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Prestianni en Vinicius JuniorImago

Jogador que tapar a boca pode ser expulso em "Lei Vinícius Junior"? Até o presidente da Fifa quer isso

A FIFA quer acelerar um debate que pode provocar mudança direta nas regras do jogo. A entidade solicitou à International Football Association Board (IFAB), órgão responsável por gerir as leis do futebol, a convocação de uma reunião extraordinária para votar a chamada “Lei Vinicius Jr.”, proposta que prevê expulsão imediata de atletas que cubram a boca para dirigir ofensas a colegas dentro de campo.

A expectativa é que a nova diretriz possa entrar em vigor já na próxima Copa do Mundo, marcada para começar em junho, caso receba aprovação dentro do calendário desejado pela Fifa.

A intenção é que o tema seja debatido em Vancouver, no Canadá, durante o 76º Congresso da entidade, evento que reúne dirigentes de confederações e associações nacionais, incluindo representantes com direito a voto na IFAB.

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  • Vinicius Junior Prestianni Benfica Real MadridGetty Images

    Caso Vini Jr. impulsiona debate

    A discussão ganhou força após denúncia feita por Vinicius Junior contra Gianluca Prestianni, do Benfica. O brasileiro afirmou ter sido chamado de “macaco” durante partida da UEFA Champions League, em Lisboa, no duelo contra o Real Madrid.

    Segundo o relato, o argentino teria coberto a boca com a camisa ao proferir a ofensa, gesto que dificultaria a leitura labial e eventual comprovação imediata. Prestianni foi suspenso preventivamente pela Uefa enquanto o caso segue sob análise disciplinar.

    O episódio reacendeu o debate sobre mecanismos mais eficazes para combater o racismo e outros tipos de ofensa em campo, especialmente quando há tentativa deliberada de esconder o que foi dito.

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  • FBL-UEFA-CONGRESSAFP

    A posição de Gianni Infantino

    O presidente da Fifa, Gianni Infantino, foi enfático ao defender a mudança. Para o dirigente, cobrir a boca durante discussões levanta suspeitas e não deveria ser tolerado.

    “Estamos constantemente tentando melhorar e avançar. Precisamos parar o racismo, não podemos ficar satisfeitos apenas dizendo que é um problema da sociedade”, afirmou.

    Infantino argumenta que o regulamento atual não previa explicitamente esse tipo de conduta e que é necessário atualizar as regras disciplinares. A ideia é concluir a discussão até o fim de abril para permitir aplicação já na Copa do Mundo.

    “Se você não tem nada a esconder, você não tapa sua boca para falar. É simples assim. São ações que podemos e precisamos tomar para lidar com essa luta com seriedade”, completou, em entrevista à Sky News.

    O dirigente também abriu espaço para um debate mais amplo sobre cultura e responsabilização, sugerindo que atletas que reconheçam o erro e peçam desculpas possam ter tratamento disciplinar diferenciado, dependendo do contexto.

  • TOPSHOT-FBL-UEFA-CONGRESSAFP

    Como funciona a IFAB

    A estrutura da IFAB é composta por oito votos: quatro pertencem às associações britânicas (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) e quatro à Fifa, que representa as demais federações do mundo. Para que uma mudança nas regras seja aprovada, são necessários ao menos seis votos favoráveis.

    Recentemente, a entidade anunciou que fará consultas sobre medidas relacionadas a casos como o protagonizado por Prestianni. Inicialmente, o tema estava previsto para ser debatido apenas na próxima assembleia ordinária, no ano seguinte, cenário que a Fifa tenta antecipar.

    Além dessa possível nova regra, a IFAB já confirmou outras alterações válidas para a Copa do Mundo de 2026, como contagem regressiva para reposições laterais e tiros de meta, além da ampliação do uso do VAR, incluindo revisões em lances de escanteio.

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