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“Não pode vender mais ninguém” – Desespero de Martín Anselmi no Botafogo vai em contramão ao defendido por John Textor

Na entrevista coletiva realizada após a derrota por 1 a 0 para o Fluminense, pela terceira rodada do Brasileirão de 2026, o técnico do Botafogo, Martín Anselmi, não escondeu o abatimento. A equipe alvinegra teve péssima exibição, mesmo atuando com um jogador a mais em quase todo o segundo tempo, e ainda viu o goleiro Neto falhar mais uma vez no belo gol marcado por Lucho Acosta.

Muito além da derrota para o rival e da péssima atuação, o Botafogo ainda viu mais dois jogadores ingressarem em sua extensa lista de lesionados: o meio-campista Allan precisou ser substituído, ainda no primeiro tempo, e Danilo, melhor jogador alvinegro neste início de ano, deixou o gramado mancando. Em ambos os casos, os atletas sentiram a coxa.

Perguntado sobre a possibilidade de o Botafogo negociar Álvaro Montoro e Danilo, Anselmi foi direto: “O Botafogo não pode vender um só mais jogador. É simples. Está claro o que está acontecendo. Não pode mais vender um jogador. Não sou dono do clube, não decido essas coisas. Mas no meu ponto de vista o Botafogo não pode vender mais ninguém”, disse.

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  • Botafogo v Corinthians - Brasileirao 2025Getty Images Sport

    O Botafogo Way de John Textor

    Dá para entender Anselmi. E seu desespero ecoa o do torcedor botafoguense. Ao longo deste início de temporada, o “elenco curto” do Botafogo foi tema constante, assim como o transfer ban que impedia o clube de fazer e inscrever suas contratações – situação resolvida após John Textor aportar dinheiro pego por empréstimo a juros altíssimos com os fundos Hutton Capital e GDA Luma.

    Danilo e Allan, os mais novos lesionados, se juntam a uma lista que já tinha Bastos (zagueiro), Chris Ramos (atacante), Kaio Pantaleão (zagueiro), Marçal (zagueiro), Mateo Ponte (lateral improvisado como zagueiro) e Santi Rodríguez (meia). As opções para escalar um time titular competitivo vão se esvaindo, especialmente com lacunas na zaga e no meio-campo.

    Uma dúvida após as falas do técnico argentino é a seguinte: será que ele não sabia que, no Botafogo de Textor, as coisas funcionam assim? Com jogadores em alto fluxo de saída? Depois do mágico 2024, John Textor vendeu Luiz Henrique, Thiago Almada, Gregore, John, Jair Cunha, Igor Jesus, Marlon Freitas, Savarino e muitos outros.

    Antes do jogo contra o Cruzeiro, vencido por 4 a 0 logo na estreia deste Brasileirão, vazou a notícia de que Textor, imerso em crise em suas Eagles e vendo a SAF alvinegra rapidamente com dívidas chegando a R$ 1 bilhão, chegou a detalhes de vender Montoro e Danilo, os dois melhores jogadores do time, para o Nottingham Forest. O negócio não teria acontecido graças a uma decisão judicial da Justiça do Rio de Janeiro, acatando pedido da ala social do Botafogo proibindo a venda de novos jogadores naquele momento. Foi o que ainda motivou a pergunta respondida por Anselmí, sobre novas vendas sendo realizadas.

    Embora insista em falar sobre o “Botafogo Way” como um estilo de jogo ofensivo e competitivo, é inegável que outra faceta deste mesmo Botafogo Way é estar com portas abertas para negociar jogadores, de maneira tão intensa que foge até mesmo do normal para um futebol exportador, como é o brasileiro. E isso fica mais intensificado em momento de grave crise financeira da SAF.

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  • Botafogo v Cruzeiro - Brasileirao 2026Getty Images Sport

    Promessas descumpridas?

    Em meio a esta realidade, dá para afirmar que Martín Anselmi poderia ter em mãos informações lhe dizendo que o Botafogo de Textor é um clube que não consegue segurar seus melhores nomes. Ou será que o argentino acreditou em promessas que podem ter sido feitas pelo empresário norte-americano, que chegou até mesmo a postar uma montagem fantasiado como Papai Noel, prometendo várias contratações e um time competitivo?

    A realidade fora das promessas mostra um elenco sem goleiros confiáveis e uma longa lista de desfalques que pode fazer com que até jogadores da base tenham que ser utilizados, de maneira improvisada, nas próximas partidas. A crise financeira da SAF é notícia constante, com demissões sendo feitas em busca de um corte de gastos dentro do clube.

    O Botafogo precisa de dinheiro e Textor é bem ativo para negociar seus melhores jogadores. O desespero de Anselmi (e da torcida alvinegra) vai em direção contrária ao que o dono da SAF alvinegra historicamente faz. A temporada 2026 promete ainda muito drama e pode dar muitos sustos aos botafoguenses... e a Martín Anselmi, que após apenas sete partidas já começa a demonstrar insatisfações com o que tem para trabalhar.

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