Kennet Eichhorn NXGN GFXGetty/GOAL

Kennet Eichhorn: saiba por que Real Madrid, Barcelona e Manchester United disputam a joia do Hertha Berlin comparada a Toni Kroos

Reescreva o texto abaixo, mantendo todas as informações, mas utilizando uma linguagem jornalística fluida e de qualidade em português (PT-BR):

O cenário atual faz com que as promessas do passado soem como um sonho distante para o Hertha Berlin. Lars Windhorst já deixou o clube, e a 777 Partners assumiu o controle ao adquirir uma participação majoritária de 64,7% em março de 2023. O investidor, no entanto, deixou como herança uma dívida de € 40 milhões, que segue sem ser quitada, enquanto o retorno imediato à primeira divisão alemã não se concretizou.

Na temporada 2023/24 da segunda divisão alemã, o Hertha terminou apenas na nona colocação e passou grande parte da campanha flertando com o rebaixamento. O mau momento resultou na demissão do técnico Cristian Fiel. A mudança, porém, surtiu efeito com a chegada de Stefan Leitl. Ex-comandante de Greuther Fürth e Hannover, ele conseguiu conduzir a equipe a uma tranquila 11ª posição e, no atual estágio da temporada, mantém o Hertha firmemente na briga pelo acesso.

Sob o comando de Leitl, o Hertha se transformou em um time mais organizado e disciplinado, sem abrir mão de assumir riscos. A principal aposta até aqui foi a rápida ascensão de Kennet Eichhorn. Com apenas 16 anos, o jovem meio-campista se estabeleceu como titular em poucos meses.

Incansável em campo, Eichhorn devolveu a esperança aos torcedores do Hertha e ainda conquistou espaço na seleção alemã sub-17. Apesar disso, seu futuro parece distante do Olympiastadion. Manchester United, Real Madrid e Barcelona, segundo relatos, já demonstraram interesse no jogador antes da abertura da janela de transferências de janeiro.

A GOAL reúne todos os detalhes sobre o adolescente extremamente talentoso que vem iluminando a capital alemã com um repertório de habilidades únicas.

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  • Onde tudo começou

    Kennet Eichhorn nasceu em 27 de julho de 2009, em Bernau, cidade histórica da Alemanha localizada a cerca de 10 quilômetros a nordeste de Berlim. Pouco depois de aprender a andar, já desenvolveu uma forte paixão pelo futebol. Aos seis anos, iniciou sua trajetória no esporte defendendo o clube local SV Mühlenbeck 1947, sob a supervisão atenta do pai, Christian, e do treinador das categorias de base Mike Vielitz.

    Desde os primeiros passos, Eichhorn se destacou em relação aos colegas pela habilidade técnica e pela ética de trabalho. Em entrevista ao site Maz-Online, Vielitz relembrou: “Ficou imediatamente perceptível que Kenny decidia jogos. Ele era incrivelmente ambicioso e chegava a perguntar, por iniciativa própria, se poderíamos treinar três vezes por semana em vez de duas”.

    O treinador também ressaltou as características de liderança do jovem. “Enquanto outras crianças dessa idade pensavam apenas em si mesmas, ele já era um jogador de equipe. Sempre exerceu uma influência motivadora sobre os companheiros. Todos sabiam que ele iria longe, desde que não sofresse uma lesão grave ou se envolvesse com más companhias”, afirmou.

    Após dois anos no Mühlenbeck, Eichhorn despertou o interesse do Hertha Berlin, que o incorporou às suas categorias de base em 2017, inicialmente para a equipe sub-9.

    O sentimento foi recíproco para Eichhorn. Em entrevista recente ao site oficial do clube, o jovem afirmou que a ligação com o Hertha nasceu de imediato. “O Hertha é como uma família para mim. Eu cresci com o clube. A primeira vez que estive no Estádio Olímpico, um sonho se acendeu imediatamente: o de me tornar profissional aqui e, acima de tudo, jogar lá embaixo, no campo”, declarou.

    A ascensão de Eichhorn pelas categorias de base foi rápida. Em janeiro de 2024, ele liderou a equipe sub-15 do Hertha à conquista da Pape Cup e ainda foi eleito o Jogador do Torneio, após a expressiva vitória por 6 a 0 sobre o FC Magdeburg na final. Quatro meses depois, o clube voltou a comemorar com o título da Liga Regional Nordeste dos C-Juniors, novamente com Eichhorn como um dos principais destaques da campanha.

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  • A grande chance

    Eichhorn teve sua grande chance no ano passado. Diante da escassez de opções no meio de campo, com Paul Seguin, Diego Demme e Pascal Klemens entregues ao departamento médico, Stefan Leitl decidiu integrar o adolescente aos treinamentos da equipe principal logo no início da pré-temporada.

