Esta página tem links afiliados. Quando você compra um serviço ou um produto por meio desses links, nós podemos ganhar uma comissão.

+18 | Conteúdo Comercial | Aplicam-se termos e condições | Jogue com responsabilidade | Princípios editoriais
Brazil v Argentina - FIFA World Cup 2026 QualifierGetty Images Sport

Fora de mais uma Copa, Gabriel Jesus segue como 4º maior goleador da seleção em atividade

A seleção brasileira está pronta para iniciar sua caminhada na Copa do Mundo de 2026. Neste sábado (13), a equipe de Carlo Ancelotti enfrenta o Marrocos, em Nova Jersey, pela primeira rodada da fase de grupos. Enquanto o foco está nos convocados, um dado chama atenção: alguns dos principais artilheiros em atividade da Amarelinha ficaram fora da lista para o Mundial.

Entre os jogadores ainda em atividade, Neymar lidera com folga o ranking de gols pela seleção, com 79. O camisa 10 está na Copa, assim como Lucas Paquetá, segundo colocado entre os convocados, com 13 gols marcados. A diferença entre os dois e os demais nomes do elenco atual evidencia a renovação ofensiva pela qual o Brasil passa neste ciclo.

Ao mesmo tempo, atletas que construíram trajetórias importantes com a camisa da seleção não estarão presentes no torneio. Gabriel Jesus, com 19 tentos, segue entre os maiores goleadores brasileiros em atividade, mas ficou de fora dos planos para a disputa do Mundial nos Estados Unidos, México e Canadá.


  • Brazil v Argentina: Semi Final - Copa America Brazil 2019Getty Images Sport

    Caso de Gabriel Jesus

    Entre os ausentes, Gabriel Jesus é quem mais chama atenção. Aos 29 anos, o atacante do Arsenal ocupa a quarta colocação entre os maiores artilheiros em atividade da seleção brasileira, mas ficou de fora da lista final.

    A ausência reacende discussões que acompanham sua trajetória na seleção há anos. Muito dessa avaliação passa pela Copa de 2018, na Rússia, quando recebeu a responsabilidade de vestir a camisa 9 do Brasil, mas terminou a competição sem balançar as redes. O desempenho acabou marcando sua imagem em Copas, apesar de sua relevância em outros momentos da seleção.

    Um dos exemplos mais claros aconteceu na conquista da Copa América de 2019. Na campanha do título, Gabriel Jesus foi um dos protagonistas da equipe de Tite, marcando contra a Argentina na semifinal e também na decisão diante do Peru, além de contribuir diretamente na construção ofensiva do time.

    Os números reforçam sua importância histórica recente. Ao todo, são 64 partidas pelo Brasil, com 19 gols e 13 assistências. Estatísticas que seguem superiores às de vários jogadores presentes na atual convocação. Vini Jr., por exemplo, soma 49 jogos, nove gols e nove assistências pela Amarelinha.

  • Publicidade
  • Brazil v Panama - International FriendlyGetty Images Sport

    Novo dono da camisa 9

    Sem Gabriel Jesus, a camisa 9 ganha mais um dono diferente em uma Copa do Mundo. Desta vez, Carlo Ancelotti escolheu Matheus Cunha para iniciar o torneio como referência ofensiva da equipe.

    A decisão, porém, não significa a utilização de um centroavante tradicional. No modelo de jogo desenhado pelo treinador italiano, o atacante do Manchester United atua com liberdade para sair da área, participar da construção das jogadas e abrir espaços para a movimentação dos pontas.

    Por isso, a disputa pelo papel de homem de área segue aberta dentro do elenco. Endrick e Igor Thiago aparecem como os atacantes com características mais próximas de um centroavante clássico e são vistos pela comissão técnica como alternativas importantes para mudar o cenário das partidas.

    Os dois ganharam espaço durante os amistosos preparatórios e chegam à Copa como opções relevantes para momentos em que o Brasil precise de mais presença física dentro da área adversária.

  • FBL-WC-2026-BRA-TRAININGAFP

    Mistério no ataque antes de estreia

    Como tem feito desde o início da preparação nos Estados Unidos, Carlo Ancelotti mantém sigilo sobre a escalação para a estreia diante do Marrocos. Nos treinamentos realizados no CT de Columbia Park, em Morristown, o treinador evitou revelar suas escolhas definitivas.

    Nos bastidores, porém, a tendência é de que Matheus Cunha retorne ao time titular. O atacante começou no banco de reservas na vitória por 2 a 1 sobre o Egito, em amistoso disputado no último sábado, em Cleveland, quando Igor Thiago recebeu uma oportunidade entre os onze iniciais.

    Apesar de a comissão técnica ter gostado da capacidade de profundidade e ocupação de área apresentada pelo atacante do Brentford, o contexto da estreia contra os marroquinos parece favorecer Cunha.

    Além da qualidade ofensiva, a comissão entende que o jogador pode oferecer uma contribuição importante sem a bola. O sistema defensivo brasileiro deverá ser bastante exigido pelos lados do campo, especialmente diante de jogadores como Hakimi e Brahim Díaz, duas das principais armas marroquinas.

    Nesse cenário, a mobilidade e a capacidade de recomposição de Matheus Cunha podem ser determinantes para a escolha final de Ancelotti. A poucos dias da estreia, o camisa 9 aparece como favorito para liderar o ataque brasileiro no primeiro compromisso da caminhada rumo ao hexa.