Você tem 24 anos ou mais?

Ajude-nos a verificar sua idade respondendo com sinceridade. Este site contém publicidade relacionada a jogos de azar destinada a maiores de 24 anos.

Conteúdo com restrição de idade

Você não tem idade suficiente para visualizar conteúdo relacionado a apostas. Você será redirecionado para a página inicial.

alt

Esta página tem links afiliados. Quando você compra um serviço ou um produto por meio desses links, nós podemos ganhar uma comissão.

+18 | Conteúdo Comercial | Aplicam-se termos e condições | Jogue com responsabilidade | Princípios editoriais | Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento
Premier League ref decisionsAI

Traduzido por

Erros ou intenção? Falhas de arbitragem catastróficas mancham a imagem da Premier League

O gol de Erling Haaland no último clássico de Manchester trouxe de volta à tona a questão dos erros de arbitragem na Premier League, depois que a tecnologia do VAR validou o gol que decidiu o confronto a favor do Manchester City, antes de o comitê de arbitragem da Premier League admitir que houve um erro na avaliação da interferência de Enzo Fernández, o jogador do City que estava em posição de impedimento.

Após a partida, o comitê de arbitragem reconheceu que o árbitro de vídeo assistente deveria ter tratado a presença de Fernández de forma diferente, e ter solicitado ao árbitro que revisasse o lance no monitor à beira do campo, em mais uma admissão de erro de arbitragem que veio após o fim da partida e da definição do resultado.

Este episódio traz à memória uma série de erros de arbitragem que a liga inglesa testemunhou ao longo dos últimos anos.

  • Haaland reabre o caso

    O clássico de Manchester acabou adicionando um novo capítulo à novela de polêmicas e erros de arbitragem no futebol inglês.

    Na partida que colocou frente a frente Manchester United e Manchester City, ontem, Haaland marcou o único gol do jogo aos 60 minutos, depois de o tento ter sido inicialmente anulado por impedimento.

    A revisão mostrou que o próprio Haaland estava em posição legal, já que Patrick Dorgu, jogador do Manchester United, manteve o atacante norueguês atrás da linha de impedimento.

    Mas a polêmica não estava relacionada a Haaland, e sim a Enzo Fernández, que estava em posição de impedimento e tentou alcançar a bola sem tocá-la.

    O árbitro de vídeo assistente entendeu que Fernández não cometeu infração de impedimento porque não tocou na bola e, portanto, não interferiu na jogada de forma que justificasse a anulação do gol.

    No entanto, o órgão responsável pela arbitragem admitiu posteriormente que a avaliação da influência do jogador no lance foi equivocada e que a decisão deveria ter sido encaminhada ao árbitro da partida para que ele mesmo a revisasse.

  • Publicidade
  • O incidente de Rodri

    Antes de a tecnologia do árbitro de vídeo assistente entrar em seus anos mais controversos, houve um episódio marcante na temporada 2021-2022 durante a partida entre Everton e Manchester City.

    O árbitro não marcou pênalti a favor do Everton depois de Rodri tocar a bola com a mão dentro da área, e o árbitro de vídeo assistente não interveio para corrigir a decisão.

    Após a partida, Mike Riley, então presidente da comissão de arbitragem, pediu desculpas ao Everton, reconhecendo que a decisão foi errada e que a marcação do pênalti teria dado ao time a chance de voltar ao jogo.

    O episódio ganhou ainda mais relevância pelo seu momento, já que o Everton lutava para permanecer na primeira divisão, enquanto o Manchester City disputava uma corrida acirrada com o Liverpool pelo título do Campeonato Inglês, decidido em favor dos Citizens por um ponto de diferença, o que significa que esse lance ganhou outra dimensão e contribuiu diretamente para encaminhar o título ao City.

  • 2022-2023: a temporada dos grandes erros

    A temporada 2022-2023 foi marcada por um grande número de decisões polêmicas, sendo a mais notável a que ocorreu na partida entre Arsenal e Brentford.

