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Grande dilema: queda do Real coloca Mourinho diante dos fantasmas do passado

A derrota do Real Madrid para o Real Betis, no estádio de La Cartuja, reabriu a porta para algumas dúvidas dentro do ambiente madrilenho.

O jornal "Sport" afirmou que o Real Madrid não fez uma partida ruim; o time merengue teve o suficiente para conquistar a vitória e criou chances, dominando durante longos períodos do jogo, mas, no fim, deixou a partida sem marcar gols. 

E o problema do Merengue não está apenas no resultado, mas parece que "os fantasmas do passado voltam mais uma vez".

O Real Madrid inicia o Campeonato Espanhol com vitórias, as peças parecem se encaixar umas com as outras, as estrelas aparecem e, em algumas semanas, parece que as perguntas de sempre desapareceram, até que chega o primeiro teste sério.

Isso aconteceu na temporada passada durante o dérbi, e nesta temporada, até agora, na partida contra o Betis, embora a imagem do time neste caso tenha sido muito melhor. 

E as duas perguntas de sempre surgem novamente: quem organiza o jogo? E as três estrelas estão em sintonia e são capazes de jogar juntas?

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  • Real Betis Balompie v Real Madrid - LaLiga EA Sports 2026/27Getty Images Sport

    O meio-campo sob suspeita

    Camavinga e Valverde se repetiram no meio-campo, e o papel de cada um voltou a levantar dúvidas. O francês possui qualidades que o tornam um jogador extremamente completo, mas seus momentos de desconexão do clima da partida e a dificuldade incompreensível que enfrenta ao executar alguns lances técnicos deixam seu desempenho bastante irregular.

    Quanto ao uruguaio, a questão é diferente: ele nunca brilhou quando está na base da construção da jogada, e o futebol que apresenta aparece de forma mais natural quando a partida se abre, quando surgem espaços para ele correr ou quando se desloca para a ponta.

    O Real Madrid precisa de jogadores que queiram a bola e participem naquela região do campo, mas Fede Valverde, em vez de se oferecer para receber a bola, parece se esconder em muitos momentos do jogo, além de não ser capaz de dar a contribuição necessária no ataque organizado.

    E aqui volta a pergunta que o Real Madrid decidiu não resolver no mercado de transferências: "quem comanda o meio-campo quando a partida exige calma, controle e circulação de bola?" Após não contratar Rodri, parece que a resposta voltou a ser depender de soluções individuais, como Arda Güler, que carregou a equipe nas costas.

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  • Real Madrid v Malaga CF - LaLiga EA Sports 2026/27Getty Images Sport

    Toca no cerne do incômodo: os três craques

    Mbappé, Vinícius e Bellingham são jogadores extremamente talentosos, a ponto de não se poder questionar suas capacidades, mas o problema com eles reside no grau de entrosamento entre si e na condição de "intocáveis" que parecem ter adquirido dentro do clube.

    Diante do Betis, o Real Madrid criou diversas chances. Mbappé, que em alguns momentos parece ter uma facilidade impressionante de chegar ao gol, é também o jogador que mais desperdiça oportunidades claras em toda a competição, e quando não está em seu dia, a equipe, que depende muito de seus gols, paga um preço alto.

    Já Vinícius também está longe da versão que fazia de sua atuação um fator decisivo. Ele ainda tem as qualidades que lhe permitem mudar o resultado de uma partida com um único lance, mas há muito tempo deixa a impressão de que participa menos do que deveria e de que sua influência ficou bem menor. Além disso, a renovação de seu último contrato lhe garante uma posição hierárquica dentro da equipe que não se reflete dentro de campo.

    Quanto a Bellingham, o inglês foi um dos jogadores mais importantes da equipe e um dos que mais brilharam em termos de nível no período recente, mas diante do Betis voltou a mostrar que lhe falta certa regularidade em seus rendimentos. 

    Ele aparentava cansaço e, sem conseguir encontrar zonas adequadas para finalizar, sua atuação perde muito de seu valor.

    Os três jogadores impõem limitações à equipe e ao técnico José Mourinho mais do que deveriam. A prova disso está na decisão de Mourinho de substituir Arda Güler diante do Betis. 

    É evidente que o turco, que vinha tendo uma atuação melhor, estava com um cartão amarelo, mas a pergunta é: o técnico português teria tomado a mesma decisão se o cartão estivesse com um dos outros três atacantes? Güler estava rendendo muito mais do que alguns dos astros, mas era a substituição mais fácil para manter a calma no vestiário.

    O Real Madrid perdeu apenas uma partida, e ainda é cedo para falar em drama, mas os holofotes voltam a se concentrar nos dois grandes problemas que a equipe enfrenta há anos: o volante organizador e o grau de entrosamento de seus três astros.

    Tudo isso sem que Diomande, que parece confuso toda vez que entra em campo, consiga uma chance real de participar.

    A derrota diante do Betis traz de volta ao primeiro plano as dúvidas do passado, dúvidas que Mourinho precisa resolver se quiser mudar o rumo em que essa equipe vem seguindo há várias temporadas.

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