Você tem 24 anos ou mais?

Ajude-nos a verificar sua idade respondendo com sinceridade. Este site contém publicidade relacionada a jogos de azar destinada a maiores de 24 anos.

Conteúdo com restrição de idade

Você não tem idade suficiente para visualizar conteúdo relacionado a apostas. Você será redirecionado para a página inicial.

alt
+18 | Conteúdo Comercial | Aplicam-se termos e condições | Jogue com responsabilidade | Princípios editoriais | Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento
hall of fame MatthäusGetty Images
Traduzido por

Hall da Fama – Lothar Matthäus, alemão dos recordes: o campeão que antecipou o futuro

“Os recordes existem para serem quebrados” – Billie Jean King

Muitos de seus recordes, que pareciam destinados a durar para sempre, foram superados. No entanto, mesmo décadas depois, basta pronunciar seu nome para relembrar a imagem do volante que não dava um segundo de folga aos craques adversários, do meio-campista completo que encantava o San Siro e o mundo, do chute de direita fulminante capaz de furar qualquer goleiro, do zagueiro que liderava seus companheiros com autoridade e maestria. Pois Lothar Matthäus foi tudo isso e muito mais: um capitão que atravessou duas épocas, antecipando um futebol que, muitos anos depois, exaltaria sua modernidade.

Quando o árbitro mexicano Edgardo Codesal Méndez levou o apito aos lábios e decretou o fim da final da Copa do Mundo de 1990, o tempo pareceu parar por alguns segundos. Diante de quase 75 mil espectadores, no Estádio Olímpico de Roma, Lothar Matthäus permaneceu imóvel. Ele não procurou as câmeras, nem partiu em uma corrida de libertação. Baixou o olhar, respirou fundo e só então se deixou envolver pelo calor dos companheiros. Poucos minutos depois, ergueria a Copa do Mundo como capitão da Alemanha Ocidental. Era o ápice de uma carreira extraordinária, mas, acima de tudo, o momento em que o passado e o futuro se encontravam.

Naquela noite, não venceu apenas o melhor meio-campista do planeta. Venceu uma visão do futebol. O número 10 que recuperava a bola como volante, o armador que chutava com a eficácia de um centroavante, o líder que corria por noventa minutos mantendo um desempenho impecável. O jogo de Matthäus já estava voltado para o futuro. À frente de todos.

Veja a GOAL direto do Whatsapp, de graçaEntre já!
  • O rapaz da Francônia

    Para entender bem Matthäus, é preciso voltar a Herzogenaurach, a cidadezinha da Francônia destinada a deixar uma marca indestrutível na história do esporte. Foi aqui que, em 21 de março de 1961, nasceu Lothar Herbert Matthäus. Seu pai, Heinz, e sua mãe, Katharina, administram um pequeno bar frequentado por operários, artesãos e apaixonados por futebol. É um lugar simples, onde o futebol entra nas conversas do dia a dia com a mesma naturalidade que a política ou o trabalho. Antes mesmo de aprender a jogar, Lothar aprendeu a ouvir o futebol.

    O talento surge cedo, mas o que mais impressiona são, sobretudo, sua disciplina e a vontade quase obsessiva de se aperfeiçoar. Quando chega ao Borussia Mönchengladbach, pouco mais que adolescente, bastam alguns treinos para que Berti Vogts perceba quem tem diante de si: “Faça com que ele assine agora mesmo”. Ele não tinha visto nele apenas a qualidade técnica. Tinha percebido algo ainda mais raro: a mentalidade.

    O Borussia se torna o laboratório onde Matthäus constrói seu próprio estilo de jogo. Ele corre mais do que os outros, recupera a bola, acompanha a jogada e finaliza. Numa época em que se exigia dos meio-campistas, acima de tudo, que escolhessem uma função específica, ele tentava desempenhar todas elas. Não queria ser apenas um marcador. Não lhe bastava ser um armador. Ele intuiu, antes de muitos outros, que o futuro pertencia aos jogadores completos.

