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CM Grafica san siro stadio inter milan 2026
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Novo San Siro, primeiro passo para a construção: bilheteria Sul foi demolida

A notícia foi divulgada ontem pelo jornal *La Repubblica*: o vereador Enrico Fedrighini, que há muito tempo acompanha de perto o caso do San Siro e as transformações da área, relatou que as primeiras escavadeiras entraram em ação nas proximidades do Meazza. Escavações em diversos pontos, o Parque dos Capitães fechado ao público e uma escavadeira trabalhando na área da bilheteria sul, que foi demolida.



Enquanto isso, o Tribunal Administrativo Regional (TAR) da Lombardia deverá determinar se a venda do estádio e dos terrenos circundantes aos dois clubes ocorreu em conformidade com as normas. Os juízes reuniram em uma única audiência os cinco recursos apresentados por cidadãos, associações e comitês contrários à operação. A decisão é esperada dentro de 60 dias e poderá, de qualquer forma, ser contestada perante o Conselho de Estado. Do desfecho do litígio dependerão os prazos e as perspectivas de todo o projeto.

  • PRIMEIRO PASSO

    Estamos diante da primeira etapa preparatória para a construção do novo estádio, que será de propriedade do Milan e do Inter. Toda a área está sendo preparada com antecedência para o início das obras, que devem começar no próximo ano.


    Algumas instalações de serviço do atual Meazza, de fato, interfeririam nas futuras manobras necessárias para dar início às obras. A bilheteria sul será substituída por uma estrutura temporária.

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  • A DENÚNCIA DO VEREADOR

    “Após o término da audiência no TAR sobre os recursos contra a operação Meazza, corri até o San Siro e descobri um pedaço do território de Milão que vem sendo progressivamente subtraído do controle das instituições municipais, com a aprovação dessas mesmas instituições”, escreve Fedrighini em suas redes sociais. O vereador explica que o parque urbano estaria cercado e inacessível por algumas semanas, com placas “anônimas” indicando o fechamento da área “aguardando remediação” genérica. Também na Via dei Piccolomini estariam em andamento obras. “Iniciar obras de demolição de uma estrutura existente, nessa situação, sem documentos de autorização expostos publicamente, me parece uma aberração”, comenta ele, explicando que, no local, a bilheteria sul teria sido demolida.

    “Nenhum aviso nem placa de autorização, nenhum nome da empresa responsável pelas obras. Nem mesmo uma das SCIA pelas quais Milão se tornou tristemente famosa”, prossegue Fedrighini, contando que também conversou com alguns policiais locais: “Desculpe, policial, mas aqui falta a placa de canteiro de obras indicando o tipo de obra em andamento, os dados da licença, a empresa contratada e os responsáveis pela segurança. É uma área de uso público. Como podem trabalhar nessa situação?”

  • O PARQUE DOS CAPITÃES ESTÁ FECHADO

    Na mesma área, o Parque dos Capitães também foi fechado ao público. As cercas indicam que a medida foi adotada por motivos de segurança e enquanto se aguarda a realização das atividades de remediação. As investigações diagnósticas encomendadas pelo Inter e pelo Milan por meio da empresa proprietária do estádio teriam, de fato, detectado no solo a presença de substâncias que não estão em conformidade com a legislação ambiental. Segundo especialistas do setor, não se trataria de agentes altamente nocivos, mas de materiais que, de qualquer forma, exigem uma intervenção. A descoberta levantou questionamentos também porque a documentação entregue anteriormente pela prefeitura aos clubes — baseada, porém, em análises realizadas há vários anos — descrevia a área como em conformidade com as normas ambientais. Até o momento, não foi indicada uma data para a reabertura do parque. O projeto prevê que o novo estádio seja concluído até 2031. Antes das grandes obras, porém, o Inter e o Milan terão de superar uma etapa decisiva: a decisão dos juízes administrativos sobre a legitimidade da operação que lhes concedeu o San Siro.

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