Chiquinho Conde representou Moçambique durante 15 anos como jogador. Nesse período, só conheceu a decepção na CAN. Como contou ao CAFOnline: "Perdíamos sempre. Era desanimador e de partir o coração, porque sempre nos esforçávamos muito, mas nunca conseguíamos um resultado positivo."
Conde também não conseguiu nenhuma vitória como técnico na CAN de 2023, com Moçambique sendo eliminado após dois empates e uma derrota. Desta vez, porém, Moçambique finalmente conquistou sua primeira vitória em uma fase de grupos do torneio, surpreendendo o Gabão em uma das partidas, e graças à vitória por 3 a 2 em Agadir, os moçambicanos avançaram para as oitavas de final.
"Conseguir isso agora, com essa nova geração, significa tudo para mim", admitiu Conde. "Criamos um modelo e o adaptamos às qualidades dos nossos jogadores. Identificamos nossas fraquezas, principalmente na defesa, e começamos mudando a mentalidade. Foi difícil no início, mas continuamos trabalhando e os jogadores começaram a acreditar."
"Trabalhávamos com princípios rígidos. Se alguém não os aceitasse, tinha que sair. Meu método é estruturado, trabalho árduo e disciplina. Então, isso é especial para nós. Nossa equipe precisava disso. Eles passam por muita coisa, e temos a responsabilidade de fazê-los felizes."
Como era de se esperar, a Nigéria provou ser um obstáculo intransponível para Moçambique nas fases eliminatórias, mas, como Conde fez questão de ressaltar, "Esses jogadores agora são estrelas. Eles já conquistaram seu lugar na história de Moçambique."