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O ex-técnico do Real Madrid, Carlo Ancelotti, deve assinar uma extensão de contrato com o Brasil antes da Copa do Mundo

  • Um compromisso histórico com a Seleção

    Relatos da América do Sul confirmam que o técnico de 66 anos chegou a um acordo verbal com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para prolongar sua permanência até o torneio de 2030, que será realizado na Espanha, Portugal e Marrocos, com jogos da fase de grupos ocorrendo no Uruguai, Argentina e Paraguai. O acordo deve ser assinado oficialmente nos próximos dias, consolidando uma parceria que quebrou o paradigma da história do futebol brasileiro quando ele se tornou o primeiro técnico estrangeiro a assumir o cargo em 60 anos.

    Os termos do novo contrato refletem seu lucrativo pacote atual, com um salário na casa dos € 10 milhões por ano, mas com melhores incentivos por desempenho. Fundamentalmente, o acordo mantém os acordos de trabalho flexíveis que o atraíram do Santiago Bernabeu, permitindo ao italiano dividir seu tempo entre sua base no Rio de Janeiro e sua casa familiar em Vancouver. Esse compromisso foi fundamental para convencer Ancelotti a dedicar o crepúsculo de sua ilustre carreira ao pentacampeão mundial.

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    Estabilizando o navio após um início turbulento

    Desde sua chegada no ano passado, Ancelotti tem a tarefa de estabilizar um barco em crise. Ele herdou um time que estava em quarto lugar nas eliminatórias da CONMEBOL para a Copa do Mundo e sem confiança após a demissão de Dorival Júnior. Embora seu histórico de quatro vitórias, dois empates e duas derrotas nos primeiros oito jogos sugira um trabalho em andamento, em vez de um domínio instantâneo, o “efeito Carletto” tem sido sentido mais intensamente no vestiário.

    O italiano conseguiu restaurar a harmonia em um time dividido, aproveitando seu forte relacionamento com os ex-comandados do Real Madrid Vinicius Jr, Rodrygo e Éder Militão. Sua postura calma tem sido um antídoto bem-vindo para o caos que tomou conta da Seleção após 2022, e os jogadores têm manifestado abertamente seu apoio à continuidade do técnico. A extensão do contrato serve como um voto de confiança da diretoria de que os métodos de Ancelotti estão se consolidando, mesmo que a transformação em campo ainda esteja em seus estágios iniciais.

  • O CBF prioriza a estabilidade a longo prazo

    A decisão de renovar o contrato de Ancelotti antes da Copa do Mundo de 2026 é uma declaração calculada de intenções da CBF. Historicamente, o Brasil é conhecido por sua visão de curto prazo, muitas vezes demitindo treinadores imediatamente após um fracasso na Copa do Mundo. Ao manter Ancelotti até 2030, a CBF está enviando uma mensagem poderosa aos jogadores e ao público: o projeto é maior do que um único verão.

    Rodrigues há muito vê Ancelotti não apenas como um estrategista, mas como uma figura capaz de reformular a cultura da seleção nacional. A federação está empenhada em evitar a incerteza que geralmente assola a equipe após um grande torneio, garantindo que a estrutura técnica permaneça intacta, independentemente do que acontecer na América do Norte. É uma medida ousada que prioriza a estabilidade e dá a Ancelotti o mandato de construir uma dinastia, em vez de apenas uma equipe para um torneio.

  • Brazil v Senegal - International FriendlyGetty Images Sport

    De olho no prêmio na América do Norte

    Com seu futuro agora garantido, Ancelotti pode voltar toda a sua atenção para o desafio imediato da Copa do Mundo de 2026. O Brasil tem amistosos de alto nível marcados contra a França, em Boston, e a Croácia, em Orlando, no mês que vem, jogos que servirão como teste final para seus sistemas táticos antes do início do torneio, em junho.

    A pressão para conquistar o sexto título da Copa do Mundo do Brasil — e o primeiro desde 2002 — continua imensa. No entanto, a perspectiva do torneio de 2030 oferece uma meta de longo prazo tentadora. Se cumprir seu novo contrato, Ancelotti levará o Brasil à Copa do Mundo centenária, potencialmente consolidando seu legado como o maior estrangeiro importado da história do futebol sul-americano. Por enquanto, o foco está nos Estados Unidos, México e Canadá, onde Ancelotti buscará conquistar o único troféu importante que falta em sua coleção.

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