Você tem 24 anos ou mais?

Ajude-nos a verificar sua idade respondendo com sinceridade. Este site contém publicidade relacionada a jogos de azar destinada a maiores de 24 anos.

Conteúdo com restrição de idade

Você não tem idade suficiente para visualizar conteúdo relacionado a apostas. Você será redirecionado para a página inicial.

alt
+18 | Conteúdo Comercial | Aplicam-se termos e condições | Jogue com responsabilidade | Princípios editoriais | Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento
Spain v Saudi Arabia: Group H - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

Traduzido por

Erros chocantes... A tecnologia do vídeo se transforma em uma “loteria” na Copa do Mundo

Há apenas alguns dias, todos se perguntavam se o sistema de vídeo-árbitro seria utilizado de maneira diferente na Copa do Mundo.

Agora, porém, após uma semana marcada por uma série de decisões estranhas, os torcedores estão confusos sobre em quais situações o VAR realmente intervém.

A BBC Sport apresentou, em uma reportagem, os principais pontos da polêmica em torno da tecnologia de vídeo na Copa do Mundo, que está sendo disputada atualmente nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

Desde o pedido de pênalti da Gana contra a Inglaterra, passando pela anulação do gol do Brasil contra a Escócia, até o primeiro gol da Alemanha contra o Equador, ficou difícil prever a decisão que o VAR tomará.

Até o momento, os números de intervenções da tecnologia de vídeo na Copa do Mundo de 2026 estão em taxas muito próximas às da Premier League.

Na última temporada da Premier League, a média de intervenções do VAR foi de 0,29 por partida, enquanto a média na Copa do Mundo é de 0,28.

Já no que diz respeito às intervenções discricionárias, que exigem que o árbitro vá até o monitor para revisar a jogada, a média na Premier League foi de 0,15 vez por partida, contra 0,17 vez na Copa do Mundo.

  • FBL-EUR-C1-MAN CITY-REAL MADRIDAFP

    A dificuldade de manter um padrão consistente para a intervenção por meio da tecnologia de vídeo

    À medida que o campeonato avança, fica cada vez mais claro o quanto é difícil manter um padrão consistente e elevado para as intervenções por meio da tecnologia de vídeo.

    Perluigi Collina, presidente da Comissão de Árbitros da FIFA, considera que o futebol é um esporte que depende do contato físico e que nem todo contato é considerado falta; além disso, ele deseja ver partidas mais fluidas e com melhor ritmo durante este campeonato.

    No entanto, quando se permite cada vez mais o número de entradas fortes em campo, o árbitro de vídeo precisa se adaptar a essa tendência, o que torna mais difícil determinar se a falta é “clara e evidente”.

    Esse é o mesmo problema que a Premier League enfrentou.

    Em outras competições, o critério para a intervenção do VAR é menos rigoroso e, por isso, os árbitros de vídeo intervêm com maior frequência.

    Isso dá a impressão de haver maior consistência, pois todos esperam a intervenção, mas não significa necessariamente que a tecnologia esteja sendo usada da maneira para a qual foi criada, ou seja, apenas para corrigir erros graves.

    Tomemos a Liga dos Campeões como exemplo: lá, a média de intervenções do VAR é de 0,47 por partida, enquanto a média de revisões no monitor chega a 0,36 por partida, o que significa que o árbitro de vídeo intervém com muito mais frequência.

    As mãos na bola são o exemplo mais notável disso, já que a UEFA aplica uma interpretação rigorosa dessas situações, com menos margem para julgamento pessoal; consequentemente, diminuem os motivos que levam o árbitro de vídeo a se abster de intervir. Assim, se a bola bater no braço do zagueiro, ele provavelmente se verá em apuros.

  • Publicidade
  • Scotland v Brazil: Group C - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    Pênalti para Gana... e anulação do gol do Brasil

    O técnico da Gana, Carlos Queiroz, afirmou que “o árbitro de vídeo foi tomar um café” depois que não foi marcado um pênalti a favor de sua equipe contra a Inglaterra, na sequência de uma falta de Ezri Konsa sobre Prince Kwabena Ado.