    Em 1980, com apenas 19 anos, conquistou a Eurocopa com a Alemanha Ocidental, disputado justamente na Itália. Foi o primeiro grande troféu de sua carreira, mas também o primeiro gostinho daquela cultura da vitória que acompanharia toda a sua vida esportiva. Poucos anos depois, vêm também as derrotas que o marcariam profundamente: o pênalti perdido na final da Copa da Alemanha de 1984 contra o Bayern de Munique e, sobretudo, já na Baviera, a final da Copa dos Campeões perdida contra o Porto em 1987. Duas feridas que, em vez de retardarem seu crescimento, contribuíram para forjar seu caráter.

    “Aprendi muito mais com as derrotas do que com as vitórias”, admitirá muitos anos depois. E talvez seja justamente essa a característica que o distingue dos grandes jogadores de sua geração. Ele nunca considera o talento um ponto de chegada. Ele o vive como um ponto de partida.

    Enquanto o jovem alemão constrói sua identidade em campo, do outro lado do mundo, um garoto argentino está reescrevendo o próprio significado da palavra gênio. Maradona encanta com a bola nos pés. Matthäus se impõe com a bola e sem ela. 

    Duas formas opostas de interpretar o futebol. Dois craques que o destino já decidiu fazer se encontrar.

  • Publicidade
  • Campeão em formação

    Para muitos jogadores de futebol, o Bayern de Munique representa o ponto de chegada. Para Lothar Matthäus, é o início de uma nova transformação.

    Quando chega a Munique no ano de 1984, seu talento já não está mais em dúvida. Pelo Borussia Mönchengladbach, ele já havia disputado 200 partidas oficiais, marcado 51 gols e chegado a uma final da Copa da UEFA. Resta demonstrar, se é que há algo a provar, a capacidade de se impor com continuidade nos níveis mais altos.

    Ele aprimora sua leitura de jogo, aprende a controlar o ritmo e melhora na construção das jogadas, sem perder a intensidade feroz que o havia tornado um dos jovens mais promissores da Alemanha. Recupera a bola, dita o ritmo, acompanha a jogada e finaliza com um chute de direita potente e preciso. Não é mais apenas um meio-campista moderno: está se tornando um jogador completo.

    Os resultados acompanham seu crescimento. Em sua primeira passagem pelo Bayern, ele conquista três títulos da Bundesliga, uma Copa da Alemanha e uma Supercopa da Alemanha, contribuindo para levar o clube de volta ao topo do futebol alemão e europeu. 

    Mas até as derrotas ensinam. Em maio de 1987, o Bayern chega a Viena para disputar a Copa dos Campeões contra o Porto. Os alemães abrem o placar e parecem ter o controle da partida. Então, em poucos minutos, o passe de calcanhar de Madjer e o gol de Juary viram o jogo. É uma das decepções mais amargas de sua carreira, mas, em vez de abatê-lo, isso o impulsiona a se aperfeiçoar ainda mais. Aquela noite, mais do que uma ferida, torna-se assim uma lição. A última etapa de sua trajetória inicial na Alemanha, enquanto o desafio mais importante de sua vida está prestes a começar.

  • A Inter e o título dos recordes

    Quem o trouxe para a Itália foi Giovanni Trapattoni. “Sei que você não é o Platini. Mas eu não quero o Platini. Quero o Lothar Matthäus”, disse ele para convencê-lo.

    Nessas poucas palavras está a essência do projeto nerazzurro. Trapattoni não procura um meia-atacante de capa de revista: ele quer um líder capaz de manter todo o grupo unido. O primeiro a defender, o primeiro a construir jogadas, o primeiro a assumir as responsabilidades quando a situação fica crítica.

    O impacto na Serie A é imediato. No final dos anos 80, o campeonato italiano é o mais bonito do mundo. Em San Siro, desfilam os maiores campeões do planeta. O Milan dos holandeses de Arrigo Sacchi, o Napoli de Maradona, a Sampdoria de Vialli e Mancini, a Juventus de Zoff, com Rui Barros e Zavarov, a Fiorentina de Roberto Baggio. Ganhar o Scudetto significa conquistar o campeonato mais competitivo de todos.

