Gualicho? Quem é aquele? Lá no iniciozinho, seu nome causava confusão. Mas o “ponteiro espetacular” surgido no Botafogo no início dos anos 1950 foi quem, dentro de campo, confundia – como ninguém, antes ou depois dele – seus adversários. E quando começou a ficar famoso por causa de seus dribles, escrevendo com pernas tortas o destino mais do que certo do futebol brasileiro, ninguém mais errava o seu nome. Ou melhor, seu apelido: Garrincha. Mané Garrincha.
Em jogo válido pela primeira rodada do Campeonato Carioca de 2026, um déjà-vu aconteceu. “Garrincha esperto!”, narrou Gustavo Villani, na TV Globo, depois que o camisa 7 deu uma bela assistência para o primeiro gol. “Tá esperto no jogo, Garrincha! Lateral da grande área... [ele] vai invadir! Pode até bater no goo..LAAAAAÇO”. Depois de 60 anos, o nome Garrincha voltava a fazer uma das coisas que mais fazia: decidir um jogo contra o Flamengo. Um Flamengo sub-alguma coisa, enquanto o poderoso time principal não estreia? Sim, mas ainda assim o Flamengo.
Ah, e o nome é Garrinsha. Com “s”. Falado, soa igual. Mas a diferença também serve para mostrar que estamos falando de outro jogador. O Bangu não vencia o Rubro-Negro fazia quase 24 anos. E, muito além de ter decidido com gol e assistência na vitória alvirrubra, Garrinsha já crava sua bandeira como primeira grande história do futebol em 2026 simplesmente porque fez jus a seu nome. Um nome, aliás, que há tempos vem sendo muito injus... injustiçado.
| Leia as últimas do mercado no WhatsApp! 🟢📱 |




.jpg?auto=webp&format=pjpg&width=3840&quality=60)