prova eu estou vivendo aqui. Que esse atleta me agrediu, me ofendeu, e cadê ele? Gravou um videozinho que deve ter lido no TP (teleprompter). Deve ter repetido 500 vezes pra ver se estava mais bonitinho. Não é?"
"Devia estar aqui. Vem aqui, vem encarar uma mulher. Mas não. É muito mais confortável estar sentado lendo lá no TP o que ele tem que dizer, porque eles são covardes. Eles gostam de agredir no privado, no máximo em rede social, mas que ele está protegido ali pela distância. Mas na hora de olhar no olho, eles não aparecem: então a gente tem que denunciar e expor esses agressores".
"O presidente do Cruzeiro, em duas ocasiões, disse que estaria arrependido com a contratação de alguns jogadores e ele tinha sido contratado recentemente. Depois perguntaram: "Dudu vai continuar?", e ele fez com a mão como quem vai sair", contou. "Perguntaram pro Dudu: 'O presidente fez esse gesto', e ele responde: 'Ele é o dono do Cruzeiro, pode falar o que ele quiser'. Por que não foi tão firme e grosseiro com o presidente do Cruzeiro como foi comigo? É simples. Porque eu sou mulher e o Pedrinho é homem".
"É clara a diferença do tratamento quando uma mulher se rebela, faz uma crítica e quando é um homem. Isso é muito claro para mim".