    Milão não demora muito para acolhê-lo. Lothar marca gols, recupera a bola, arma jogadas. Ele lidera os companheiros com uma naturalidade surpreendente. Suas jogadas de bola parada se tornam sua marca registrada, e os chutes de longa distância levam o San Siro ao delírio. Mas a contribuição mais significativa se mede pela confiança que ele consegue transmitir àqueles que estão ao seu lado.

    Ao seu lado chegam Andreas Brehme e, no ano seguinte, Jürgen Klinsmann. Os “três alemães” conquistam rapidamente o coração da torcida nerazzurra. Mas é Matthäus o líder técnico e carismático da equipe.

    No final da temporada, chega o título mais importante. O Scudetto de 1988/89 continua sendo um dos mais extraordinários da história da Inter. Cinquenta e oito pontos na época em que cada vitória valia dois pontos, com onze pontos de vantagem sobre o Napoli, atual campeão, retratam um domínio total.

    O fio do destino continua a se entrelaçar com o de Diego Armando Maradona. Inter x Napoli se torna muito mais do que um confronto entre líderes, é o encontro entre duas filosofias opostas. De um lado, a criatividade e o gênio do número 10 argentino. Do outro, a versatilidade e a força mental do meio-campista alemão. Maradona parece moldar a bola à sua imaginação. Matthäus molda as partidas à sua vontade.

    Quando, em San Siro, em 28 de maio de 1989, sua cobrança de falta ultrapassa a barreira e entra no fundo do gol de Giuliani, selando o placar definitivo de 2 a 1, aquele não é apenas o gol que garante o Scudetto aos nerazzurri. É o símbolo de uma Inter que finalmente encontrou seu líder absoluto. 

    Com o passar dos anos, a rivalidade dá lugar à admiração. Maradona o definirá como o rival mais forte de sua carreira. Matthäus continuará a apontar Diego como o jogador mais genial que já enfrentou.

  • GOSTOU DESTA HISTÓRIA?

    Adicione a GOAL.com como sua fonte favorita no Google para ver mais reportagens nossas.

    Siga a GOAL no Google
  • O ano perfeito, o Kaiser e seu capitão

    1990 é o ano em que todas as peças finalmente se encaixam. Matthäus chega à Copa do Mundo na Itália como uma das estrelas mais esperadas. A Bola de Ouro em dezembro será apenas uma consequência lógica de sua trajetória de crescimento. Para conquistá-la, porém, ainda lhe falta a peça decisiva: a Copa do Mundo.

    Franz Beckenbauer conhece bem o peso desse evento. Como capitão, ele ergueu o troféu em 1974. Como técnico, quer trazê-lo de volta para a Alemanha dezesseis anos depois. Para conseguir isso, confia a equipe ao seu ícone: Lothar Matthäus.

    A relação entre eles vai além daquela entre técnico e capitão. Beckenbauer vê nele o intérprete natural de sua visão de futebol. Um líder capaz de guiar a equipe pelo exemplo, antes mesmo que pelas palavras. Não é por acaso que, com o passar dos anos, o Kaiser chegará a defini-lo como “o melhor jogador que a Alemanha já teve”.

    A Alemanha Ocidental percorre o torneio com a autoridade das grandes seleções, e Matthäus é seu líder absoluto. Ele marca quatro gols, dita o ritmo, recupera a bola e impulsiona os companheiros nos momentos mais delicados. Mais uma vez, ele interpreta o jogo sem se limitar a rótulos: defende, constrói jogadas, ataca.