    Por ainda ter apenas 15 anos, Eichhorn não pôde ser utilizado nos amistosos do Hertha, mas isso não impediu que o treinador demonstrasse confiança em seu potencial. “Ele está evoluindo muito bem, tanto fisicamente quanto na compreensão do jogo”, afirmou o comandante. “Tem muita vontade de aprender; já tivemos muitas conversas com ele.”

    O jovem também impressionou rapidamente os companheiros de elenco. O experiente zagueiro Toni Leistner elogiou o meia em conversa com a imprensa: “O que esse garoto consegue fazer é surpreendente. Tem cabeça fria, não é arrogante. Tenho certeza de que o Hertha vai se divertir muito com ele.”

    O Hertha também precisou acelerar a elaboração do primeiro contrato profissional de Kennet Eichhorn após o interesse do Eintracht Frankfurt em sua contratação. Determinado a manter o talento formado em casa, o clube do Olympiastadion agiu rapidamente e firmou vínculo com o jogador até 2029, oficializado em 4 de julho.

    Após assinar o contrato, Eichhorn destacou a importância da continuidade em sua evolução. “É absolutamente crucial para mim que o meu desenvolvimento, em todas as áreas, nunca pare. Por isso, vejo o Hertha como o melhor lugar para mim”, afirmou.

    Impressionado com o desempenho do jovem nos treinamentos, Stefan Leitl incluiu Eichhorn na lista de relacionados para a estreia do Hertha na temporada 2025/26 da liga, contra o Schalke. Na ocasião, a equipe acabou derrotada por 2 a 1, e o meia permaneceu no banco de reservas. Na rodada seguinte, porém, ele foi acionado nos 22 minutos finais do empate por 0 a 0 em casa diante do Karlsruher, tornando-se o jogador mais jovem a estrear na história da 2. Bundesliga, com apenas 16 anos e 14 dias.

    Satisfeito com a atuação, Leitl elogiou o atleta após a partida. “Não me importa se ele tem 16 ou 17 anos. Ele é um talento enorme para o Hertha. Hoje esteve em evidência. Em muitas de suas ações, foi possível ver o que pode estar reservado para nós nos próximos anos. Estou completamente convencido por ele; fez um bom trabalho”, declarou o treinador.

  • Como está indo

    Eichhorn voltou a ganhar minutos no fim de agosto, ao entrar como substituto na derrota do Hertha por 2 a 0 para o Elversberg. Poucas semanas depois, em 13 de setembro, Stefan Leitl decidiu escalá-lo como titular pela primeira vez, fora de casa, diante do Hannover. A escolha fez o jovem estabelecer mais um recorde, tornando-se o titular mais jovem da história da segunda divisão alemã. Em campo, porém, Eichhorn atuou com maturidade de veterano: acertou 86% dos passes, venceu seis dos 11 duelos no chão e registrou quatro recuperações de bola.

    O Hertha construiu uma vitória tranquila por 3 a 0 e, assim, conquistou seus primeiros três pontos na campanha. Após a partida, Leitl fez questão de destacar o desempenho do adolescente. “Com 16 anos, jogando diante de 50 mil torcedores contra uma equipe de ponta, para mim ele foi, de longe, o melhor jogador em campo”, afirmou o treinador.

    Desde então, Eichhorn passou a figurar entre os primeiros nomes nas escalações de Leitl. O meia iniciou oito dos últimos 12 jogos do Hertha na liga e teve atuação de destaque na goleada por 6 a 1 sobre o Kaiserslautern, na terceira fase da DFB-Pokal, a Copa da Alemanha, em 2 de dezembro. Na ocasião, marcou o terceiro gol da equipe ao finalizar rasteiro após uma movimentação inteligente dentro da área, tornando-se o artilheiro mais jovem da história do clube e superando o recorde de Jude Bellingham como o jogador mais jovem a marcar na Copa da Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial.

    No cenário internacional, a joia do Hertha também passou a se destacar como uma figura de liderança. Eichhorn atuou como capitão em todas as quatro partidas disputadas pela seleção alemã sub-17 e marcou dois gols na vitória por 4 a 0 sobre Luxemburgo, em outubro, pelas eliminatórias do Campeonato Europeu da categoria.

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  • EichhornGetty

    Maiores pontos fortes

    Eichhorn é um típico meio-campista, com notável capacidade para identificar instintivamente os momentos certos de cadenciar ou acelerar o jogo. Atua com excelência em espaços reduzidos, atraindo a marcação adversária antes de desequilibrar com passes verticais precisos ou arrancadas em profundidade. Dono de um primeiro toque refinado, demonstra leitura de jogo acima da média e possui qualidade técnica para colocar a bola onde deseja em qualquer setor do campo.

    Embora nomes como os atacantes Luca Schuler e Fabian Reese recebam maior destaque, a evolução do Hertha — de uma equipe de meio de tabela a um candidato real ao acesso — passa diretamente por Eichhorn. É ele quem organiza o jogo e estabelece o ritmo, tanto pela tomada de decisão quanto pela execução, enquanto sua resistência física e equilíbrio impressionam e contrastam com a pouca idade.