    Ivan Toney marcou o gol de empate do Brentford, apesar de Christian Norgaard estar em posição de impedimento durante o lance. O árbitro de vídeo assistente Lee Mason falhou ao traçar as linhas de impedimento e revisar a posição do jogador de forma correta.

    A comissão de arbitragem admitiu a existência de um erro claro e pediu desculpas ao Arsenal, que disputava fortemente o título do campeonato.

    Na mesma temporada, outro erro ocorreu na partida entre Brighton e Crystal Palace, após o gol de Pervis Estupiñán ser anulado por impedimento.

    A revisão mostrou que as linhas de impedimento foram traçadas sobre o jogador errado, o que levou a uma decisão incorreta de anular o gol.

    O lance de Bruno Fernandes na partida entre Manchester United e Manchester City também gerou grande polêmica, depois que o gol do United foi validado apesar de Marcus Rashford estar em posição de impedimento, antes que o árbitro de vídeo assistente considerasse que o atacante não havia interferido na jogada de forma a justificar a anulação do gol, em uma decisão que pareceu estranha e fez correr muita tinta, tendo em vista a corrida direta de Rashford em direção à bola.

    De acordo com as revisões realizadas no fim da temporada, a competição registrou 38 erros relacionados à tecnologia do árbitro de vídeo assistente, um número que tornou a temporada uma das mais polêmicas desde a implementação da tecnologia.

  • GOSTOU DESTA HISTÓRIA?

    Adicione a GOAL.com como sua fonte favorita no Google para ver mais reportagens nossas.

    Siga a GOAL no Google
  • O gol de Díaz e os erros graves

    A temporada 2023-2024 foi palco de um dos erros mais famosos da tecnologia do árbitro de vídeo (VAR) na história da Premier League.

    Na partida entre Liverpool e Tottenham, Luis Díaz marcou um gol que o árbitro anulou por impedimento, mas a repetição mostrou que o jogador estava em posição legal.

    O problema não estava apenas na decisão do árbitro dentro de campo, mas também na comunicação dentro da sala do VAR, depois que os responsáveis pela revisão acreditaram que o gol havia sido validado e, por isso, não intervieram para corrigir a decisão.

    A comissão de arbitragem admitiu o erro e pediu desculpas ao Liverpool, transformando o episódio em um exemplo claro de que a existência da tecnologia de vídeo não significa necessariamente o desaparecimento dos erros, especialmente quando ocorre uma falha na comunicação ou na interpretação da decisão.


    A mesma temporada testemunhou outra polêmica na partida entre Liverpool e Arsenal, após a não marcação de um pênalti a favor do Liverpool em decorrência de um toque de mão de Martin Ødegaard dentro da área. 

    Depois de revisar o lance posteriormente, Howard Webb, presidente da comissão de arbitragem, afirmou que o Liverpool merecia ter recebido o pênalti.

    O número de erros identificados nesta temporada chegou a 31, de acordo com as revisões realizadas para avaliar o desempenho da tecnologia de vídeo.

  • expulsão de Bruno

    A temporada 2024-2025 registrou mais um episódio em que a intervenção da tecnologia do árbitro de vídeo assistente foi alvo de clara crítica.

    Na partida entre Manchester United e Tottenham, Bruno Fernandes recebeu cartão vermelho direto após uma entrada em James Maddison, mas a Federação Inglesa anulou o cartão posteriormente, depois do recurso.

    Howard Webb admitiu que o árbitro de vídeo assistente deveria ter pedido ao árbitro que revisasse o lance na tela do estádio, o que confirmou que a decisão de expulsão não merecia ser mantida.

    A mesma temporada registrou outros casos que geraram polêmica, entre eles a entrada de James Tarkowski em Alexis Mac Allister no dérbi de Merseyside, enquanto algumas outras decisões permaneceram em discussão sem serem classificadas oficialmente como erros da comissão de arbitragem.

