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Infantino(C)Getty Images

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Nova facada atinge o coração da FIFA e Infantino

A Federação Internacional dos Jogadores Profissionais (FIFPRO) atacou os dirigentes da FIFA, afirmando que a retirada do projeto de privatização da Copa do Mundo não encerra a crise, mas sim revela uma profunda falha na governança.

A FIFPRO esclareceu, em comunicado publicado em seu site oficial, que o recuo do projeto da FIFA era algo inevitável, mas isso não apaga o fato de que a Federação Internacional elaborou um plano que teria alterado de forma permanente a propriedade e a governança da Copa do Mundo.

A federação considerou que o ocorrido não representa apenas uma falha de governança, mas sim um grave abuso no uso das prerrogativas do presidente da FIFA.

A FIFPRO também criticou o comunicado emitido pela reunião da FIFA em Rabat, considerando que ele não tratou do cerne da crise, limitando-se a reduzi-la aos "procedimentos e meios de comunicação" que precisam de aprimoramento, apesar de a FIFA reconhecer a ocorrência de erros.

O comunicado apontou que a afirmação da FIFA de que todos os procedimentos foram realizados "de acordo com o marco regulatório da Federação Internacional" não representa uma defesa da instituição, mas sim uma condenação direta ao atual sistema de governança, pois ele permite a elaboração de projetos dessa magnitude em total sigilo e o seu ocultamento das partes por eles afetadas até que sejam vazados.

  • InfantinoGetty Images

    A FIFPro rejeita o alerta da FIFA e exige reformas

    A FIFPro também rejeitou a advertência da FIFA de que "não tolerará quaisquer ataques à sua integridade", enfatizando que a fiscalização da governança do futebol não é um ataque, mas sim uma responsabilidade que recai sobre todos os que contribuem para proteger o esporte.

    Acrescentou que qualquer revisão interna que apresente seus resultados ao próprio conselho que foi ignorado nesta questão não pode ser considerada uma solução real, exigindo o envolvimento dos jogadores, de seus representantes e das partes interessadas no futebol profissional em qualquer processo de revisão futuro.

    Afirmou que o memorando de entendimento que assinou com a FIFA há algumas semanas foi um passo positivo, porém a crise do projeto FFE provou que ele é insuficiente para proteger os jogadores e o esporte de decisões unilaterais.

    A FIFPro exigiu um conjunto de reformas, com destaque para a integração da plataforma global de diálogo social como parte permanente e vinculante do sistema de governança da FIFA, bem como a obrigação legal da FIFA de consultar as partes interessadas nas grandes decisões, como o calendário de jogos internacionais e a ampliação dos torneios.

    Também exigiu que se concedesse aos representantes do futebol profissional o direito de voto dentro do conselho da FIFA, com o reconhecimento oficial da FIFPro como representante global dos jogadores.

    A Federação Internacional dos Jogadores Profissionais revelou que enviou uma carta oficial à direção da FIFA contendo essas exigências, assinada pelo presidente da FIFPro juntamente com os presidentes de todas as federações regionais a ela vinculadas na África, Ásia-Oceania, Europa, América do Sul e América Central e do Norte.

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