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Gabriela Anelli Marchiano, torcedora morta em Palmeiras x Flamengo, 08 07 23Reprodução

O que aconteceu com Gabriela Anelli Marchiano, torcedora morta após agressão em Palmeiras x Flamengo

Em mais um dos repetidos episódios de violência no futebol, a torcedora do Palmeiras, Gabriela Anelli Marchiano, de 23 anos, estava na fila para entrar no Allianz Parque para acompanhar o jogo entre o alviverde paulista e Flamengo no último sábado (08), e acabou sendo acertada com estilhaços de vidro no pescoço. A jovem morreu na manhã da última segunda-feira (10), como confirmou sua família. A partida também foi marcada por confronto aos arredores do estádio, com o jogo tendo sido paralisado devido ao gás de pimenta utilizado para tentar controlar a situação.

O irmão de Gabriela, Felipe Anelli, publicou em suas redes sociais a notícia, agradecendo pelas orações dos colegas: "Obrigado a todos que oraram pela minha irmã, mas ela foi morar com o papai do céu. Tem coisas que acontecem que estão além do nosso limite de entendimento, sei o quanto você lutou cada segundo, e você de fato sempre foi uma guerreira, olhe por nós do céu e proteja a nossa família". A GOAL separa todas as informações sobre o caso.

  • O que causou a morte de Gabriela Anelli?

    No jogo entre Palmeiras e Flamengo, válido pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro 2023, Gabriela era uma das torcedoras que esperava para entrar no estádio da equipe paulista, o Allianz Parque.

    Enquanto estava na fila, um torcedor do Flamengo foi identificado, como informou o jornalista Mauro Cezar Pereira no programa "Posse de Bola", e acusado de acertar uma garrafa de vidro na jovem. O delator foi preso e a princípio indiciado por tentativa de homicídio.

    Gabriela foi socorrida com vida e levada para o Pronto Socorro da Santa Casa, como confirmou a Polícia Militar. Segundo informações do portal da Band, a jovem passou por cirurgia e teve duas paradas cardíacas.

    Mariana Anelli, prima de Gabriela, concedeu ainda entrevista ao programa Bora Brasil, confirmando que a jovem morreu na manhã desta segunda. Além disso, reafirmou sobre a necessidade do fim da violência no futebol: "Essa violência no futebol precisa acabar. O fanatismo no futebol precisa acabar. A família é quem sofre, o pessoal está ficando doente".

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  • Suspeitos

    Um torcedor do Flamengo identificado como Leonardo Felipe Xavier Santiago foi detido no momento da briga. Porém, nesta quarta-feira (12), o homem de 26 anos foi liberado, uma vez que imagens mostram uma pessoa de outra aparência arremessando a garrafa cujos cacos teriam acertado Gabriela.

    A juíza Marcela Raia de Sant’Anna, responsável por determinar a soltura de Santiago, criticou o delegado Cesar Saad pela condução do caso. Cesar Saad afirmou em entrevista que Santiago confessou que atirou a garrafa que atingiu Gabriela. Porém, Santiago nega essa versão. A decisão afirma ainda que o homem que é visto nas imagens atirando uma garrafa não se parece com Santiago.

    Além de criticar o delegado Cesar Saad, a juíza transferiu a investigação para a delegacia de homicídios: "Diante da lamentável, para dizer o mínimo, postura do Delegado de Polícia, que se mostrou açodado e despreparado para conduzir as investigações, de rigor é a remessa dos autos ao DHPP, órgão especializado e preparado para a condução de investigações desta espécie".

  • Mensagens de pesar

    O atleta Dudu, do Palmeiras, havia publicado em suas redes sociais sobre a campanha para doação de sangue para a torcedora, quando pedido pela família da jovem. Após a morte de Gabriela, o atacante demonstrou luto e cobrou punições diante à violência no esporte.

    Dudu demonstra luto por torcedora morta em Palmeiras x Flamengo, 08 07 23Reprodução/Instagram/@7_dudu

    Além do atleta, o perfil oficial do Palmeiras publicou em suas redes sociais uma mensagem de apoio aos amigos e familiares da vítima. "Não podemos aceitar que uma jovem de 23 anos seja vítima da barbárie em um ambiente que deveria ser de entretenimento".

    Páginas de notícias de outros clubes, como Arquibancada Tricolor, do São Paulo, e Time do Povo, do Corinthians, além de narradores, como Gustavo Villani e Odinei Ribeiro, também demonstraram lamento pela morte de Gabriela.

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