Quando o francês Hervé Renard apareceu em sua primeira coletiva de imprensa como técnico da seleção da Tunísia, antes do confronto contra o Japão na Copa do Mundo de 2026, ele fez questão de moderar rapidamente as expectativas, afirmando: “Não sou mágico; não existe magia no futebol”.
Uma declaração que parece lógica à primeira vista, especialmente porque o técnico assumiu o cargo em circunstâncias excepcionais, após a decisão da Federação Tunisiana de demitir a comissão técnica anterior logo após a primeira rodada do campeonato.
No entanto, essas palavras trouxeram à memória uma experiência muito recente vivida por Renard com a seleção saudita, quando ele utilizou praticamente a mesma mensagem antes do início de seu segundo mandato — experiência que terminou de forma totalmente distante das ambições.
Entre as lembranças da Arábia Saudita e as esperanças da Tunísia, surge uma questão importante: será que Renard se depara com um cenário semelhante, ou será que, desta vez, ele conseguirá mudar o desfecho?


