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Gareth Bale afirma que Zinedine Zidane “não fez muito” como técnico do Real Madrid e dá sua opinião sincera sobre como é Cristiano Ronaldo como companheiro de equipe

  • Simplicidade acima dos sistemas

    Bale, que ajudou o Real a conquistar três títulos consecutivos da Liga dos Campeões sob o comando de Zidane, afirmou no programa The Overlap, quando questionado sobre a abordagem tática do francês: “Ele não fazia muito... Sabíamos que, se jogássemos contra o Barça ou o Bayern, teríamos que fazer algumas táticas, mas com os outros times era mínimo. Em jogos importantes, fazíamos 15 minutos de táticas defensivas em vez de ofensivas e era isso.”

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    A vida com Ronaldo e Benzema

    Abordando os rumores de longa data sobre atritos dentro da icônica linha de frente da “BBC”, composta por ele, Ronaldo e Karim Benzema, Bale insistiu que o trio trabalhava em perfeita sintonia. “Nós nos dávamos muito bem no vestiário. Nunca tivemos nenhum problema”, explicou. “Karim era muito calmo... Cristiano e eu estávamos nas pontas, com mais energia, mas ele mantinha tudo sob controle. Eu entrei como a última peça do quebra-cabeça.”

    Quando questionado sobre o perfeccionismo de Ronaldo, Bale acrescentou: “Eu estava pensando nisso, já tive alguns momentos de frustração quando perdi uma chance cara a cara e talvez pudesse ter passado a bola para ele! Você também tem que entender que essa é a motivação e o impulso dele. Ele só quer marcar gols, não apenas um, mas três, quatro, cinco, seis por jogo, se puder.  

    “Você sabe que ele está atrás de recordes e quer marcar gols e quer superar [Lionel] Messi fazendo isso. Você entende e também não pode argumentar (que) ele está marcando gols. Mesmo quando ele voltou para o Man Utd, as pessoas diziam: ‘ele não é mais o mesmo’, mas ele ainda marca gols, o que é, em última análise, a coisa mais difícil de se fazer no futebol. Ele era muito motivado. Você sabia que, ao entrar em um jogo, tinha uma vantagem de 1 a 0, sabendo que ele iria marcar em algum momento. Ele também era um impulsionador da confiança da equipe.”

  • Pressão da mídia de Madri

    O galês também abordou o intenso escrutínio em relação ao seu amor pelo golfe e à famosa faixa “País de Gales. Golfe. Madri”. Bale esclareceu: “Isso não teve nada a ver comigo (risos). A imprensa espanhola criou esse personagem. Eu era profissional. Tinha a regra de não jogar golfe 40 horas antes de um jogo”.

    Sobre a pressão implacável de representar o Los Blancos, ele observou: “Você sabe que não pode tirar o pé do acelerador, porque eles vão atrás de você... Tive que amadurecer muito rapidamente.”

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    Ancelotti vs Zidane e a liderança de Ramos

    Refletindo sobre a autoridade no vestiário, Bale identificou Sergio Ramos como o principal líder. “Eu diria que Ramos era o maior líder. Cristiano tinha seu ego... mas em termos de líder da equipe, era Ramos.”

    Comparando Zidane com outro de seus ex-treinadores do Real Madrid, Carlo Ancelotti, Bale disse: “Carlo tinha a melhor gestão pessoal. Se você não jogasse, ele fazia você se sentir como se fosse seu melhor amigo.” No fim das contas, Bale acredita que o imenso talento do elenco tornava as táticas secundárias: “O treinador obviamente dá algumas orientações, mas não é nada complicado.”

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