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Flamengo v Lanus - CONMEBOL Recopa 2026Getty Images Sport

Entenda por que Filipe Luís pode custar caro ao Monaco antes mesmo da estreia

A contratação de Filipe Luís, ex-técnico do Flamengo, pelo Monaco representa uma aposta ambiciosa do clube francês em um dos treinadores mais promissores da nova geração brasileira. No entanto, antes mesmo de comandar sua primeira partida oficial na Europa e ser anunciado pelo clube, o treinador já se tornou motivo de preocupação nos bastidores do Principado por uma questão burocrática que pode gerar uma despesa de 25 mil euros (cerca de R$ 147 mil) por partida ao clube.

O problema está relacionado à exigência da Uefa para que treinadores das principais ligas europeias possuam a Licença PRO da entidade. Embora Filipe Luís tenha a Licença PRO da CBF, ela ainda não garante automaticamente sua atuação sem restrições no futebol europeu, abrindo caminho para possíveis sanções financeiras ao Monaco.

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    Monaco busca reconhecimento da licença

    Para evitar punições, a diretoria do Monaco trabalha junto às autoridades competentes da Uefa para que a certificação obtida por Filipe Luís no Brasil seja reconhecida como equivalente à Licença PRO da Uefa. O clube entende que essa é a alternativa mais viável para resolver a situação de forma definitiva.

    O principal obstáculo é um requisito previsto nos acordos de reconhecimento entre Conmebol e Uefa: o treinador precisa acumular pelo menos três anos de experiência à frente de equipes profissionais de primeira divisão ou seleções nacionais. Filipe ainda não atingiu esse período, já que comandou o Flamengo por cerca de um ano e meio.

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  • FBL-FRA-LIGUE1-PSG-MONACOAFP

    Multas e precedentes recentes

    A preocupação do Monaco não é apenas teórica. O clube viveu situação semelhante recentemente com o técnico belga Sébastien Pocognoli, que também não possuía a licença exigida pela Uefa. Na ocasião, a equipe foi penalizada financeiramente em partidas nas quais o treinador esteve à frente do time.

    Uma das alternativas consideradas seria registrar um membro da comissão técnica habilitado como responsável oficial nas súmulas. No entanto, esse expediente tem limitações práticas e regulatórias, já que o treinador sem a licença não pode exercer plenamente as funções de comandante na área técnica durante os jogos. Por isso, o reconhecimento da qualificação de Filipe Luís segue sendo tratado como prioridade pelo Monaco às vésperas de sua apresentação oficial.

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