    Apesar disso, a temporada apresentou uma queda notável no número de erros relacionados à tecnologia do vídeo, depois de o número ter chegado a 18 casos, segundo as avaliações adotadas.

    Vocês podem discutir os temas e as notícias de forma mais aprofundada nos fóruns do Kooora

  • 2025-2026: os erros voltam a aumentar

    A temporada 2025-2026 viu o número voltar a subir, depois que a comissão de casos de impacto registrou 25 erros do VAR, em comparação com 18 na temporada anterior, 31 em 2023-2024 e 38 em 2022-2023.

    Entre os episódios mais notórios que receberam reconhecimento oficial está a partida entre Manchester United e Nottingham Forest, em maio de 2026.

    Matheus Cunha marcou um gol após um lance que começou com um toque de mão de Bryan Mbeumo.

    O VAR pediu ao árbitro Michael Salisbury que revisasse o lance, mas ele foi até o monitor e então decidiu manter sua decisão, validando o gol.

    Posteriormente, a comissão de arbitragem admitiu que o gol deveria ter sido anulado e entrou em contato com o Nottingham Forest para se desculpar.

  • Erros humanos ou falta de competência?

    Aqui está a pergunta mais difícil, pois não existe nenhuma evidência confiável que permita afirmar que os árbitros cometem erros de propósito para gerar polêmica e, portanto, seria pouco profissional transformar isso em uma teoria da conspiração.

    Por outro lado, é difícil ignorar outra pergunta mais lógica: como erros desse tipo continuam a acontecer em uma liga que possui tantos recursos?

    A ideia do VAR baseia-se, em sua origem, em reduzir os erros humanos, porque quando o árbitro não consegue enxergar um lance, existe uma tela; quando o árbitro de vídeo não vê o lance, existem várias ângulos e replays; quando a decisão está relacionada a um impedimento, existe uma tecnologia para traçar as linhas; e quando há um cartão vermelho, o árbitro pode revisar o lance.

    Ainda assim, vimos um gol válido como o de Díaz ser anulado por causa de uma falha de comunicação, um gol como o de Toney ser mantido por não se ter traçado a linha de impedimento, um pênalti como o do lance de Rodri não ser marcado, um cartão vermelho como o de Bruno ser confirmado e depois anulado, e um gol como o de Cunha ser validado apesar de o próprio VAR ter chamado o árbitro para revisá-lo.

    Os números dizem que a situação melhorou em comparação com o início; os erros do VAR caíram de 38 em 2022-2023 para 31 e depois 18 em 2024-2025, antes de voltar a subir para 25 em 2025-2026.

    Mas os números não contam a história completa, porque um único erro pode ser mais importante do que dez erros marginais se ocorrer em uma partida decisiva pelo título, pelo rebaixamento ou pela classificação europeia.

  • Um pedido de desculpas não devolve os pontos

    Talvez este seja o maior problema em toda a questão, pois, quando a comissão de arbitragem admite que o Arsenal perdeu dois pontos diante do Brentford, os dois pontos não voltam.

    E quando admite que o Everton merecia um pênalti diante do Manchester City, a partida não é refeita.

    E quando admite que o gol de Díaz era válido, o Liverpool não conquista os três pontos.

    E quando afirma que o cartão de Bruno diante do Tottenham foi um erro, não voltam os minutos que o United jogou com dez jogadores.

    E quando admite que o gol de Cunha diante do Forest deveria ter sido anulado, a tabela de classificação não muda.

    E a verdadeira pergunta aqui é: quantos erros pode suportar uma liga que se descreve como a mais forte do mundo, especialmente quando os erros acontecem na era de uma tecnologia concebida justamente para preveni-los?

    Talvez não haja conspiração, e talvez ninguém queira criar polêmica, mas a repetição dos erros, seguida da admissão de alguns e da defesa de outros, torna legítima a pergunta: o problema está nas regras do jogo, na forma de interpretá-las, ou o nível de alguns árbitros e da tecnologia de vídeo simplesmente não acompanha o patamar que a Premier League alcançou?