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Palmeiras v Fluminense - Brasileirao 2026Getty Images Sport

O erro bizarro de arbitragem que pode levar Palmeiras x Fluminense para os tribunais

A vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o Fluminense, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, terminou com três pontos garantidos e manutenção da liderança alviverde. No entanto, o que deveria ser apenas mais um resultado positivo acabou marcado por uma situação incomum envolvendo a arbitragem.

Durante a partida, disputada na Arena Barueri, o Verdão executou o pontapé inicial tanto no primeiro quanto no segundo tempo, algo que contraria o procedimento padrão previsto nas regras do jogo. O detalhe passou despercebido no momento, inclusive pelos próprios jogadores do Fluminense, e só ganhou repercussão após o apito final.

No primeiro tempo, Maurício foi responsável pela saída de bola. Já na etapa complementar, coube a Vitor Roque reiniciar o jogo, novamente a favor do Palmeiras, mesmo após a troca de lados

Com o triunfo, o time comandado por Abel Ferreira chegou aos 10 pontos e permaneceu na ponta da tabela. O Fluminense, por sua vez, ficou com sete e seguiu nas primeiras posições do campeonato.

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  • Palmeiras v Fluminense - Brasileirao 2026Getty Images Sport

    O que determina a regra

    De acordo com o livro de regras da IFAB (International Football Association Board), disponibilizado pela CBF, a equipe que escolhe o lado do campo no início da partida é quem deve executar o pontapé inicial do segundo tempo.

    A infração observada no jogo, portanto, configura erro de procedimento. O regulamento, no entanto, prevê sanção apenas quando o jogador que dá a saída toca novamente na bola antes de qualquer outro atleta, o que geraria tiro livre indireto.

    Para o ex-árbitro Carlos Eugênio Simon, hoje comentarista da ESPN, o caso pode até ser levado aos tribunais, mas dificilmente resultaria em alteração do placar.

    “O Palmeiras deu o início e o reinício após o intervalo. Isso eu nunca tinha visto. É um erro de procedimento. Se o Fluminense protestar, a partida pode parar no tribunal, mas dificilmente vai mudar o resultado do jogo”, avaliou.

    Simon ainda destacou a necessidade de maior atenção por parte da arbitragem: “O árbitro precisa ficar mais concentrado. Até isso acontece com a arbitragem brasileira.”

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  • Posição oficial da CBF

    A Confederação Brasileira de Futebol se manifestou sobre o episódio e reconheceu a falha. Segundo a entidade, a Comissão de Arbitragem tomou ciência do ocorrido e aplicou advertência ao árbitro Felipe Fernandes de Lima, responsável pela condução da partida.

    Na análise interna, o lance foi classificado como erro de procedimento administrativo e técnico, mas sem impacto direto no resultado. A avaliação aponta que, logo após o reinício do segundo tempo, o Fluminense assumiu a posse de bola e não houve qualquer lance decisivo — como gol ou expulsão — na sequência imediata.

    Com base nas diretrizes da IFAB, a CBF entende que o episódio não altera o placar nem configura fundamento suficiente para anulação do confronto.

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    Reações em campo

    Após o jogo, o zagueiro Freytes, do Fluminense, afirmou que percebeu a irregularidade no momento, mas não conseguiu reverter a situação.

    “Eu percebi que o Palmeiras deu a saída duas vezes, mas o juiz falou que eu não podia falar com ele, pois ia tomar cartão de novo. Eu até gritei, mas ele não escutou. Quando vi, o jogo já tinha recomeçado”, declarou.

    O defensor reconheceu que faltou maior atenção coletiva: “São coisas que temos que estar mais atentos também. Agora já foi. Ninguém morreu por isso, mas na próxima vez temos que estar mais espertos.”

    Do lado palmeirense, o goleiro Carlos Miguel disse que não notou o detalhe durante a partida. Em tom descontraído, afirmou: “Isso é coisa do juiz. Se ele decidiu que o Palmeiras saísse duas vezes...”

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