    Na estreia contra a Iugoslávia, ele marca dois gols dignos de aplausos, que se tornam imediatamente uma das imagens simbólicas da Copa de 90. Primeiro, abre o placar com um chute de esquerda com efeito; depois, marca uma obra-prima digna de anais. Matthäus parte com a bola nos pés do seu próprio campo, ultrapassa Jozic com determinação e, ao chegar aos 25 metros, solta um chute de direita rasteiro e violentíssimo que não deixa chance para Ivkovic. Nessa jogada está a essência do seu futebol: força, técnica, personalidade e inteligência tática. É o manifesto do meio-campista completo, o protótipo do jogador moderno que nasceu trinta anos antes do tempo.

    Na final, no Estádio Olímpico de Roma, ele reencontra o adversário que marcou as etapas mais importantes de sua vida esportiva: Diego Armando Maradona. Quatro anos depois da Cidade do México, o mundo assiste novamente ao confronto entre a Alemanha Ocidental e a Argentina, o duelo entre os dois números dez mais influentes de sua época. De um lado, o gênio argentino chamado a defender o título mundial; do outro, o líder alemão decidido a consolidar sua consagração.

    A partida é tensa, acirrada, empatada. Um lance a poucos minutos do fim decide o jogo: o árbitro mexicano Codesal, em meio aos protestos dos argentinos, marca um pênalti a favor dos alemães por uma falta de Sensini em Rudi Völler. O capitão deveria cobrar o pênalti. Mas não foi o que aconteceu.

    Sua chuteira direita havia se danificado no primeiro tempo. Ele a trocou no intervalo, mas com a chuteira nova não se sentia totalmente seguro ao pisar no chão. Então, ele se virou para o companheiro Andreas Brehme e disse simplesmente: “Não estou me sentindo à vontade. Vai você e marque”. Brehme obedeceu e não errou.

    Por trás dessa escolha há um princípio que Franz Beckenbauer lhe transmitiu desde os primeiros anos na seleção: “Não me pergunte quando você vir algo em campo. Faça o que achar melhor”. Mais do que uma orientação tática, uma filosofia. Ser capitão significa assumir a responsabilidade pelas próprias decisões, mesmo quando isso implica abrir mão do gesto destinado a aparecer nas capas dos jornais. 

    Após o apito final, o número 10 alemão permanece imóvel por alguns instantes. Em seguida, ergue o olhar para o céu de Roma e se deixa abraçar pelos companheiros. Alguns minutos depois, será ele, com a faixa no braço, a erguer a Copa do Mundo.

    É a imagem que entra para a história. O rapaz da Francônia, o campeão que cresceu entre Gladbach e Munique, o líder da Inter e da Alemanha Ocidental finalmente encontram sua síntese em uma noite quente em Roma. Matthäus segura a Copa do Mundo nas mãos.


  • O campeão que antecipou o futuro

    Em dezembro de 1990, Lothar recebe a Bola de Ouro. É o prêmio individual mais prestigiado, o desfecho natural de um ano inigualável. Na justificativa do prêmio, o diretor da France Football, Jacques Thibert, escreve: “Matthäus não se destaca em apenas um aspecto fundamental, mas é bom em tudo, e isso permite que ele se sinta à vontade em qualquer zona do campo”. Ele não é o melhor em uma única qualidade. É o mais completo no conjunto.

    Poucos meses depois, ele também conquista o prêmio de Jogador do Ano, recém-criado pela FIFA. Ninguém, naquele momento, representava melhor do que ele a evolução do futebol moderno.

    Para Matthäus, os prêmios não são um ponto de chegada, mas a confirmação de um crescimento construído ano após ano, jogo após jogo. Depois de conquistar a Copa do Mundo como capitão, o mundo o celebra como o número um absoluto.

    Em 1991, chega também outro sucesso europeu: o Inter conquista a Copa da UEFA ao derrotar a Roma na dupla final. Para Lothar, é o terceiro e último troféu com a camisa nerazzurra, o digno desfecho do ciclo construído por Giovanni Trapattoni e a confirmação de um grupo que, por várias temporadas, soube competir nos mais altos níveis na Itália e na Europa.

