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Messi, Rodri e seis estrelas árabes... Como eles recuperaram o brilho na Copa do Mundo de 2026?

A Copa do Mundo sempre foi mais do que apenas um torneio para definir o campeão; é o palco que dá às estrelas a oportunidade de reescrever suas histórias e virar o jogo após temporadas que ficaram aquém das expectativas.

Na edição de 2026, vários jogadores aproveitaram o torneio para recuperar o brilho, depois de terem chegado a ele em meio a críticas, lesões ou queda de rendimento, antes de partirem tendo se reapresentado diante do mundo.

  • Lionel Messi... Uma lenda sem fim

    Com o Inter de Miami na MLS, Messi passou por uma temporada irregular devido às lesões físicas que o afastaram de várias partidas; além disso, sua equipe não conseguiu chegar às fases eliminatórias da liga em uma das etapas dessa nova experiência, o que levantou dúvidas sobre sua capacidade de manter o mesmo ritmo decisivo que a torcida conheceu no Barcelona e em Paris.+1

    Mas, com a seleção argentina na Copa do Mundo de 2026, pareceu que todo esse alvoroço não fazia sentido diante de um jogador que continua quebrando recordes históricos; ele elevou sua contagem para 21 gols em toda a sua trajetória na Copa do Mundo, superando o recorde de Miroslav Klose, além de ter reforçado seu recorde de assistências, tornando-se o jogador com o maior número de contribuições ofensivas na história da competição.

    Nesta edição, Messi marcou oito gols durante a trajetória da Argentina até a final, incluindo um hat-trick histórico contra a Argélia que o tornou o jogador mais velho a marcar um hat-trick na Copa do Mundo, além de uma sequência sem precedentes de prêmios de “Melhor Jogador da Partida”, que consolidaram sua imagem como um ícone da permanência no topo, apesar da idade avançada.

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  • Rodri... Da lesão ao trono mundial

    A temporada de Rodri no Manchester City foi uma das mais difíceis de sua carreira; uma lesão no ligamento cruzado, em setembro de 2024, pôs fim à histórica sequência invicta que ele conquistou com sua equipe e fez com que a queda em sua preparação física e a concorrência acirrada no meio-campo levantassem dúvidas sobre sua capacidade de voltar ao nível da Bola de Ouro que conquistou em 2024.

    Na Copa do Mundo, parecia que Rodri via o torneio como um palco para reafirmar que é o melhor volante do mundo; disputou sete partidas completas pela Espanha, totalizando 627 minutos sem que a baliza de sua equipe fosse balançada mais do que uma vez, com uma superioridade estatística clara como o jogador com mais toques na bola do torneio (794 toques), mais passes completados (655) e mais passes decisivos para romper as linhas de pressão.

    Na semifinal contra a França, ele fez uma partida que pode ser descrita como perfeita; venceu o dobro de duelos em comparação com o meio-campo da França, formou um triângulo defensivo com Laporte e Kubarsi que fechou o espaço na profundidade diante de Mbappé e Dembélé, e cortou os espaços antes que se transformassem em oportunidades reais de gol, em uma partida em que o goleiro da Espanha quase não precisou defender nenhuma bola perigosa. reuters

    A conquista do título pela Espanha sobre a Argentina na final trouxe consigo a Bola de Ouro (melhor jogador do torneio) para Rodri, uma conquista que lhe devolveu o prestígio que havia perdido devido à lesão.

  • Mohamed Salah... A restauração da prestígio do Rei

    No Liverpool, os números de Mohamed Salah nesta temporada ficaram aquém de seus níveis recordes; tanto as análises de dados quanto a imprensa inglesa concordaram em descrever a temporada 2025-2026 como a mais fraca dele em Anfield em termos de número de gols, número de chutes e presença na área de pênalti, com críticas contundentes de ex-jogadores e jornalistas sobre seu declínio físico e seu papel defensivo.

    Mas, com a seleção egípcia, Salah escreveu um novo capítulo na história dos Faraós; liderou a seleção à primeira vitória em toda a história de suas participações na Copa do Mundo, após 92 anos de espera, quando reverteu o placar contra a Nova Zelândia para uma vitória por 3 a 1, marcando um belo gol e cobrando uma falta que, após cabeçada de Mahmoud Trezeguet, resultou no terceiro gol que selou a vitória.

    Salah também levou os Faraós a superar a Austrália nas oitavas de final, antes de serem eliminados com dificuldade pela Argentina em uma partida polêmica, em uma participação na Copa do Mundo que constituiu a resposta prática àqueles que consideravam sua carreira encerrada.

