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Rodrigo Santana, ex-técnico do Atlético-MG, 2021Getty Images

Em alta na Bolívia, Rodrigo Santana explica acordo com clube mineiro: "visão a longo prazo"

Rodrigo Santana vai deixar o Vaca Diez, da Bolívia, para voltar ao Brasil, onde defenderá as cores do Athletic, do interior de Minas Gerais. O retorno está previsto para o início de 2024, mas o técnico já deixa saudades no futebol boliviano.

Em entrevista exclusiva à GOAL, o brasileiro que assumiu a equipe em julho passado relata o que foi feito na passagem pelo futebol boliviano e ainda destaca o que o motivou a aceitar o convite dos mineiros do Athletic para a próxima temporada.

"Estou bem feliz, estou crescendo muito profissionalmente, como pessoa, como treinador, é um campeonato muito difícil. É a primeira vez da equipe na elite local, nunca estruturou para estar na primeira liga boliviana, a gente enfrenta times da Libertadores, tem que lutar. Não sou um técnico apenas, sou coach, tenho que acolher os jogadores, tem jogadores que nunca jogaram profissionalmente", contou à reportagem.

"Eu tenho bons olhos para o Athletic por causa do planejamento, juntamente com as metas. O clube vem alcançando feitos que não são todos os clubes que conseguem. Calendário cheio, já teve acesso para a Série C. Eu acredito que eles vêm fazendo um trabalho muito pé no chão. Eles tem uma visão bacana a médio, longo prazo", completou.

Na entrevista concedida à reportagem da GOAL, Rodrigo Santana detalhou o trabalho na Bolívia e disse o que espera à frente do Athletic, que disputará Série C do Brasileirão, Copa do Brasil e Estadual. Veja, abaixo, a entrevista com o treinador:

  • Rodrigo Santana - RANSLiga Indonesia Baru

    Trabalho na Bolívia

    "Enfrentar os grandes clubes locais e anular a superioridade tem sido muito desafiador. A gente encontra muito jogo na altitude, difícil de jogar... Eu preciso fazer a equipe ter uma logística na altitude. Nos jogos em casa, a gente traz dificuldade para o adversário. Nossa última vitória sobre o Bolívar entrou para a história. Com toda dificuldade, a gente está colocando o espírito que eles [atletas] podem competir de igual pra igual. A gente conseguir trazer isso pra dentro deles, e eles se sentirem confiantes é muito legal. No Brasil, já existe isso. Um grande tropeça contra um pequeno, na Bolívia, não é comum".

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  • Rodrigo Santana Colon Atlético-Mg Copa Sul-Americana 19 09 2019Getty Images

    Saída para o Athletic foi avisada

    "Conversei com a diretoria do Vaca Diez, eles entenderam de uma forma muito tranquila. Eles até brincaram: "a gente vai fazer o possível para você ficar". Mas agora é difícil. A saudade da família é grande, tenho três filhos pequenos, era importante estar de volta ao Brasil".

    "Então, tenho muito bons olhos nesse trabalho que o Athletic vem fazendo, revelando jogadores, política de pés no chão e eficiência. Sempre acompanhei, quando fizeram o convite, conversei, coincidiu de ficar tudo certo, quem sabe consiga seguir dando sucesso no que eles tem feito".

  • Experiência na Bolívia

    "Uma coisa enriquecedora é que o jogo não se ganha apenas nos 90 minutos, começa muito antes. Estou vivendo isso na pele, improviso, superação, criatividade que a gente precisa ter, limitações de estrutura… eu preciso colocar os atletas no jogo antes de começar o jogo, o envolvimento no dia a dia pra cada jogo tem sido enriquecedor. Estou treinando com 45ºC de sensação térmica, e aí vou enfrentar um jogo frio, com altitude. Então, precisamos construir o cenário jogo a jogo".

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