    O campo, porém, não dá muito tempo para comemorar as vitórias. A temporada seguinte marca uma brusca reviravolta. Corrado Orrico assume o comando da Inter, chamado para assumir o legado do técnico de Cusano Milanino. O novo projeto demora a decolar e até mesmo Matthäus passa pelo ano mais difícil de sua trajetória com a camisa nerazzurra.

    Como se não bastasse, para Lothar, eis o golpe mais duro. A grave lesão no joelho coloca repentinamente em dúvida tudo o que parecia garantido. Para um jogador que havia construído sua grandeza com base na perfeição física e técnica, o risco de nunca mais voltar a ser o mesmo é concreto.

    Mais uma vez, porém, Matthäus reage. Ele não desiste. Ele se adapta. Ele se reinventa. Em 1992, ele encerra sua passagem pela Inter. Deixa Milão após quatro temporadas intensas, marcadas por 154 partidas, 53 gols e 13 assistências, nas quais conquistou o Scudetto dos recordes, uma Supercopa da Itália e a Copa da UEFA, além de ter contribuído para mudar a forma de interpretar a função do meio-campista.

    O retorno a Munique não tem o sabor da nostalgia. Matthäus vai para o Bayern para vencer novamente. Com a braçadeira de capitão, ele lidera uma nova geração de jogadores e completa sua epopeia com 410 partidas oficiais, 100 gols e 15 troféus (7 Bundesligas, 3 Copas da Alemanha, 3 Copas da Liga Alemã, uma Supercopa da Alemanha e a Copa da UEFA de 1995/96). Números extraordinários, que, no entanto, contam apenas uma parte de sua história.

    Enquanto isso, o tempo continua passando. As pernas já não têm a explosão dos melhores anos, mas a leitura das situações está ainda mais apurada. Matthäus recua progressivamente seu raio de ação e se torna um dos primeiros zagueiros livres modernos do futebol europeu. Organiza o jogo a partir da defesa, comanda a linha defensiva e dita o ritmo das jogadas. Muda de posição sem mudar de identidade: antecipa, mais uma vez, a evolução do jogo.

    Em 26 de maio de 1999, no Camp Nou, em Barcelona, o Bayern esteve a um passo da conquista da Liga dos Campeões contra o Manchester United. Matthäus saiu de campo nos minutos finais, com os alemães ainda na frente. Nos acréscimos, Sheringham e Solskjær viraram o jogo. Foi uma das derrotas mais cruéis: o sonho de Lothar de erguer ao céu a taça europeia mais importante se desfez.

    Ele se despede do futebol alemão após 464 partidas na Bundesliga, mas antes de pendurar definitivamente as chuteiras, faz uma passagem pelos Estados Unidos com o New York MetroStars (atual Red Bulls), tornando-se o primeiro vencedor da Bola de Ouro a jogar na Major League Soccer. É o último capítulo de uma carreira que atravessou dois continentes e quase um quarto de século.

    Com a seleção nacional, disputou cinco Copas do Mundo consecutivas, de 1982 a 1998, representando primeiro a Alemanha Ocidental e depois a Alemanha unificada. Encerrou a carreira após a Euro 2000 com 150 partidas disputadas, um recorde nacional até hoje imbatível. Outros recordes, por outro lado, foram superados pelo tempo: o de jogador com mais partidas na Copa do Mundo e o de maior número de participações na fase final.

    Mas, se os números pertencem aos livros de recordes, o legado de Lothar Matthäus permanece extraordinariamente atual. Hoje estamos acostumados a meio-campistas capazes de recuperar a bola na frente da defesa e, poucos segundos depois, aparecer na entrada da área adversária. A campeões capazes de desempenhar várias funções, ler o espaço, liderar os companheiros e fazer a diferença nas duas fases do jogo. Nós os definimos como universais, “box-to-box”, meio-campistas versáteis.

    Matthäus fazia tudo isso em um futebol muito diferente do atual. Os números foram, em parte, superados, mas sua maneira de interpretar o jogo, não. Pois, antes mesmo de escrever a história, Lothar já era o futuro.