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Hull City v Chelsea - Emirates FA Cup Fourth RoundGetty Images Sport

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“Estava prestes a ir para o Chelsea” – O ex-assistente de Liam Rosenior explica por que recusou a oferta de retorno ao Blues para permanecer no Strasbourg com o novo técnico Gary O'Neil

  • A remodelação da BlueCo: Por que Coelho ficou para trás

    A remodelação do comando técnico foi iniciada após a saída de Maresca no dia de Ano Novo, levando o Chelsea a recorrer ao seu clube irmão, o Strasbourg, para encontrar um sucessor dentro da estrutura de propriedade compartilhada da BlueCo. Embora Rosenior tenha tido uma passagem produtiva de 18 meses pela França, levando o Strasbourg à competição europeia, ele aproveitou a oportunidade de comandar o Blues, confirmando um acordo logo após o empate de despedida contra o Nice.

    A transição marcou um período de mudanças significativas para ambas as equipes, já que Rosenior chegou a Stamford Bridge com um contrato de cinco anos e meio, ao lado de importantes membros da comissão técnica, incluindo Kalifa Cisse e Justin Walker. Apesar da estreita relação de trabalho com o assistente técnico Filipe Coelho, este último optou por não acompanhar o técnico principal a Londres. Para Coelho, embora a atração profissional do Chelsea fosse evidente, ele sentiu que não era o momento certo para outra mudança, optando por manter a estabilidade no Strasbourg sob o novo regime.

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    Valores familiares e adaptação francesa

    Coelho conhece bem o funcionamento interno do Chelsea, tendo sido treinador da equipa sub-21 do clube durante o período em que Maresca esteve no clube. Ele só deixou o oeste de Londres em julho do ano passado para assumir o seu cargo atual no Estrasburgo, e admite que a perspectiva de mudar a sua família de volta para Inglaterra tão pouco tempo depois de chegar a França foi o fator decisivo para permanecer onde está.

    Em entrevista ao jornal A Bola, Coelho explicou claramente a situação: “Eu estava prestes a ir para o Chelsea quando Liam saiu e acompanhá-lo em Londres, mas a família é um pilar muito importante e não fazia sentido tirar minha família de uma boa adaptação à vida na França para voltar a Londres [naquele momento]. Cheguei há cinco meses e quero continuar”.

  • Aprendendo com os melhores

    O conceituado treinador acredita que o seu percurso atual lhe está proporcionando a formação perfeita. Ao permanecer em Estrasburgo, ele conseguiu fazer a transição de trabalhar com Rosenior para apoiar o novo treinador O'Neil, ao mesmo tempo em que aproveitou suas experiências anteriores ao lado do ex-técnico do Chelsea, Maresca. Essa diversidade de influências táticas é algo que Coelho valoriza profundamente.

    “Sinto que o momento de ser treinador principal chegará. Não tenho pressa e estou a gostar. Tendo chegado a um clube como o Chelsea, onde estive próximo de Enzo Maresca, e agora podendo beneficiar da experiência de Liam Rosenior e Gary O'Neil, é um currículo incrivelmente rico, e estou a aperfeiçoar os últimos detalhes para estar mais do que preparado quando chegar a hora”, acrescentou o treinador português.

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    Olhando para o futuro

    Embora Coelho esteja atualmente focado em ajudar O'Neil a continuar a trajetória ascendente do Estrasburgo na Ligue 1, ele não esconde suas ambições de longo prazo. O técnico de 39 anos tem como objetivo assumir o cargo de treinador principal e um retorno à sua terra natal é uma possibilidade que ele mantém em aberto.

    Refletindo sobre seus objetivos futuros, o ex-técnico da base do Chelsea admitiu que a primeira divisão portuguesa continua sendo um grande atrativo para ele. “É uma liga que significa muito para mim. É o meu país. Voltar ao meu país está sempre em aberto”, concluiu Coelho, sugerindo que, embora tenha recusado o Chelsea hoje, sua jornada como técnico está apenas começando.

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