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“Não sou mágico”... Será que a Tunísia vai saborear o título do “Copo Negro” de Renard?

Quando o francês Hervé Renard apareceu em sua primeira coletiva de imprensa como técnico da seleção da Tunísia, antes do confronto contra o Japão na Copa do Mundo de 2026, ele fez questão de moderar rapidamente as expectativas, afirmando: “Não sou mágico; não existe magia no futebol”.

Uma declaração que parece lógica à primeira vista, especialmente porque o técnico assumiu o cargo em circunstâncias excepcionais, após a decisão da Federação Tunisiana de demitir a comissão técnica anterior logo após a primeira rodada do campeonato.

No entanto, essas palavras trouxeram à memória uma experiência muito recente vivida por Renard com a seleção saudita, quando ele utilizou praticamente a mesma mensagem antes do início de seu segundo mandato — experiência que terminou de forma totalmente distante das ambições.

Entre as lembranças da Arábia Saudita e as esperanças da Tunísia, surge uma questão importante: será que Renard se depara com um cenário semelhante, ou será que, desta vez, ele conseguirá mudar o desfecho?

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    Uma frase que se repete... e as lembranças voltam

    A frase “Não sou mágico” não era novidade para os torcedores do futebol árabe, já que Renard havia usado o mesmo argumento quando voltou a treinar a seleção saudita em seu segundo mandato, afirmando na época que a mudança na situação não aconteceria da noite para o dia.

    No entanto, o que aconteceu depois não tranquilizou a torcida saudita: a seleção enfrentou dificuldades tanto em termos de resultados quanto de desempenho e parecia incapaz de apresentar uma identidade clara em campo, apesar de contar com um grupo de jogadores que já havia alcançado bons resultados em épocas anteriores.

    Com o passar do tempo, as críticas ao técnico francês aumentaram, não apenas por causa dos resultados, mas também pela falta de evolução técnica e pela ausência de um projeto claro que devolvesse a seleção verde à competitividade da maneira esperada.

    Por isso, a repetição do mesmo cenário com a Tunísia reabriu as comparações entre as duas experiências, especialmente porque o técnico volta a enfrentar circunstâncias complexas e pressões significativas desde o primeiro dia.

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    Arábia Saudita... Uma segunda viagem que terminou em grande decepção

    Se o primeiro mandato de Renard à frente da seleção saudita lhe rendeu uma posição excepcional entre a torcida, o segundo seguiu um rumo totalmente diferente.

    A seleção saudita, durante esse período, apresentou um desempenho instável e sofreu uma série de resultados negativos que levantaram muitos questionamentos sobre a capacidade do técnico de repetir seus sucessos anteriores.

    A crise não se limitou apenas aos resultados, mas se estendeu ao aspecto técnico: a Seleção Verde parecia, em muitos jogos, sem uma identidade clara, oscilando entre diferentes estilos de jogo sem se estabelecer em uma identidade específica em campo.

    Com o contínuo declínio, a Federação Saudita tomou a decisão de demitir o técnico francês apenas cerca de um mês e meio antes do início da Copa do Mundo, em uma medida que refletiu o tamanho da decepção com o resultado dessa segunda experiência, que ficou muito aquém das expectativas.

  • Será que a situação é diferente na Tunísia?

    Apesar de todas as comparações, as circunstâncias continuam relativamente diferentes para a seleção tunisiana. Frinard assumiu o cargo durante o próprio torneio, o que significa que o tempo disponível para ele é muito menor do que em qualquer projeto de treinamento normal.

    Por outro lado, essa situação o coloca sob uma pressão ainda maior. A torcida tunisiana não espera desculpas, mas sim soluções rápidas que ajudem a seleção a permanecer na disputa.

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    E o técnico francês está ciente de que seu sucesso ou fracasso nessa aventura pode ser decidido em apenas algumas partidas, especialmente porque a Copa do Mundo não dá aos técnicos o luxo do tempo nem a oportunidade de corrigir erros a longo prazo.

    Por isso, a frase “Não sou mágico” parece realista do ponto de vista lógico, mas, ao mesmo tempo, causa preocupação em parte da torcida, que se lembra de como a experiência saudita começou com mensagens semelhantes antes de terminar em grande decepção.

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