    O jogador provou que ainda é capaz de carregar uma seleção inteira em um palco mundial, e que o relativo recuo no clube não apaga sua influência de liderança nos momentos decisivos.

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  • Jude Bellingham... A Copa do Mundo dissipa as dúvidas do Real Madrid

    Após sua primeira temporada excepcional com o Real Madrid, o brilho de Jude Bellingham diminuiu relativamente durante a temporada 2025-2026, depois que as lesões afetaram sua continuidade, e seus números caíram em comparação com seu início impressionante, o que o expôs a críticas da mídia espanhola, que questionou sua capacidade de recuperar o nível que chamou a atenção em sua primeira temporada com a camisa do “Merengue”.

    Mas Bellingham escolheu responder no maior palco do futebol: na Copa do Mundo de 2026, ele se tornou o verdadeiro líder da seleção da Inglaterra e marcou 7 gols, conquistando a Chuteira de Bronze.

    Sua marca não se limitou aos gols; ele foi, ao lado de Harry Kane, um dos principais motores da seleção inglesa, graças aos seus deslocamentos entre as linhas e à sua capacidade de liderar as jogadas ofensivas, confirmando-se como um dos jogadores mais influentes do torneio.

    Esta edição da Copa do Mundo trouxe Bellingham de volta ao centro das atenções, depois que ele provou que o que passou no Real Madrid não passou de um recuo temporário causado por lesões, e que continua sendo um dos jogadores mais destacados do mundo, capaz de assumir a responsabilidade de liderar uma seleção que disputa os maiores títulos.

  • Imam Ashour... o rebelde que voltou a brilhar

    Entre uma lesão na clavícula, problemas disciplinares no Al-Ahly e multas recordes, a temporada de Imam Ashour parecia complicada, mas o meio-campista egípcio mostrou-se de forma diferente na Copa do Mundo. 

    Ele marcou um gol espetacular contra a Bélgica e apresentou um desempenho excepcional, o que o tornou um dos jogadores mais destacados da seleção egípcia, trazendo seu nome de volta ao centro das atenções após meses difíceis.

  • Yassine Bono... um goleiro de mil

    Na Copa do Mundo, Bono voltou ao cenário mundial de forma estrondosa; nas oitavas de final, ele levou o Marrocos à vitória sobre a Holanda nos pênaltis, ao defender um pênalti decisivo de Crescêncio Summerfield e dar à sua seleção a vantagem em uma disputa que terminou com a classificação dos Leões do Atlas.

    Nas quartas de final contra a França, e apesar da derrota do Marrocos por dois gols, Bono roubou a cena ao defender um pênalti de Kylian Mbappé, além de outras seis defesas que reduziram a diferença no placar e mantiveram a equipe na disputa até os últimos minutos.

    Com isso, Bono sacudiu a poeira de uma temporada decepcionante no Al-Hilal, na qual recebeu algumas críticas, após a perda dos títulos do Campeonato Nacional e da Liga dos Campeões da Ásia.

  • Unai Simón responde com a Luva de Ouro

    O goleiro do Athletic de Bilbao não teve sua melhor temporada antes da Copa do Mundo; Reportagens espanholas falaram sobre pressões em relação à sua vaga na seleção devido ao surgimento de nomes como David Raya e Juan García, com menção ao fato de que ele passou por uma temporada difícil na liga em termos de estatísticas individuais, o que levou parte da torcida a questionar se ele continuaria sendo o goleiro titular da seleção.

    Na Copa do Mundo, Simón respondeu a todas essas dúvidas com um desempenho quase perfeito; Ele disputou sete partidas completas pela Espanha, nas quais sofreu apenas um gol, encerrando o torneio com seis jogos sem sofrer gols e, no final, conquistou a Luva de Ouro como melhor goleiro da competição — uma conquista que consagra seu papel como um dos pilares do projeto de Luis de la Fuente.

    O equilíbrio que Simón proporcionou à linha defensiva, aliado ao seu papel na construção do ataque a partir da defesa, fez dele parte integrante da história do domínio espanhol no torneio e reavaliou sua imagem aos olhos da torcida de Bilbao, que percebeu que as críticas que ele recebe no clube não refletem seu verdadeiro valor quando joga dentro de um sistema defensivo forte e organizado.

  • Kokoria e Pedro Boro... Da crítica ao elogio

    Mark Cucurella sofreu críticas constantes no Chelsea, enquanto Pedro Porro não foi um dos destaques da temporada do Tottenham, que escapou do rebaixamento por pouco; no entanto, a dupla teve uma atuação excepcional com a Espanha.

