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O ex-técnico do Liverpool, Jurgen Klopp, “não está gostando” do cargo na Red Bull e pode SAIR neste verão

  • Um rápido desmoronamento do grande plano

    Klopp assumiu o cargo de diretor global de futebol da Red Bull em 1º de janeiro de 2025, aproveitando a onda de seu lendário mandato em Anfield. No entanto, apenas 14 meses após o início de seu reinado, o período de lua de mel chegou ao fim. O jornal diário austríaco Salzburger Nachrichten alegou recentemente que há um atrito significativo entre os executivos do conglomerado de bebidas energéticas e o técnico alemão de 58 anos.

    O principal catalisador dessa deterioração no relacionamento seria o baixo desempenho dos principais clubes da marca. O RB Leipzig está atualmente em quinto lugar na Bundesliga, a impressionantes 19 pontos do Bayern de Munique. Essa dificuldade no campeonato nacional é alarmante, dada a agenda mais leve do time após sua ausência nas competições europeias. Além disso, Klopp tem enfrentado críticas ferrenhas por orquestrar a contratação do técnico Ole Werner. A situação é igualmente sombria na Áustria, onde o RB Salzburg sofreu uma eliminação sem cerimônia durante a fase de grupos da Liga Europa, agravada por uma preocupante falta de continuidade na gestão, atribuída diretamente à supervisão de Klopp.

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  • Jürgen Klopp Oliver Mintzlaffgetty

    Executivos se esforçam para manter uma frente unida

    Apesar das evidências crescentes de turbulência nos bastidores, a hierarquia corporativa da Red Bull tentou acalmar a tempestade na mídia. Reconhecendo o potencial dano à marca causado por uma separação prematura, o presidente da Red Bull, Oliver Mintzlaff, acabou por abordar os rumores que circulavam. Em uma defesa veemente do atual regime, Mintzlaff afirmou: “É completamente absurdo e infundado. Estamos satisfeitos com o trabalho de Jurgen Klopp.”

    No entanto, essa demonstração pública de confiança contradiz fortemente a dura realidade que se desenrola em campo. Klopp foi recrutado especificamente para elevar o portfólio esportivo, trazendo uma mentalidade vencedora que permitiria tanto ao Leipzig quanto ao Salzburg se transformarem em forças capazes de conquistar títulos. Com dois terços da campanha atual concluídos, o fracasso em atender a essas elevadas expectativas estratégicas colocou uma enorme pressão sobre a dinâmica de trabalho. O contraste gritante entre a retórica defensiva de Mintzlaff e a insatisfação óbvia detalhada pela mídia local revela uma relação profundamente fraturada no mais alto nível organizacional.

  • A desconexão parisiense e o isolamento estratégico

    As questões estruturais que vão além das fronteiras da Alemanha e da Áustria ilustram ainda mais por que essa parceria pode estar chegando ao fim. A recente aquisição pela Red Bull de uma participação minoritária no Paris FC, juntamente com a família Arnault, deveria ser uma forma de Klopp exercer sua ampla influência. Embora o ex-técnico do Borussia Dortmund tenha sido um espectador frequente do time recém-promovido à Ligue 1, seu envolvimento real em decisões estratégicas vitais tem sido surpreendentemente mínimo.

    Na semana passada, a saída do técnico do Paris FC, Stephane Gilli, expôs essa desconexão. Em vez de aproveitar sua formidável rede de contatos para instalar um estrategista alinhado com a filosofia de alta pressão sinônimo da marca, Klopp permaneceu à margem, como revela uma nova reportagem do L'Equipe. Ele notavelmente não defendeu os ex-funcionários da Red Bull Marco Rose ou Adi Hutter, que estavam disponíveis. Em vez disso, o clube parisiense nomeou Antoine Kombouaré, cujo perfil tático é incompatível com a metodologia estabelecida pela Red Bull.

  • Jurgen Klopp 01172026(C)Getty Images

    A dança das cadeiras e a sombra de Glasner

    Com a aproximação das férias de verão, o término antecipado deste contrato parece cada vez mais inevitável. De acordo com o L'Equipe, a questão fundamental é que Klopp “não está gostando” de suas responsabilidades administrativas gerais, sentindo profundamente falta da emoção diária da preparação tática. Com o passar dos meses, seu desejo de retornar à gestão de primeira linha se intensifica, marcando exatamente vinte meses desde sua emocionante saída de Merseyside. A próxima janela de transferências de verão apresenta um ponto de ruptura natural, permitindo potencialmente que Klopp procure um cargo adequado no banco de reservas de um time de elite.

    Para a Red Bull, o foco pode mudar para o planejamento da sucessão, a fim de garantir que sua infraestrutura esportiva não fique sem rumo antes de uma pré-temporada crucial. O candidato que mais se destaca é Oliver Glasner, que deve estar disponível no verão. O atual técnico do Crystal Palace possui o pedigree tático, a filosofia de pressão e a experiência na Bundesliga necessários para supervisionar a rede. 

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