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Luis Enrique avisa Chelsea, Liverpool e companhia que o PSG não tem medo, pois “todos sabem” que eles podem ganhar a Liga dos Campeões novamente
Enrique abraça o desafio de defender o título europeu
Apesar do caminho difícil até à final em Budapeste, o ex-treinador do Barcelona não se deixa intimidar pelo calibre dos adversários que o aguardam. O sorteio na sede da UEFA em Nyon não foi particularmente favorável ao gigante francês. Se conseguirem superar a complicada eliminatória dos oitavos-de-final contra o Chelsea, da Premier League, enfrentarão o vencedor do confronto entre o Galatasaray e o Liverpool. Além disso, uma possível semifinal contra gigantes como Real Madrid, Manchester City ou Bayern de Munique se aproxima. No entanto, Enrique está abraçando o desafio, afirmando que o “fator medo” mudou a favor dos parisienses, que buscam defender seu título no cenário continental.
AFPOs atuais campeões não têm medo
Em declarações à imprensa logo após a confirmação dos confrontos, Enrique destacou a mudança na percepção em relação à sua equipe. O técnico está plenamente ciente de que as expectativas aumentaram, mas vê isso como uma prova do progresso alcançado sob sua orientação.
“É diferente do ano passado, quando ninguém acreditava que poderíamos vencer a Liga dos Campeões. Hoje, todos sabem que podemos vencer esta competição”, explicou. “Para isso, precisamos melhorar nosso desempenho, estamos cientes disso. Mas o que vimos é positivo e precisamos nos acostumar com as diferentes circunstâncias.”
O PSG teve que superar vários obstáculos táticos ao longo de uma campanha exigente, mas continua sendo o time a ser batido. Enrique apontou a resistência mental dos jogadores como um trunfo importante.
Enrique afirmou: “O que me deixa otimista é ver a capacidade da equipe de lidar com os problemas encontrados nesta temporada. Durante a temporada, mostramos muitas vezes o que nossa equipe era. Jogamos muitos jogos bons. Estatisticamente, é ainda melhor em certos aspectos. Estou feliz com a forma como nos preparamos para os jogos, como atuamos. A equipe mostra sua capacidade de superar situações difíceis e problemas.”
Um reencontro com Chelsea
O obstáculo imediato para o PSG é um adversário conhecido, o Chelsea. O clube londrino detém uma vantagem psicológica recente, tendo derrotado os parisienses por 3 a 0 na final da Copa do Mundo de Clubes nos Estados Unidos, graças ao papel de destaque de Cole Palmer. Embora alguns possam ver a próxima partida como uma chance de redenção, Enrique foi rápido em descartar qualquer narrativa de uma revanche. Ele prefere olhar para frente em vez de se concentrar nas derrotas passadas, focando-se no prestígio do confronto contra um dos melhores times da Inglaterra.
Seu foco continua sendo puramente no presente, tratando a partida contra o Chelsea como mais um obstáculo em sua busca pela glória europeia. Para Enrique, a identidade do adversário é secundária em relação ao objetivo final de manter o status do PSG no topo do futebol mundial, independentemente dos resultados anteriores em diferentes formatos.
“Estou muito feliz, como sempre. Será fascinante jogar contra um dos melhores times e que conhecemos bem. Não há sentimento de vingança, são competições diferentes”, comentou o técnico do PSG.
AFPConfiança no projeto PSG
A chave foi descrita por muitos como a “chave da morte”, dada a concentração de ex-campeões e gigantes históricos. No entanto, a postura de Enrique continua sendo de extrema confiança. Ele se recusa a se intimidar pela história de clubes como o Real Madrid ou pela atual forma do Manchester City. Para ele, ser o atual campeão proporciona um escudo psicológico que as outras equipes devem tentar romper. Ele acredita que a pressão está firmemente sobre os desafiantes, e não sobre os detentores do título.
Enquanto o PSG se prepara para um desafio que pode incluir as melhores equipes da Inglaterra, Espanha e Alemanha, seu técnico deixou claro: eles não estão presos em uma chave difícil com a elite da Europa; a elite da Europa está presa em uma chave com eles, dizendo: “É o nosso caminho, estamos acostumados a isso. Os atuais campeões somos nós. Os problemas são para as outras equipes”.
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