    A falta foi imprudente e, por isso, foi extremamente estranho que o VAR não tenha intervindo, em uma partida que terminou empatada em 0 a 0.

    Então, na quarta-feira, um gol do Brasil foi anulado durante a vitória por 3 a 0 sobre a Escócia devido a uma falta marcada contra Vinícius Júnior em relação a Jack Hendry.

    Nesse caso, pareceu que o padrão de intervenção mais rigoroso havia diminuído, já que parecia ter sido Hendry quem chutou o jogador brasileiro, e não o contrário, e não havia falta evidente.

    O ex-árbitro assistente da Copa do Mundo, Darren Kane, disse durante o programa Match of the Day: “Acho que a Escócia teve um pouco de sorte, para ser sincero. Houve um leve contato antes da jogada, mas não acho que isso chegue ao nível de uma falta”.

    Em seguida, veio a partida entre Alemanha e Equador, ontem, quinta-feira, que terminou com a vitória do Equador por 2 a 1.

    O gol inicial de Leroy Sané foi validado, embora Aleksandar Pavlović tenha levantado o pé de forma perigosa e acertado claramente a cabeça de Pedro Vitti. A jogada parecia exigir uma intervenção clara do VAR, mas a decisão do árbitro de campo, Torri Penso, permaneceu inalterada.

  • Ecuador v Germany: Group E - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    Erros ilógicos do árbitro na partida entre Alemanha e Equador

    Joe Hart disse durante o programa Match of the Day: “Qualquer jogador que esteja assistindo à Copa do Mundo agora veria essa jogada e diria imediatamente que ela colocou o adversário em risco, que foi um pé alto e uma falta clara. Acho que a decisão foi errada”.

    Poucos minutos após o início do segundo tempo, o árbitro Penso marcou um pênalti a favor da Alemanha, depois que Kai Havertz caiu na sequência de uma entrada de Joel Ordóñez.

    Mas, dessa vez, o árbitro de vídeo, Joe Decker, interveio e informou à árbitra que o pênalti deveria ser anulado devido a uma falta cometida por Leroy Sané contra Pedro Vitti na linha do meio-campo antes da construção do ataque.

    Se essa situação fosse analisada isoladamente, poderia parecer uma decisão correta, embora Fiti parecesse ter caído em duas etapas.

    Mas, quando comparada à situação anterior envolvendo o pé levantado de Pavlović, o critério de intervenção não foi coerente.

    Talvez o árbitro de vídeo tenha sentido que estava corrigindo um erro anterior, mas não parecia lógico marcar uma falta na segunda situação e ignorar a outra.

  • GOSTOU DESTA HISTÓRIA?

    Adicione a GOAL.com como sua fonte favorita no Google para ver mais reportagens nossas.

    Siga a GOAL no Google
  • USA v Paraguay: Group D - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    O mínimo de intervenção do rato para obter o máximo benefício

    Durante o torneio, as grandes seleções, em geral, se beneficiaram das revisões por vídeo.

    O gol anulado do Brasil e o pênalti anulado da Alemanha foram os únicos dois casos discricionários em que as decisões do VAR foram contra as seleções favoritas.

    Por outro lado, a França não recebeu um pênalti contra o Senegal após a falta de Sadio Mané em Kylian Mbappé; embora o árbitro de vídeo tenha recomendado a marcação, o árbitro de campo rejeitou a decisão.

    Isso parece confirmar mais uma vez a impressão predominante de falta de coerência, já que muitos ficaram surpresos com a não marcação do pênalti para Mbappé.

    Pierluigi Collina, presidente da Comissão de Árbitros da FIFA, ainda tem muito trabalho pela frente com sua equipe de 30 árbitros de vídeo, que atuam a partir de seu centro na cidade de Dallas.

    O lema principal ao introduzir a tecnologia de vídeo era “o mínimo de intervenção para obter o máximo benefício”, mas a aplicação desse princípio continua sendo extremamente difícil.

    Afinal, toda a ideia depende da qualidade das decisões tomadas pelo árbitro em campo.

    A BBC Sport concluiu sua reportagem afirmando que “o princípio da intervenção mínima só funciona quando as decisões dos árbitros estão corretas desde o início, mas isso não parece estar acontecendo no momento”.