    Reese está entre os que se mostram admirados com o impacto do jovem meio-campista. “Ele é um talento incrível e excepcional. Se continuar assim, todas as portas estarão abertas para ele. Raramente vi alguém tão talentoso nessa idade”, afirmou.

    Não deve demorar para que Eichhorn ultrapasse os limites do Hertha. Não é comum que um jogador de apenas 16 anos exerça tamanha influência com tanta maturidade, e ele rapidamente se consolida como especialista em uma posição cuja importância no futebol de elite cresce a cada temporada.

  • U16 Portugal v U16 Germany - International FriendlyGetty Images Sport

    Espaço para melhorias

    Eichhorn reúne todas as qualidades técnicas e físicas para, no futuro, se transformar em um dos melhores meio-campistas do mundo, embora ainda haja margem considerável de evolução no aspecto defensivo. O tempo de abordagem nos duelos individuais é um ponto que gera maior atenção: com frequência, o jovem se lança de forma precipitada, comete faltas ou concede espaço ao adversário, em vez de sustentar a marcação. A agressividade, por ora, ainda não é bem canalizada, o que faz com que ele seja retirado de posição com relativa facilidade.

    Desenvolver uma disciplina tática que complemente seu já avançado entendimento do jogo será fundamental caso ele realmente alcance o mais alto patamar. Ainda assim, é importante lembrar que se trata de um jogador de apenas 16 anos. Esse processo faz parte do desenvolvimento natural de qualquer atleta, e, diante de tanta expectativa em torno de Eichhorn, seria surpreendente se sua trajetória não fosse conduzida com extremo cuidado, a fim de preservar cada fração de seu enorme potencial.

  • Toni Kroos Germany 2024Getty

    O próximo... Toni Kroos?

    Como meio-campista de contenção, capaz de controlar o ritmo das partidas e que parece deslizar pelo gramado, é natural que Eichhorn já seja apontado como o “novo Toni Kroos”. A comparação, inclusive, impressionou Felix Kroos, irmão do ídolo do Real Madrid e da seleção alemã, que também construiu uma carreira sólida, com passagens pela Bundesliga defendendo Werder Bremen e Union Berlin.

    “Comparações, como sei por experiência própria, nunca são úteis. [Mas] a forma como o Eichhorn joga é notável; ele transmite muita calma”, afirmou Felix em entrevista ao Watson, em outubro.

    Esse tipo de associação pode gerar uma pressão desnecessária, mas é inegável que Eichhorn compartilha o mesmo toque de genialidade que marcou a carreira de Toni Kroos. Sua consciência espacial, como se fosse quase um radar, e o controle impecável da bola o colocam sempre um passo à frente dos adversários, características que foram a assinatura do jogo do ex-meio-campista.

    Ainda não é um especialista em quebrar linhas e desarmar jogadas como Kroos se tornou ao longo da carreira, algo que tende a vir com o tempo e a experiência. Bayern de Munique, Real Madrid e seleção alemã sempre puderam contar com Kroos como um maestro imperturbável — e Eichhorn demonstra uma aura semelhante. A joia do Hertha também aparenta ser imune à pressão, um sinal animador para quem sonha em seguir os passos de um dos maiores jogadores da história do futebol alemão.

  • Kennet EichhornGetty Images

    O que vem a seguir?

    Segundo a Sky Sports da Alemanha, Eichhorn possui uma cláusula de rescisão fixada em €12 milhões (£10,5 milhões / US$ 14 milhões) em seu contrato, que passará a valer a partir do próximo verão. Manchester United, Real Madrid e Barcelona não são os únicos interessados: o Paris Saint-Germain também já realizou consultas iniciais, enquanto o jovem ainda pode optar por dar sequência à carreira em um dos principais clubes da Alemanha.

    Bayern de Munique e Borussia Dortmund enviaram olheiros para acompanhar Eichhorn de perto, e o diretor esportivo do RB Leipzig, Marcel Schäfer, também esteve presente no Olympiastadion para observá-lo. O relatório, porém, ressalta que a prioridade do meia do Hertha é atuar com regularidade — algo que não estaria garantido em equipes que disputam títulos no mais alto nível do futebol europeu.

    Felix Kroos está entre os que defendem que Eichhorn tenha paciência e siga evoluindo em um ambiente familiar. “Foi isso que o trouxe até aqui. Ele está acumulando experiência valiosa e tem margem para errar”, afirmou. “Se tudo correr bem e Eichhorn permanecer por mais dois ou três anos, sua valorização pode chegar a €60 milhões.”

    Mantido esse ritmo, o Hertha tem chances de retornar à Bundesliga já na próxima temporada, o que representaria um novo e empolgante desafio para Eichhorn em um estágio ainda inicial de sua carreira. Não há necessidade de apressar uma decisão que possa comprometer seu desenvolvimento. Com a orientação adequada, a transferência dos sonhos virá no momento certo — e os torcedores alemães poderão acompanhar o surgimento de um novo talento geracional.

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