    O lateral, recém-contratado pelo Real Madrid, jogou 717 minutos em sete partidas, realizou 98 pressões bem-sucedidas e recuperou a bola em 18 ocasiões, com uma precisão de passe de 92%, em um torneio em que a seleção de seu país sofreu apenas um gol.

    O desempenho de Koke na Copa do Mundo o redefiniu como um zagueiro em quem se pode confiar nos próximos anos, especialmente com o crescente reconhecimento de seu papel na condução da bola a partir da defesa e seu equilíbrio entre as tarefas defensivas e o aumento da eficácia ofensiva por meio de seus cruzamentos.

    Já Boro se tornou uma história de sucesso completa; ele começou o torneio disputando a posição com Marcos Llorente, mas conquistou o lugar graças a um desempenho cada vez melhor.

    Boro marcou seu primeiro gol pela seleção nas oitavas de final contra a Áustria, antes de repetir a dose na semifinal contra a França com um chute forte de fora da área após uma jogada combinada com Dani Olmo, selando a vitória por 2 a 0 e recebendo o prêmio de melhor jogador da partida, além de apresentar um desempenho defensivo sólido, com um grande número de intervenções bem-sucedidas e bolas interceptadas.

  • Onahi derrota os canadenses

    Em sua temporada pelo Girona, Ezzedine Ounahi não figurava entre os principais astros da Europa, mas encerrou a temporada com boas estatísticas (sete gols e quatro assistências em 35 partidas), embora sua avaliação geral tenha ficado mais próxima da de um meio-campista esforçado em um time mediano, longe dos holofotes dos grandes clubes.

    A recuperação do brilho aconteceu na Copa do Mundo; assim como ocorreu no Catar, Ezzedine começou o torneio desempenhando um papel tático importante contra o Brasil, a Escócia e o Haiti, onde demonstrou grande capacidade de resistir à pressão e criar oportunidades, antes da noite contra o Canadá nas oitavas de final, quando marcou dois gols que garantiram a vitória do Marrocos por 2 a 0, com uma atuação completa que incluiu dribles bem-sucedidos, passes precisos e recuperações de bola no meio-campo.

    Esse desempenho provavelmente o colocará de volta no radar dos clubes que buscam um meio-campista capaz de combinar trabalho físico com toque técnico, em meio a repetidas especulações na imprensa de que ele tomará uma decisão sobre seu futuro após o término da Copa do Mundo, o que torna o torneio uma porta de entrada em potencial para sua transferência para um clube maior ou uma liga mais competitiva.

  • Haitham Hassan se apresenta ao mundo

    Haitham Hassan chegou à Copa do Mundo longe dos holofotes, após uma temporada bastante comum com o Real Oviedo, que havia sido rebaixado da La Liga, mas aproveitou a oportunidade e apresentou um desempenho excepcional com a camisa da seleção egípcia, graças à sua velocidade e habilidade nos confrontos individuais, tornando-se uma das maiores surpresas dos Faraós no torneio.

    Após seu desempenho impressionante na derrota por 2 a 3 para a Argentina, nas oitavas de final, vários relatos indicaram o interesse de clubes europeus nele, com destaque para o Celtic, da Escócia. Se essa transferência se concretizar, será um verdadeiro trampolim para a carreira do astro egípcio de 24 anos.

  • A Copa do Mundo traz Al-Oweis de volta ao Al-Hilal

    A temporada de Mohammed Al-Owais não foi das melhores em termos de estabilidade, já que ele ficou afastado dos gramados com o Al-Hilal, antes de ser emprestado ao Al-Ula em busca de uma oportunidade de jogar e recuperar o ritmo das partidas.

    Parecia que o goleiro da seleção nacional havia perdido o espaço que conquistou ao longo dos últimos anos, especialmente diante da forte concorrência pela vaga de goleiro titular.

    Mas a Copa do Mundo de 2026 mudou completamente o cenário: Al-Oweis recuperou seu melhor nível e apresentou uma série de atuações sólidas pela seleção saudita, destacando sua vasta experiência em lidar com partidas importantes, além de defesas decisivas que trouxeram de volta à memória seu brilho na Copa do Mundo de 2022.

    O impacto do torneio não se limitou ao aspecto técnico, pois seu brilhantismo refletiu-se rapidamente em seu futuro: o Al-Hilal decidiu recuperá-lo após o término do empréstimo, dando-lhe a Copa do Mundo como uma nova oportunidade de reviver sua carreira e voltar aos holofotes.

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