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Jogadores do Atlético-MG reagem às provocações de Neymar após vitória

O Atlético-MG garantiu uma vaga na semifinal da Copa Sul-Americana depois de vencer o Santos por 4 a 2, nos pênaltis, na noite de quarta-feira (16), na Arena MRV. A classificação aconteceu após uma partida movimentada, em que o Galo devolveu a derrota por 2 a 0 sofrida no primeiro confronto e levou o duelo para as penalidades.

Mesmo sem poder atuar no jogo decisivo por causa de uma lesão, Neymar esteve entre os personagens da partida. O atacante havia provocado o Atlético-MG no duelo de ida e voltou a ser lembrado pelos jogadores e torcedores atleticanos depois da classificação.

Após o apito final, atletas do Galo foram questionados sobre a relação entre as declarações do camisa 10 do Santos e a atuação da equipe. As respostas tiveram um ponto em comum: embora as falas tenham incomodado alguns jogadores, principalmente Bernard, o grupo afirmou que a classificação foi construída dentro de campo.

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    Bernard admite incômodo e destaca relação com o Atlético-MG

    Autor de um dos gols do Atlético-MG na partida, Bernard afirmou que as declarações de Neymar tiveram um peso diferente para ele por sua ligação com o clube. O meia, que se identifica como torcedor do Galo, explicou que sentiu a necessidade de defender a instituição.

    "Eu não sou muito de levar para esse lado, porque eu respeito tudo da instituição, respeito todos os meus colegas de trabalho, seja aqui ou seja em outro lugar. Eu entendo as pressões, tudo aquilo que a gente passa, tudo aquilo que a gente vive no dia a dia. Cada jogo tem que se provar e, sem dúvida nenhuma, a gente fica incomodado, porque eu sou um torcedor do Atlético, eu amo a instituição, é a instituição que coloca comida na minha mesa. Então, se eu não defender a minha instituição, quem vai fazer isso por mim?", declarou.

    Bernard, porém, evitou colocar a classificação como uma resposta direta ao atacante do Santos. Para ele, o principal objetivo era mostrar a capacidade do próprio elenco diante de um confronto que começou com desvantagem de dois gols.

    "Estou muito feliz que a gente conseguiu fazer isso. Não é dar resposta a ninguém, a gente precisava dar a resposta para nós mesmos, que a gente era capaz, e, graças a Deus, a gente fez isso", completou.

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  • Elenco minimiza motivação extra e entra na brincadeira

    Reinier, que marcou dois gols na vitória atleticana, contou que o elenco tinha conhecimento das provocações, mas afirmou que o assunto não ocupou o centro das atenções antes da partida. Segundo ele, a concentração estava voltada para o desempenho dentro das quatro linhas.

    "A gente sabia das provocações, mas é normal. A gente não levou isso muito para a frente porque o que a gente queria hoje foi o pessoal dentro de campo. A gente teve a oportunidade de escutar a palavra e Deus nos abençoou com um grande jogo, com uma grande classificação", afirmou.

    Gustavo Scarpa também descartou uma motivação adicional provocada pelas falas de Neymar. O meia, entretanto, considerou que as provocações fazem parte do futebol e avaliou que a repercussão também ajuda a manter esse tipo de rivalidade presente no esporte.

    "Ah, eu, pelo menos, não senti isso como uma motivação extra. Claro que, quando acaba o jogo, tem esse a mais, assim, de provocação da nossa parte, mas a gente é profissional. Eu acho que, como ele disse, essas provocações, às vezes, fazem parte do futebol. As mesmas pessoas que falam que o futebol está chato, quando alguém provoca, vão julgar o cara. Eu acho válido. Ele se colocou em risco. Bom para a gente, que bom que deu certo para nós", disse.

    Cuello seguiu a mesma linha ao ser perguntado sobre o episódio. Para o atacante argentino, a troca de provocações entre jogadores e torcedores faz parte do ambiente do futebol.

    "Acho que ele provocou. Normal, né? Normal. A torcida ficou falando com ele. Depois ele respondendo, claro. Às vezes, é bom ver essas coisas. Faz parte do futebol, está tudo bem. O importante é que o Galo classificou e isso é o que importa", afirmou.

    Quem também entrou no clima foi Gabriel Delfim, herói da classificação ao defender três cobranças na disputa por pênaltis. Questionado sobre a ideia de que "quem ri por último, ri melhor", o goleiro preferiu destacar o resultado conquistado pelo Atlético-MG.

    "Isso aí a gente deixa dentro de campo, acho que a melhor resposta foi o que a gente fez dentro de campo com a classificação, então tá tudo certo", afirmou.

    Com a vaga garantida, o Atlético-MG avança à semifinal da Sul-Americana e deixa para trás o Santos, que chegou à Arena MRV com vantagem de dois gols, mas sofreu o empate no agregado e acabou eliminado nas penalidades.

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