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Notas de Brasil x Noruega: Haaland decide, seleção cai nas oitavas e decepciona em mais uma Copa

O Brasil controlou o início, desperdiçou a chance de abrir o placar e pagou caro. Na primeira etapa, Bruno Guimarães cobrou mal o pênalti conquistado por Matheus Cunha, Nyland defendeu com tranquilidade, e o goleiro norueguês ainda salvaria mais duas vezes antes do intervalo.

No segundo tempo, Ancelotti ousou com Neymar e Endrick: o jovem perdeu chance clara cara a cara com o goleiro, mas quem decidiu foi Haaland. Dois gols nos últimos dez minutos do tempo regulamentar, aos 34 e 44, para decretar a eliminação. Neymar descontou de pênalti nos acréscimos, mas era tarde demais.

Com a derrota por 2 a 1, o Brasil se despede da Copa do Mundo de 2026 nas oitavas de final, pior campanha desde 1990, quando caiu para a Argentina na mesma fase. A seleção segue sem vencer a Noruega na história: cinco confrontos, três derrotas e dois empates. Em 2030, completará 28 anos sem título mundial, o maior jejum do país no torneio.

Abaixo, veja a nota dos jogadores do Brasil na partida.

  • Brazil v Norway: Round of 16 - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    Goleiro e Defesa

    Alisson (4/10):

    Seguro em boa parte dos momentos em que foi exigido, fez defesas importantes ao longo da partida. Não teve culpa nos gols de Haaland, o primeiro foi de cabeça em cruzamento perfeito, o segundo rasteiro e cruzado com muito espaço, mas a seleção precisava de mais do que ele pôde oferecer.

    Danilo (2/10):

    Apático ofensivamente e insuficiente na marcação. Sofreu com as investidas de Schjelderup no segundo tempo, que resultaram no cruzamento do primeiro gol norueguês, e não conseguiu bloquear a finalização de Haaland no segundo.

    Marquinhos (4/10):

    Capitão discreto em uma noite em que a liderança fez falta. Pouco exigido pelo sistema norueguês de construção, mas também pouco presente nos momentos em que o Brasil precisava de organização defensiva.

    Gabriel Magalhães (3/10):

    Tinha a missão de parar Haaland, e cumpriu bem no primeiro tempo. Na segunda etapa, foi engolido pelo artilheiro norueguês nos dois gols decisivos, perdendo os duelos no pior momento possível.

    Douglas Santos (4/10):

    Não comprometeu na defesa e tentou combinar com Vinícius Júnior pela esquerda em algumas oportunidades, mas sem efetividade real.

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    Meio-campo

    Casemiro (3/10):

    Mais uma partida sofrendo no meio-campo, com dificuldades para acompanhar a movimentação norueguesa e chegar às segundas bolas. Ficou marcado pela cotovelada de Ostigaard que gerou o pênalti nos acréscimos.

    Bruno Guimarães (2/10):

    A noite que não vai esquecer tão cedo. Perdeu o pênalti no primeiro tempo em cobrança fraca e sem convicção, num momento em que o gol poderia ter mudado o rumo do jogo. Pouco apareceu ofensivamente enquanto esteve em campo.

    Gabriel Martinelli (3/10):

    Fez o gol da classificação contra o Japão e foi a aposta de Ancelotti para substituir Paquetá. Passou despercebido durante toda a partida, sem impactar nem pelo lado esquerdo nem no apoio ao ataque.

  • Brazil v Norway: Round of 16 - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    Ataque

    Rayan (4/10):

    Faltou a ousadia que o trouxe à Copa. Criou poucas situações individuais pela direita e não conseguiu fazer a diferença quando o Brasil precisava de criatividade para furar o bloqueio norueguês.

    Matheus Cunha (4/10):

    Cumpriu o papel de centroavante que marca e pressiona mais do que finaliza, e foi ele quem sofreu o pênalti do primeiro tempo. Pouco além disso.

    Vinícius Júnior (6/10):

    O mais perigoso do Brasil na maior parte do jogo. Realizou bons dribles e foi o jogador que mais incomodou a defesa norueguesa, mas abusou das jogadas individuais em momentos que pediam simplicidade. Não converteu as chances que criou.

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    Substitutos e Treinador

    Endrick (3/10):

    Entrou bem, com energia e disposição, e teve a chance mais clara da seleção no segundo tempo, cara a cara com Nyland, tocou na saída do goleiro, mas a bola foi para fora. Em um jogo que o Brasil precisava de um herói, faltou o detalhe.

    Neymar (4/10):

    Converteu o pênalti nos acréscimos com categoria, mas apareceu no jogo quando a eliminação já era quase certa. Nos minutos finais, perdeu a cabeça e se envolveu em confusão com jogadores noruegueses, imagem que finaliza sua história na seleção.

    Danilo Santos (4/10):

    Entrou para dar mais equilíbrio ao meio-campo, mas não deixou marcas e pouco fez.

    Éderson (4/10):

    Também não conseguiu impactar em sua entrada, passou em branco durante a parte final.

    Carlo Ancelotti (2/10):

    A pior partida de uma Copa que já não convencia. O Brasil foi pouco objetivo no primeiro tempo, repetindo os problemas vistos contra Japão e Marrocos, e Ancelotti não encontrou soluções táticas para desorganizar a Noruega. As substituições no segundo tempo chegaram sem o impacto necessário para mudar a partida.

    Apesar de ter pouco tempo de trabalho dentro do ciclo, Ancelotti termina a Copa em um vazio de ideias e convicções, que pouco respondem às expectativas criadas desde sua chegada ao comando da seleção.